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POR PÂMELA OLIVEIRA, RIO DE JANEIRO
Brasília - Qualquer pessoa com diagnóstico de gripe (mesmo sem saber se é a suína) deve fazer quarentena voluntária por 7 dias — o que significa ficar longe do trabalho ou escola —, segundo o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Gerson Penna.
A recomendação do órgão federal é que, ao sentir sintomas gripais — como tosse e febre ou febre e dor de garganta — o cidadão procure seu médico, da rede pública ou particular. O profissional de saúde irá constatar, através de exame clínico comum, se o paciente está ou não gripado, e tem orientação do governo a dar o atestado médico em caso positivo.
O teste de sangue para verificar se o vírus é o da gripe suína não será feito, por determinação do Ministério da Saúde, uma vez que os laboratórios governamentais que o fazem estão sobrecarregados. Só serão analisadas amostras de pacientes com sintomas muito graves de gripe, que estejam necessitando ser hospitalizados.
A quarentena mesmo em caso de sintomas leves, segundo Penna, tem por objetivo evitar a possibilidade de propagação da gripe suína. “Como os sintomas da gripe A (suína) e da gripe sazonal (comum) se confundem, e a letalidade de ambas é igual, a recomendação é que as pessoas procurem seus médicos. A recomendação para evitar o agravamento do caso e a disseminação da doença é ficar em casa por sete dias”.
O secretário explicou que nos casos graves de gripe suína pode haver mutação do gene. “Por isso exames serão restritos a estes casos. Teste de diagnóstico não interfere no tratamento, mas na vigilância”.
OUTRA ESCOLA SEM AULA
Questionado sobre a atitude dos EUA, que por considerar a propagação do vírus inevitável tem mantido escolas e empresas funcionando mesmo com casos de gripe, Penna disse que cada país tem independência para definir orientações. No Rio, o Colégio Marista São José, na Tijuca, informou em comunicado no seu site, ontem, que decidiu suspender aulas da semana que vem, como medida preventiva. Mais de 3 alunos por turma de algumas séries têm sintomas gripais.
Doente não pode ir direto ao Fundão
Hospitais de referência para tratamento de gripe suína passarão a atender somente pacientes com encaminhamento de outras unidades de saúde, públicas ou privadas. Isso significa que não adiante procurar por conta própria os hospitais de referência, que no Rio são Fundão, Iaserj, Hospital Evandro Chagas e Hospital Pedro Ernesto.
A recomendação é do Protocolo de Manejo Clínico e Vigilância de Influenza do Ministério da Saúde. Além de terem de ser recomendados, os pacientes devem preencher critérios de risco para complicações por gripe: ter mais de 60 anos, câncer, Aids ou usar droga imunossupressora.
O grupo também inclui gestantes e pessoas com doenças crônicas, como hemoglobinopatias, diabetes, cardiopatias, pneumopatias e doenças renais.
O DIA – RJ |
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10/Julho/09 |
Last Updated on Friday, 10 July 2009 10:43
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POR MAHOMED SAIGG, RIO DE JANEIRO
São Paulo - Morreu nesta quinta-feira, em São Paulo, de complicações em decorrência de Aids, o travesti Andréia Albertini, que no ano passado se envolveu em uma confusão com o jogador Ronaldo Fenômeno, do Corinthians. André Luiz Ribeiro Albertini, seu nome no registro de identidade, morreu no Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini, em Mauá. Andréia estava há dois dias internado na unidade. A mãe dela, Sônia Regina Maria, confirmou que Andréia contraíra o vírus HIV em 2006, com um parceiro no Rio. O corpo do travesti será enterrado nesta sexta, às 10h, no Cemitério Santa Lídia.
Andréia ficou conhecida após protagonizar um escândalo com o Fenômeno e mais dois travestis, em abril de 2008, num hotel da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Ela acusou o jogador de não pagar o programa e de ter usado drogas. Mas depois recuou e admitiu ter inventado toda a história.
CHANTAGEM
Ronaldo alegou que levou o grupo ao hotel pensando que eram prostitutas e, ao perceber o erro, quis ir embora, mas foi chantageado pelo travesti. Todos acabaram na 16ª DP. À polícia, Ronaldo teria dito que Andréia exigiu R$ 50 mil para não denunciá-lo à imprensa.
Por isso, ela respondia a processo na Justiça, acusada de tentativa de extorsão pelo Ministério Público. De acordo com a denúncia, Andréia teria se aproveitado do fato de estar com um cliente famoso para tentar se beneficiar financeiramente. Albertini também foi parar na delegacia outra vez, em setembro de 2008, após brigar com um homem que a acusou de roubo em Copacabana.
O DIA – RJ |
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10/Julho/09 |
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30/06/2009 Antes de serem presos, muitos travestis que hoje estão na cadeia faziam programas para sobreviver. Dentro do presídio essa realidade não muda e o sexo vira moeda de troca. Precisando de dinheiro, chegam a ter relações íntimas por apenas R$ 1 ou mesmo trocam por um cigarro, um sabonete, uma escova de dente. Detido no Presídio Aníbal Bruno por assaltar um cliente, Adriano Francisco Gomes, Soraia, 27 anos, afirma que os programas dentro da cadeia são comuns.
"Tem muito preso que não aceita a gente aqui, mas depois vem nos procurar, querendo fazer programa. Sou do interior da Paraíba e ninguém da minha família vem me visitar. Ou seja, sou eu e Deus. Então, tenho que me virar do jeito que dá. Faço programa e lavo roupa para ganhar um trocado", explica.
Soraia está no sistema penitenciário desde 2006 e diz que já perdeu as contas de quantos relacionamentos sexuais teve dentro da cadeia. "Não tenho ideia de quantos programas já fiz. Mas também, quando estou com vontade e o cara não tem dinheiro, faço de graça mesmo", conta o TRAVESTI em meio a gargalhadas.
Daniel Roberto da Silva Santos, Nêga do Babado, 21, afirma que já chegou a cobrar R$ 1 por um programa dentro do Aníbal Bruno. "Não vou mentir. Já fiz sexo por R$ 1. Estava precisando de dinheiro e fiz mesmo. Mas agora deixei disso, não faço mais programa. Ganho meu dinheirinho lavando roupa", garante.
Já Thiago José Alves da Silva, conhecida como Tyanne, 19, tem um namorado na cadeia, mas não dispensa os programas com outros detentos. "Preciso de dinheiro para sobreviver. Então já fiz sexo aqui dentro por R$ 10, R$ 5 e até R$ 2", afirma.
PESQUISA
Após receber denúncias de que os processos dos homossexuais presos em Pernambuco estavam emperrados - e que isso poderia ser fruto de preconceito - a ONG Movimento Leões do Norte decidiu ir a duas unidades prisionais, uma masculina e outra feminina, para saber como gays e lésbicas estavam sendo tratados. As visitas ocorreram no ano passado.
"Constatamos que, além da situação de calamidade na qual vivem os presos, os gays sofrem ainda mais. Algo que nos preocupa é a questão da AIDS", revela o coordenador da ONG, Rildo Veras. Para ele, relações sexuais dentro da prisão são uma realidade. "O único direito negado ali é a liberdade. Mas a questão da saúde deve ser respeitada, com a distribuição de camisinhas entre os homossexuais e de remédios para quem é SOROPOSITIVO." Nos próximos meses, segundo Veras, a pesquisa deve ser retomada, junto a um trabalho de conscientização dos gestores.
JORNA LDO COMMÉRCIO - PE |
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01/JULHO/09 |
Last Updated on Wednesday, 01 July 2009 16:07
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Da Redação
A Secretaria de Saúde de Cuiabá vai distribuir 20 mil preservativos durante a VII edição da Parada da Diversidade Sexual que acontece no próximo sábado em Cuiabá, dia 25 de julho. O evento, promovido pela Ong Libles - Liberdade Lésbica e pela Boate Zum Zum, deve reunir cerca de 20 mil pessoas.
A ação da secretaria durante a parada será desenvolvida pela equipe da Coordenação de Educação e inclui tanto apoio logístico como operacional, a exemplo da confecção dos cartazes que serão afixados em vários pontos da cidade.
Na Praça Ipiranga, sábado pela manhã, Wilson de Souza, Claudia Irene e Fátima Pereira, técnicos em Educação e Saúde da SMS, farão a distribuição das camisetas com a arte do evento e, aproveitando o grande fluxo de pessoas, distribuirão também 2000 Kits DST/AIDS contendo preservativos masculino e feminino e folders informativos sobre as doenças relacionadas ao sexo. A caminhada está prevista para começar às 14 horas.
Soraia Maciel, responsável pelo núcleo de DST/ Aids no município e coordenadora de Educação em Saúde, explica que um evento com esta magnitude que reúne muita gente da capital e até do interior e que já faz parte do calendário nacional, é ideal para se fazer um trabalho de prevenção das DST(s) e Aids. E para que o trabalho da SMS tenha o alcance desejado, segundo ela, é preciso atuar também com a diversidade sexual e levar a mensagem a estes grupos que representam, hoje, uma parcela significativa da população.
“Mesmo considerando que hoje não há mais grupo vulnerável, já que a Aids cresce muito entre os heterossexuais e não usuário de drogas injetáveis, é sempre bom fazer prevenção e formar multiplicadores do nosso trabalho junto a este público”, ressalta Soraia.
A VII Parada da Diversidade Sexual ainda conta com a parceria das Secretarias de Cultura, dos Transportes Urbanos, além da co-parceria da ALMT - Assembléia Legislativa de Mato Grosso e da Câmara dos Vereadores de Cuiabá e apoio da SES - Secretaria de Estado de Saúde e de Ongs ligadas a Liberdade Sexual, bem com representantes da sociedade civil organizada.
O DOCUMENTO – MT |
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24/JULHO/09 |
Last Updated on Friday, 24 July 2009 11:44
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