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Os bebês portadores do Vírus da Imunodefiência Humana (HIV), causador da Aids, correm o risco de contrair uma variante fatal da tuberculose se receberem a vacina BCG, preparada a partir do bacilo Calmette-Guérin. A conclusão é de um artigo publicado nesta quarta-feira na revista internacional da Organização Mundial da Saúde (OMS), que mostra como, nesses casos específicos, a BCG pode provocar um efeito oposto ao pretendido.
Segundo a OMS, a BCG é administrada a 75% dos recém-nascidos no mundo, mas o estudo realizado na África do Sul revelou que a substância imunizadora "pode ser mais perigosa que benéfica para os bebês contaminados pelo HIV". A vacina contra a tuberculose é administrada de maneira quase universal na África Subsaariana, onde a taxa de contaminação de bebês pelo HIV é uma das maiores do mundo.
Segundo os dados do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids, entre 390 mil e 420 mil menores de 15 anos contraem o HIV a cada ano. Por essa razão, os cientistas responsáveis pelo estudo recomendaram o adiamento da vacinação até que se saiba o estado sorológico dos bebês.
– É urgente avaliar o risco a respeito das vantagens da vacina nos lugares com uma alta taxa de infecção pelo HIV e a tuberculose – escreveu no artigo o professor Simon Schaaf, do Centro Anti-tuberculose Desmond Tutu, pertencente à Universidade Stellenbosch (África do Sul).
Por outro lado, o estudo destaca que a BCG é eficaz para prevenir a disseminação da tuberculose em crianças não infectadas pelo HIV.
EFE
Last Updated on Thursday, 02 July 2009 10:09
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Método mostra a importância do tratamento para quem não tem dimensão da doença
O Centro de Referência e Tratamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Aids (CRT/DST) desenvolveu um método inovador para explicar a crianças soropositivas que elas são portadoras do HIV. Por meio de brinquedos, a instituição explica a importância do tratamento da doença e ensina ás crianças como lidar diante da doença crônica e incurável.
A iniciativa partiu da psicóloga do CRT/DST Aids Eliana Galano há sete anos, que sofria para conversar sobre o assunto com os jovens. "Falar sobre a Aids para crianças é delicado e tarefa complicada para os profissionais de saúde", afirma.
Diante dessa dificuldade, ela e outra médica resolveram utilizar brinquedos na hora de abordar a doença com os pequenos. O material foi escolhido cuidadosamente e integra o Kit Revelação Diagnóstica. É uma maleta com caixa de medicamento, termômetro, seringa e estetoscópio - tudo de mentira. Há ainda quatro soldadinhos que representam o sistema imunológico enquanto bolas de plástico são os vírus do HIV.
Com a autorização dos pais, a psicóloga cria uma história com os personagens. "Digo que o pequeno vírus quer destruir o soldado. É preciso tomar o remédio, se alimentar bem e estudar para o soldado ficar forte e defender o organismo", afirma.
Segundo a psicóloga, o preconceito social e o medo impedem que muitos pais revelem ao filho a presença da doença. "Nesse caso, a criança sabe que é diferente dos outros. Imagina que existe um bicho grande dentro de si, cria fantasias", diz.
Por isso, a recomendação é revelar a situação o quanto antes. "Quanto mais tarde conversar sobre o assunto, pior", destaca. Já houve casos em que a criança descobriu sozinha que é soropositiva ao ver medicamento que toma na televisão, num programa sobre HIV. No CRT, várias consultas psicológicas antecipam e acompanham a revelação à criança que ela é portadora da AIDS.
Da Imprensa Oficial
Fonte: O Serrano
Last Updated on Friday, 03 July 2009 10:07
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DA FOLHA RIBEIRÃO
Cerca de 30 pesquisadores do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto participam de uma pesquisa internacional que estuda a eficiência de dois medicamentos no tratamento de crianças infectadas pelo vírus da AIDS.
O grupo que integra o Núcleo de Estudos sobre Infecção Materna, Perinatal e Infantil teve início em 2000 e vai começar a segunda etapa da pesquisa no próximo ano.
"Vamos avaliar os efeitos dos medicamentos nas crianças. Até agora, vimos qual a dosagem ideal para crianças e os resultados são satisfatórios", disse a coordenadora dos estudos, Marisa Márcia Mussi-Pinhata.
Segundo ela, participarão do estudo cerca de 120 crianças em todo o mundo. A importância do estudo em crianças é avaliar suas particularidades e garantir o controle da doença atrelado à qualidade de vida.
"Os efeitos e tratamentos são diferentes nas crianças em relação a adultos. A infecção afeta o desenvolvimento neuromotor e, embora o tratamento também cause efeitos indesejáveis, eles são contornáveis", afirma.
FOLHA DE S.PAULO-SP |
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FOLHA RIBEIRÃO |
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26/DEZEMBRO/09 |
Last Updated on Sunday, 27 December 2009 12:23
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CLICRBS | AIDS 03/07/2010 03/07/2010 - O recanto de puro carinho precisa de ajudaO terço pendurado ao lado da cama é o companheiro insepáravel de Élinton. Aos 14 anos, portador do vírus HIV, ele não fala, não enxerga e não se mexe. Não esboça nenhuma reação física há quatro anos, desde que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC). Os funcionários e voluntários do Lar Recanto do Carinho, onde vive, são a sua família. Quando pequenino, de tão cativante chamou a atenção da top model Gisele Bünchen. Ela ficou encantada com o menino lourinho, de sorriso fácil, durante um visita ao local que atende crianças soropositivas. Alguns acreditam que o jovem escute, apesar de viver há tanto tempo em estado vegetativo. Por isso, nunca deixaram de conversar na tentativa de confortá-lo. Há duas semanas, ele esteve internado no Hospital Infantil Joana de Gusmão com diagnóstico de pneumonia. Os médicos, logicamente, chegaram a descartar a possibilidade dele sobreviver. Os sinais vitais praticamente tinham desaparecido. Mas Élinton não se entregou. Para surpresa de muitos, conseguiu respirar sem a ajuda de aparelhos, a febre baixou, teve alta e retornou ao lar. O que não falta para ele no Recanto são dedicação e carinho. A dificuldade, hoje, é dispor de recursos para pagar uma pessoa para atendê-lo com exclusividade, já que precisa de cuidados mais do que especiais. Situação idêntica à vivida por outros adolescentes, que também sofrem de uma série de complicações de saúde, além de estarem na fase da ebulição dos hormônios. As crianças cresceram. E os problemas aumentaram na mesma proporção. Dos 45 jovens que vivem lá, 13 já têm mais de 12 anos, sendo 10 são meninas. Só que a ONG vive a síndrome das entidades assistenciais brasileiras: a do cobertor curto. O repasse das verbas públicas cobre só 30% das despesas. Se fosse dividido entre as crianças e adolescentes, cada um deles receberia dos cofres públicos R$ 0,78 por dia. O que salva são as doações e a habilidade da direção e funcionários em driblar as carências. Como priorizam alimentação, remédios e vestuário, as obras de manutenção ficam para depois. Resultado: portas carcomidas pelos cupins, fiação elétrica velha, telhas quebradas e infiltrações e goteiras por todos os lados. Apesar de todas as dificuldades, o que surpreende, logo ao pisar no Recanto, é que nada parece abalar aquele pequeno universo. O grupo de 25 funcionários e cerca de 30 voluntários trata dos bebês aos adolescentes como uma grande família. Encara a falta de dinheiro, de apoio e até do eventual preconceito contra as crianças sempre de cabeça erguida, com um sorriso no rosto e confiantes de que a vida é uma batalha, mas que pode ser vencida. Da mesma forma que Élinton lhes ensina, diariamente. |
Last Updated on Sunday, 04 July 2010 10:38
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Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
Monto sites, configuro computadores, configuro skype, gtalk, voip etc... Se você faz parte do terceiro setor e tem dificuldades com TI, entre em contato pelo fone 11 95285170.
Falar com Cláudio, associado ABRAWEB.