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Sociedade

Sexo masculino ainda é o maior responsável pela contaminação

Sexo Masculino ainda é o maior responsável pela contaminação 

 

 

O médico infectologista e professor de medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), Jean Gorinchteyn, lançou recentemente um livro intitulado "Sexo e AIDS depois dos 50" no qual discute varias questões ligadas ao tema. Autoridade no assunto, o médico afirma que hoje 80% das pessoas comprometidas com o HIV são homens.

A mulher ainda é uma parcela muito pequena, pois vivenciam situações diferentes em relação aos homens, principalmente porque na terceira idade elas estão na menopausa, fase muito complicada que desencadeia problemas de libido, que reduzem a disposição para o sexo. As mulheres nessa faixa etária também estão mais voltadas para os cuidados com a família, principalmente os netos, e acabam mais focadas em outro estilo de vida.

Como algumas mulheres não estão mais ativas, os seus maridos acabam se envolvendo em relações extraconjugais, uma situação bem comum na transmissão da doença para o ambiente familiar. O médico explica que esse só é mais um fator que caracteriza o homem como o mais suscetível a contrair a AIDS e, por consequência, transmiti-la para a sua parceira fixa.

O infectologista alerta que a doença pode ser disseminada ainda de outras maneiras, sendo, por isso, um problema de cunho social. "Todos devem se conscientizar e é fundamental que todos usem a CAMISINHA, não importa se jovens ou idosos, sendo que para este último grupo é importante reforçar que eles passem a ter o hábito da prevenção, pois os tempos mudaram".

O livro "Sexo e AIDS depois dos 50", escrito por Gorinchteyn, conta histórias de pessoas portadoras da doença, além da trajetória do Ambulatório Emilio Ribas, especializado no atendimento de pacientes soropositivos. Na publicação, pessoas conhecidas, como Nicete Bruno, Paulo Goulart, Lima Duarte e Adriane Galisteu dão seus depoimentos sobre a doença. (L.A.)

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Last Updated on Wednesday, 02 May 2012 19:06

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Casos de HIV/AIDS aumentarão entre o público da terceira idade

hiv-na-terceira-idade

 

Médico alerta que, em 2015, cinquenta por cento dos pacientes portadores da AIDS deverão ser pessoas com mais de cinquenta anos

Larissa Almeida

Da reportagem local

Divulgação

Comportamento: A retomada da vida sexual e a falta de prevenção na terceira idade acabaram abrindo as portas para a contaminação

Quando se fala no vírus HIV logo se pensa em jovens que deixam de se prevenir nas relações sexuais, mas, atualmente, a realidade é diferente. Mesmo que indivíduos a partir dos 20 anos ainda sejam a primeira faixa etária com mais casos da doença, a situação agora atinge também a terceira idade, que representa o segundo grupo com mais casos. De acordo com o médico infectologista e professor de medicina da Universidade de Mogi das Cruzes (UMC) Jean Gorinchteyn, no ano de 2015, cerca de 50% dos pacientes soros positivos devem ser pessoas com mais de 50 anos.

O médico explica que até o ano de 2002, existiam 17 pacientes de HIV para 100 mil habitantes, mas essa realidade começou a mudar logo em seguida, quando foi registrado um aumento significativo de 40% de portadores da doença. Segundo o infectologista, é importante que as pessoas comecem a se conscientizar, principalmente os mais velhos, que contribuíram para o crescimento no número de casos.

Gorinchteyn conta que a terceira idade passou a integrar esse quadro alarmante da realidade da AIDS no Brasil por diversos fatores. Um deles é o fato de que não são feitas muitas campanhas para este público e quando é passado algum informativo ele não é muito eficaz, já que, para o médico, as pessoas com mais de 50 anos acabam não se identificando, por exemplo, com as propagandas veiculadas.

Questionado sobre as campanhas elaboradas, inclusive do ano passado, pelo Ministério da Saúde, o infectologista enfatiza que elas não retratam a realidade do idoso: "Umas das propostas é de que coloquem pessoas que, de certa forma, tenham representatividade e que, acima de tudo, enfrentam os mesmos problemas, porque não adianta colocar uma mensagem que eles não se identificam".

Outra situação em que a terceira idade é considerada o segundo grupo de risco é o fato deles não terem o hábito de utilizar PRESERVATIVOS. O médico diz que na época em que os idosos eram jovens a CAMISINHA era usada apenas para prevenir gravidez, não existia a preocupação com o HIV. Por causa disso, esta parcela da população acabou se tornando vulnerável à doença.

Com a terceira idade mais ativa sexualmente, devido aos medicamentos existentes no mercado, o quadro veio a se co mplicar. Não pelos remédios, mas pelas situações que eles geram. "Eles não têm o costume de fazer uso do PRESERVATIVO e com a possibilidade de serem ativos acabam se contaminando", afirma.

Esses fatores, para o médico, são extremamente preocupantes, já que eles serão grandes responsáveis pela estimativa de que a terceira idade virá a ocupar um lugar desfavorável dentro dos grupos mais propensos a serem portadores do HIV. Por isso, Gorinchteyn ressalta a necessidade do assunto ser abordado de maneira séria e abrangente.

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Last Updated on Sunday, 03 July 2011 05:15

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Envelhecer com saúde

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Sulamita Rosa

Hoje é o Dia Nacional do Idoso. Na data, especialistas alertam que é possível envelhecer sem medo. Eles orientam que o essencial é ter uma boa qualidade de vida. Para o Ministério da Saúde, pessoas com mais de 60 anos de idade são consideradas idosas. No DF, mais de 200 mil pessoas estão na terceira idade. Desses, 40 mil compreendem a população com mais de 70 anos.

A patologista clínica de Medicina Laboratorial da Pasteur Medicina Diagnóstica (DASA), Flávia Amorim Segartto, afirma que é possível envelhecer com qualidade. "As orientações são manter uma alimentação saudável e adequada, praticar exercícios físicos, ter boa convivência social, evitar o tabagismo e o consumo exagerado de álcool, e buscar atividades prazerosas e estimuladoras, que diminuam o estresse", informou. A especialista alerta que também é essencial ter acompanhamento médico e passar por consultas periódicas para prevenção de doenças. "Depende de cada paciente, mas, o ideal é freqüentar o médico pelo menos uma vez ao ano após os 60 anos. A realização de exames previne doenças", afirmou Amorim. Para a especialista, os idosos estão cada vez mais ativos e preocupados com a saúde. "A esperança de vida tem crescido. Antes, as pessoas morriam aos 50 anos, mas, a partir de 2007, a média de vida chegou aos 72 anos", destacou.

O especialista em Geriatria e coordenador de Educação e Pesquisa em Saúde do Idoso da Fundação de Ensino e Pesquisa em Ciência da Saúde (Fepecs), Renato Maia, afirma que esse é um motivo forte para se comemorar a data. "A esperança de vida no DF já chega aos 76 anos de idade, o que significa diminuição na taxa de mortalidade", disse. O médico defende que uma boa qualidade de vida contribui para evitar internações e situações de emergência. "Vinte e cinco por cento do orçamento da saúde é direcionada para os idosos. Para envelhecer com qualidade é preciso ter uma boa qualidade de vida. O primordial é não considerar a velhice como doença, a velhice é uma fase da vida que tem que ser bem vivida", ressaltou.

Manter o convívio social, realizar atividades físicas, cuidar da alimentação e evitar excessos são outras dicas do especialista. "A promoção da saúde e bem estar são algumas alternativas importantes. Realizar sempre acompanhamento médico e manter o cartão de vacina atualizado é primordial. A família também tem um papel muito grande. Mas, o idoso tem que ter a consciência que ele mesmo é responsável por sua saúde", afirmou Maia.

Para tratar de assuntos como esse, o médico conta que Fepecs realizará um debate hoje, às 14h, com o tema Envelhecimento - Desafios e Soluções. "O evento será realizado no salão da Fepecs e irá promover uma reflexão do impacto do envelhecimento", explicou Maia, convidando toda a população.

Controle

O Ministério da Saúde criou, em 2007, a Caderneta Nacional do Idoso, que traz um levantamento histórico da vida dos pacientes com mais de 60 anos. A Caderneta Nacional da terceira idade é utilizada na rede pública de saúde do DF. Nela, são registrados dados pessoais, quadro de vacinas, estado de saúde, intercorrências, atividades complementares, atendimentos e observações importantes da vida do paciente idoso.

Dicas para uma vida saudável

- Alimentar-se bem;

- Praticar exercícios;

- Evitar o tabagismo;

- Não usar drogas;

- Consumir álcool somente em doses pequenas (1 a 2 taças de vinho por dia diminuem o risco de um evento cardiovascular, como infarto e derrame);

- Controlar o stress;

- Diminuir a obesidade;

- Manter cartão de vacinação atualizado;

- Sempre aferir a pressão arterial;

- Usar CAMISINHA para prevenção de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST's).

 

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TRIBUNA DO BRASIL - DF | GRANDE BRASÍLIA

Last Updated on Wednesday, 29 February 2012 14:05

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Escolas: Camisinhas ao alcance

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Tory Oliveira

Projeto de distribuição gratuita de PRESERVATIVOS na rede pública de ensino gera polêmica

Instalada no pátio, no corredor, no banheiro ou mesmo na enfermaria da escola, uma máquina semelhante às utilizadas para vender refrigerantes e salgadinhos pode ser a fonte em que alunos do Ensino Médio da rede pública poderão conseguir pacotes de PRESERVATIVOS. Este cenário será realidade caso vingue o projeto piloto para instalar máquinas automáticas de distribuição de camisinhas nas escolas. Fruto de parceria entre o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação, a iniciativa faz parte do Projeto Saúde e Prevenção nas Escolas (SPE), que conta com o apoio de órgãos como a Unesco e o Unicef.

"A escola é mais um espaço para o jovem ter acesso aos insumos de prevenção e à informação também", explica Nara Vieira, do DEPARTAMENTO DE DST/AIDS e Hepatites Virais, órgão ligado ao Ministério da Saúde. Trazer a CAMISINHA para dentro da escola é apenas uma das ações do SPE, cujo objetivo global é promover a saúde sexual e reprodutiva dos adolescentes, ao articular políticas públicas que tornem os jovens menos vulneráveis a doenças sexualmente transmissíveis e à AIDS. Contribuir para a redução dos índices de evasão escolar causados pela gravidez na adolescência também é uma das metas do programa. "A partir do momento em que há uma máquina dispensadora de PRESERVATIVOS na escola, sem dúvida ela vai despertar interesse para discutir sobre o tema da prevenção."

O projeto prevê a instalação das máquinas apenas em estabelecimentos de ensino que façam parte do SPE, ou seja, que já realizem ações educativas e discussões sobre prevenção e sexualidade com a comunidade escolar. De acordo com o Censo Escolar de 2008, cerca de 60 mil escolas de Ensino Básico participam do programa e 11 mil distribuem de alguma forma o PRESERVATIVO para seus alunos. "A máquina vai ser apenas um facilitador, não vai implicar mudança alguma dentro da escola", esclarece Ellen Zita, assessora técnica do DEPARTAMENTO DE DST/AIDS e Hepatites Virais. Segundo Ellen, um dos objetivos da ideia é harmonizar as formas de distribuição do PRESERVATIVO. Assim, a máquina não funcionaria como um elemento isolado, mas, sim, como um complemento de um projeto pedagógico maior.

Aluno do terceiro ano do Ensino Médio, Renan Souza Meira, 18 anos, faz coro com uma pesquisa realizada em 2005, na qual foi constatado que 89,5% dos estudantes consideram a disponibilização de camisinhas no ambiente escolar "uma ideia legal". "Acho ótimo. Vai evitar o constrangimento de precisar ir até uma farmácia para comprar", defende. A mesma pesquisa, feita com 102 mil estudantes em 14 estados, revela ainda que o principal motivo alegado por 42,7% dos estudantes para não usar o PRESERVATIVO é não tê-lo na hora H - cerca de 10% deles declararam ainda que não têm dinheiro para comprá-lo.

Seis escolas públicas do Ensino Médio em Santa Catarina, na Paraíba e no Distrito Federal receberão as 40 primeiras máquinas para ser testadas dentro do ambiente escolar. Os protótipos são de tecnologia 100% nacional e foram desenvolvidos a partir de um concurso (Prêmio de Inovação Tecnológica) lançado em 2007 para todos os Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets) do Brasil. Foi de Santa Catarina que saiu o protótipo de máquina mais bem avaliado, escolhido para ser usado no projeto.

As máquinas oferecerão PRESERVATIVOS masculinos de dois tamanhos aos alunos, mediante a apresentação de uma senha e do número de matrícula. O número de PRESERVATIVOS disponíveis para cada aluno ainda não foi estabelecido e será decidido de acordo com os resultados dessa primeira experiência, prevista para durar seis meses. "O contexto de cada escola vai modificar o projeto inicial. Não existe fórmula mágica", explica Ellen Zita.

MUDANÇA DE PARADIGMA

Além de ser uma forma de sistematizar as diferentes formas de distribuição do PRESERVATIVO nas escolas, oferecer camisinhas gratuitamente, por meio de uma máquina automática, facilita o acesso do jovem ao PRESERVATIVO, uma vez que evita que ele deixe de adquirir o produto por falta de dinheiro ou embaraço de precisar pedir para terceiros ou ir até um posto de saúde retirar a CAMISINHA.

No terceiro ano do Ensino Médio, Verônica Nogueira, 17 anos, acha que a instalação da máquina em escolas pode contribuir também para iniciar um debate em torno do assunto. A estudante acredita que, apesar do estranhamento inicial de pegar camisinhas "na frente de todo mundo", a máquina poderia tornar o processo de aquisição do produto mais fácil. Aluna de um colégio particular em São Paulo, Verônica não tem aulas de EDUCAÇÃO SEXUAL. "Eu sinto muita falta, acho que eles deveriam tirar mais dúvidas da gente." De acordo com a estudante, o assunto "sexo" só é abordado na aula de Biologia, mesmo assim "muito por cima".

Para a sexóloga Maria Cláudia de Oliveira Lordello, o adolescente em geral tem acesso ao conhecimento de que é preciso usar CAMISINHA e outros métodos ANTICONCEPCIONAIS, a fim de evitar a gravidez e a contaminação por DSTS. Ainda assim, os anos de campanhas massivas a respeito da importância do uso do PRESERVATIVO parecem não ter sido capazes de modificar alguns comportamentos típicos da adolescência. Talvez seja por isso que, quando o assunto é CAMISINHA, a prática acaba se provando muito diferente da teoria. Um dos motivos, de acordo com a especialista, é o pensamento do "comigo não acontece". "Trata-se de um olhar bem típico dessa fase. O adolescente sente-se protegido, onipotente, e não tem muita consciência das consequências de seus atos", explica. Ainda assim, a maior presença do PRESERVATIVO no cotidiano do adolescente ajuda a contornar esse tipo de caso.

Outro problema constatado é a resistência de certos setores da sociedade, alimentada pelo pensamento, equivocado, na opinião da sexóloga, de que falar sobre sexo com os jovens estimularia de alguma forma um comportamento sexual mais precoce. "Isto não é real. Muito pelo contrário. Quanto mais se fala, menos curioso e proibido o assunto se torna." Apesar da impressão de que hoje o sexo é encarado com mais naturalidade pela maioria, Maria Cláudia lembra que ainda é complicado para muitas pessoas entender o sexo como algo prazeroso - e não só como uma forma de reprodução. A origem de tal pensamento estaria na repressão sexual experimentada durante séculos pela sociedade ocidental, que só começou a ensaiar uma abertura a partir da revolução sexual dos anos 60. "A mudança de conceito do sexo reprodutivo para o sexo prazeroso está sendo difícil. Esta ainda é a principal dificuldade que os pais encontram na hora de falar com seus filhos sobre sexo", explica. Apesar desse tipo de reação, a realidade apontada por pesquisas é de que a população brasileira inicia sua vida sexual por volta dos 15 anos. Outro dado apontado é que praticamente a metade - 44,7% - dos estudantes já possui vida sexual ativa. "A existência da máquina de CAMISINHA atesta justamente isso, que os jovens fazem sexo por prazer e não só para se reproduzir", afirma a sexóloga.

Tory Oliveira

 

CARTA CAPITAL | CARTA NA ESCOLA

Last Updated on Monday, 02 January 2012 19:11

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