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Lipodistrofia em pacientes portadores do vírus HIV

Lipodistrofia em pacientes portadores do vírus HIV

O QUE É LIPODISTROFIA ?

Lipodistrofia é o nome dado para uma coleção de mudanças no corpo, que são vistas em pessoas que utilizam medicamentos anti-HIV. Lipo se refere à gordrdura, e distrofia significa perturbação grave, ou crescimento ruim.

A Lipodistrofia é mais comum em pessoas que estão fazendo terapia antivirótica. Estas mudanças no corpo incluem ambos a perda e/ou depósitos de gordura :

Perda de gordura : ocorre nos braços ou pernas ou face (bochechas afundadas).

Depósitos de gordura : podem aparecer no estômago, na parte de trás do pescoço (uma corcunda de búfalo), os peitos (em homens e mulheres) ou outras áreas, incluindo debaixo do queixo ou se espalha ao redor do corpo.

Depósitos de gordura debaixo da pele que causam um montículo são chamados lipomas.

Não há nenhuma definição clara de lipodistrofia, e nenhum estudo cuidadoso foi terminado em sua freqüência. Investigadores usaram definições diferentes, de lipodistrofia entre 5% e 75% dos pacientes que utilizavam medicamentos antiviróticos.

Pacientes que utilizam qualquer inibidor de protease, como também pacientes que nunca utilizaram, podem também desenvolver a lipodistrofia.

A LIPODISTROFIA É PERIGOSA ?

Embora não seja uma ameaça de vida, é um problema sério.

Depósitos de gordura atrás do pescoço podes ser grandes o bastante para causarem dores de cabeça e problemas respiratórios.

Seios aumentados em mulheres podem ser dolorosos, bem como as mudanças no corpo podem causar problemas psicológicos e emocionais. Também, por causa da lipodistrofia, alguns pacientes estão evitando terapia antivirótica.
Açúcar de sangue alto pode ser um sinal de diabete.

Algumas pessoas que utilizaram os inibidores de protease, desenvolveram diabete, ou as diabetes evoluiram para pior.

O QUE CAUSA LIPODISTROFIA ?

Não se sabe o que causa lipodistrofia. Podem haver causas diferentes para os vários sintomas.

Uma das teorias é que aqueles inibidores de protease interferem no processo da gordura. Isto é, porque moléculas de inibidor de protease são semelhantes a algumas proteínas humanas que processam a gordura. Porém, alguns pacientes que nunca utilizaram inibidores de protease têm a lipodistrofia.

Outra teoria, é que a resistência da insulina tem um papel importante no desenvolvimento da lipodistrofia. Em uma pessoa saudável, a insulina move açúcar (glicose) para as células produzirem energia ou serem armazenadas para uso futuro. Com a resistência da insulina, a glicose não é processada de maneira correta. Pessoas com resistência de insulina tendem a ganhar peso.

A lipodistrofia também pode ser semelhante a Síndrome X que pode ocorrer em pessoas que se recuperaram de doenças sérias como leucemia de infância ou câncer de seio. Para pessoas portadoras do HIV, isto pode ser causado pela recuperação do sistema imune, depois de terapia antivirótica efetiva.

A LIPODISTROFIA PODE SER TRATADA ?

Como não se sabe o que causa a lipodistrofia, não sabemos como tratá-la.

Atualmente tratamos a absorção da gordura com a Bioplastia e preenchimentos nas áreas afetadas com uma substância biocompatível, permanente e de baixo custo - o Polimetilmetacrilato. 
Podem ser eliminados, cirurgicamente, os depósitos de gordura ou removê-los através de lipoaspiração.

CONCLUINDO

A Lipodistrofia é uma coleção de mudanças no corpo, em pessoas que utilizam medicamentos antiviróticos. Podem também estar relacionados ao aumento de glicose no sangue e gordura.

Não há nenhuma definição clara de lipodistrofia, assim é difícil saber quantas pessoas as possuem. Também, sem saber o que causa lipodistrofia, não sabemos ainda como tratar de maneira efetiva.

Investigadores estão pesquisando terapias com hormônio e outros modos para tratar a lipodistrofia.

Não é recomendada a mudança, nem a interrupção do uso de medicamentos antiviróticos.

BIOPLASTIA

IMPLANTE FACIAL E CORPORAL COM POLIMETILMETACRILATO (PMMA)

Esclarecimento aos meus Pacientes

Gostaria de comunicar que, em relação às matérias veiculadas em 19/03/2007, no programa “Hoje em Dia” da Rede Record e em 15/04/07 no programa “Fantástico”, da Rede Globo, onde uma médica deu entrevistas baseando-se em um trabalho de sua autoria, venho esclarecer o que segue:

Tenho uma cópia do mesmo em meu poder:

O estudo a qual a médica se referia trata-se de uma “dissertação apresentada no curso de Pós-Graduação em Ciências da Saúde como requisito parcial para obtenção do título de Mestre”, com o título de “ESTUDO EXPERIMENTAL DA REAÇÃO TISSULAR FRENTE A SUBSTÂNCIAS REMODELADORAS CUTÂNEAS UTILIZADAS EM CIRURGIA PLÁSTICA ESTÉTICA REPARADORA”, datado de 2001, o qual não foi encontrada publicação em nenhum periódico de circulação nacional ou internacional.

Em vista do que foi divulgado pela referida médica através da imprensa e, analisando o estudo por ela realizado, reunimos um grupo de colegas, com vários trabalhos científicos, inclusive mais recentes. Esses trabalhos se contrapõem às afirmações de “migração”, “patologia em órgãos como fígado e rim”, “tumor” à distância, etc.

Estaremos tomando as devidas providências junto ao nosso Conselho de Classe, pois os danos causados foram imensuráveis, gerando pânico e intranqüilidade à população que já se utilizou desta técnica ou produto (estimada em mais de um milhão de pessoas).

Coloco-me a disposição para quaisquer esclarecimentos e informações a nível cientifico (o que já pratico usualmente em minha Clínica com meus pacientes), para tentar trazer uma maior tranqüilidade aos que já fizeram uso do polimetilmetacrilato através da BIOPLASTIA, sem sensacionalismo, e, ainda, gostaria de salientar alguns pontos importantes a serem observados:

1 – Sabe-se que a estimativa de complicações da bioplastia e dos implantes com PMMA perfazem menos de 1%(o que é bem pequeno em relação à maioria dos procedimentos médicos), então pergunto:

Por que só foram mostradas complicações, e NENHUM caso de sucesso? Onde estão as outras pessoas satisfeitas com o tratamento? (o que, normalmente ocorre na maioria das matérias de informação ao público, mostrando os PRÓS e os CONTRAS).

2 – Foram apresentadas complicações (foto de nádegas e um tumor na pata de um camundongo) pós-injeção de “silicone” como sendo de PMMA, então pergunto:

Por que?

3 – O estudo foi realizado em 2001 e só foi levado a público em 2007. Se o produto PMMA apresenta tanto “perigo” e “danos”, eu pergunto:

Por que se demorou 6 anos para que isto viesse a público?

Um grande abraço

Suzana Barretto

 

http://www.suzanabarretto.med.br/

Last Updated on Saturday, 06 June 2009 07:30

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mais sobre Lipodistrofia

Lipodistrofia

Lipodistrofia
A causa da lipodistrofia é a infecção ou o tratamento?
Como a lipodistrofia se apresenta?
A causa e as conseqüências da lipodistrofia
Manejo Clínico
Referências bibliográficas


Lipodistrofia [voltar]

As modificações da forma do corpo e alterações do metabolismo lipídico e glicídico vinculadas à infecção pelo HIV vêm sendo estudadas com interesse crescente, principalmente após o advento dos inibidores da protease (IP), tidos, inicialmente, como responsáveis por estas complicações. O termo lipodistrofia vem sendo usado para descrever estas mudanças.

Quando não relacionada ao HIV, a lipodistrofia tem características mais específicas – definidas pela perda parcial ou generalizada de gordura do corpo, com hiperglicemia e/ou hiperlipidemia -, e tem como causas fatores congênitos ou adquiridos (como o sarampo, a mononucleose e o hipo ou hipertireoidismo).1

Não há consenso quanto à definição desta síndrome. Alguns autores associam as alterações lipídicas às alterações do metabolismo da glicose, e também a alterações da estrutura corporal, combinando, portanto, achados físicos e laboratoriais. Outros autores diferenciam cada uma destas anormalidades.2

Os primeiros relatos de lipodistrofia em pacientes infectados pelo HIV relacionaram a utilização dos IP, principalmente o indinavir, às anormalidades metabólicas, como o aumento dos níveis de triglicerídeos, a diabetes e a redistribuição da gordura corporal3.



A causa da lipodistrofia é a infecção ou o tratamento? [voltar]

Em 1997, o FDA identificou 83 pacientes em uso de IP com hiperglicemia ou agravamento de diabetes mellitus pré-existente4. Desde então, todos os regimes terapêuticos que compreendiam os IP foram relacionados à hiperglicemia. Posteriormente, um estudo francês, com 486 pacientes que recebiam pelo menos um IP pelo período de 18 meses, concluiu que 78% apresentavam lipodistrofia evidente, 75% hipercolesterolemia, 40% hipertrigliceridemia e 6% diabetes mellitus.5 Em 1998, no 5.º Congresso de Retroviroses em Chicago, foram relatadas várias alterações corporais em pacientes infectados pelo HIV após o advento da era da terapia anti-retroviral altamente ativa (HAART) e, no mesmo ano, na 12ª Conferência Internacional de AIDS, em Genebra, várias sessões clínicas foram dedicadas à compreensão e manejo deste novo efeito colateral dos anti-retrovirais.

Embora a maior parte dos casos de lipodistrofia esteja relacionada ao uso de IP, há relatos de pacientes com características clínicas idênticas que nunca utilizaram IP. Três dos trabalhos que sistematizaram estes relatos evidenciaram emagrecimento facial em 30 pacientes associado ao uso de análogos de nucleosídeos, principalmente a estavudina.6 Em 1999, na 6ª Conferência de Retroviroses, Carr7 (abstract 641) mostrou que 83% de 116 pacientes tratados com IP apresentavam graus variados de lipodistrofia e Henry8 (abstract 671) relatou que a combinação saquinavir/ritonavir era responsável pelo maior número de alterações no metabolismo lipídico.

Watson e col., na mesma Conferência, mostraram a ocorrência de hipercolesterolemia em crianças em uso de IP.9

Até o presente momento, não há relatos documentados de lipodistrofia em pacientes infectados pelo HIV que nunca fizeram uso de terapia anti-retroviral, embora a hipertrigliceridemia fosse anteriormente conhecida como uma complicação da infecção pelo HIV, antes mesmo do advento dos IP, provavelmente associada à progressão da doença.



Como a lipodistrofia se apresenta? [voltar]

As alterações observadas são:

  • Distribuição anormal da gordura no corpo resultando em: giba de búfalo, acúmulo de tecido adiposo no abdômen, aumento da gordura visceral, lipomatose simétrica e lipodistrofia periférica (perda da gordura na face e membros superiores e inferiores)
  • Hipertrigliceridemia
  • Hipercolesterolemia, com diminuição do HDL-colesterol
  • Hiperglicemia – resistência à insulina – diabetes mellitus
  • Aumento das mamas (mulheres)

Outras modificações também podem ocorrer, como o aumento de veias periféricas, queda de pêlos do corpo e diminuição dos níveis de testosterona, levando a importantes modificações no corpo dos pacientes. Isto os afeta psicologicamente, constituindo, freqüentemente, um fator que contribui para a diminuição da adesão ao tratamento anti-retroviral.



A causa e as conseqüências da lipodistrofia [voltar]

A patogênese destas alterações permanece desconhecida. No caso da hiperglicemia, supõe-se haver aumento na secreção de insulina, com provável modificação do metabolismo da glicose, seja pelo uso do IP ou pela alteração metabólica decorrente da própria infecção pelo HIV,  não relacionada diretamente ao uso do medicamento. O excesso de cortisol sistêmico não parece estar vinculado às modificações na distribuição da gordura corporal.6 Estão em curso novos estudos que visam esclarecer a patogênese da lipodistrofia.

Não se sabe exatamente se há ou não uma correlação efetiva da lipodistrofia com o risco de doenças cardiovasculares. Em um trabalho apresentado na 6ª Conferência de Retroviroses, em Chicago, em 1999, Klein e colaboradores10 apresentaram os resultados de um estudo sobre risco de doença coronariana em pacientes infectados pelo HIV e constataram que, no decorrer de um ano, os pacientes em uso de IP não tiveram maior chances de adoecer devido à doença coronariana aumentadas. Apesar disto, os IP podem constituir um fator de risco adicional em pacientes com outros fatores de risco (vida sedentária, hipertensão arterial, história familiar, tabagismo e idade mais avançada).

Não há, até o presente momento, nenhuma associação entre a lipodistrofia e a ocorrência de pancreatite ou cetoacidose.6



Manejo Clínico [voltar]

O manejo desta síndrome ainda não está bem estabelecido, sendo consensual a necessidade de novos estudos para definir condutas mais efetivas e com maior embasamento científico. A despeito disto, algumas orientações e estratégias podem ser utilizadas. Os pacientes devem ser orientados sobre a possibilidade de ocorrência destes sinais/sintomas e como lidar com eles.

Recomenda-se a prática de exercícios físicos (caminhadas diárias, ginástica, musculação, esportes) e a manutenção de uma dieta pobre em carboidratos e rica em proteínas, bem como parar de fumar.

O uso de medicamentos está indicado para o tratamento da hiperglicemia, do diabetes e das hiperlipidemias, quando tais condições estiverem associadas a níveis significativamente elevados de glicose e lipídios, de forma semelhante às condutas vigentes entre indivíduos HIV-negativos (não infectados pelo vírus da AIDS).

Bons resultados foram obtidos com metformina no sentido de reduzir a resistência à insulina e a adiposidade central, embora tais resultados positivos tenham ocorrido às expensas da perda de peso corporal5 .

Nas dislipidemias, o emprego de gemfibrozil e/ou estatinas (mais freqüentemente a atorvastatina) tem sido sugerido por diversos trabalhos, lembrando que estas últimas podem interagir com os IP. Cabe observar que Henry não evidenciou efeitos adversos decorrentes da associação destes dois medicamentos, em uma casuística de 19 pacientes11.

Os fibratos atuam aumentando o catabolismo das lipoproteínas ricas em triglicerídios e as estatinas (inibidores da hidroxi-metil-glutaril-CoA redutase) reduzem a síntese do colesterol nos hepatócitos. Os respectivos efeitos sobre perfil lipídico estão resumidos no quadro I.

A reposição de testosterona deve ser feita nos casos de hipogonadismo nos homens, pois níveis baixos deste hormônio estão associados ao acúmulo de gordura no abdômen e à resistência à insulina6. Esta reposição pode ser feita com decanoato de nandrolona ou ciprionato de testosterona, por tempo ainda não claramente definido. Os efeitos colaterais, mais comuns, desta medicação são a enxaqueca, a hipertensão arterial e a retenção hídrica e devem ser monitorados cuidadosamente.

O uso do hormônio do crescimento humano somatotrofina parece determinar melhora das manifestações da lipodistrofia, reduzindo a adiposidade central e a giba de búfalo, revelando-se, contudo, ineficaz quanto às hiperlipidemias ou as alterações corporais periféricas12.

As doses dos medicamentos mais comumente utilizados no manejo destas alterações estão nos quadros II, III e IV.

Como alternativa adicional, alguns pacientes têm sido submetidos a correções das alterações da forma corporal através de cirurgia plástica, mas não se sabe quais riscos estão associados a estes procedimentos, como a lipoaspiração, ou a durabilidade dos seus efeitos.

Até o presente momento, a lipodistrofia não deve determinar a interrupção do uso do IP, exceto nos casos em que haja comprometimento clínico muito relevante ou em que a lipodistrofia afete a adesão do paciente ao uso regular de seu esquema anti-retroviral.

Esta síndrome e seu manejo adequado ainda constituem um grande desafio aos pesquisadores e clínicos que tratam pacientes infectados pelo HIV com drogas anti-retrovirais.



Referências bibliográficas [voltar]

  1. FOSTER, D.W. The Lipodystrophies and other Rare Disorders of Adipose Tissue. In: Harrison, T.R. & Fauci, A S. – Internal Medicine, 1998.
  2. FLEXNER, C. A. Lipodistrofia do HIV – The Hopkins HIV Report, vol. 10, número 5, set. 1998.
  3. VIRABEN, R. & Aquileni, C. Indinavir-associated Lipodystrophy AIDS 1998 April 16, 12:37-39. In: Journal Watch for Infectious Diseases vol. 1 number 5 June 1998 - pg. 36.
  4. LUMPKIN, M.M. Reports of Diabetes and Hyperglycemia in Patients Receiving Protease Inhibitors for Treatment of Human Immunodeficienty Virus (HIV). FDA Public Health Advisory, June 1997.
  5. CARR, A Metabolic Complications of Antiretroviral Therapy. In: Medscape 6th Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, www.medscape.com
  6. DUBÉ, M.P. & Sattler, F.R. Metabolic Complications of Antiretroviral Therapies In: AIDS Clinical Care, June 1998, Volume 10, Number 6.
  7. CARR, A.; Samaras, K.; Thorisdottir, A. et al. Diagnosis and Prediction of HIV Protease Inhibitor (PI)-induced Lipodystrophy and Impaired Glucose Tolerance (Abstract 641). 6th Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, Chicago, 1999.
  8. HENRY, K.; Melroe, H.; Huchesch, J. et al. Experience with the National Cholesterol Education Program (NCEP). Guidelines for Identification and Treatment of Protease Inhibitors related Lipid Abnormalities: Results of a Prospective Study (Abstract 671) 6th Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, Chicago, 1999.
  9. WATSON, D.C. & Farley, J.J.: Hypercholesterolemia in Children Treated with HIV Protease Inhibitors (Abstract 435). 6th Conference on Retroviruses and Oppotunistic Infections, Chicago, 1999.
  10. KLEIN, D.; Sidney, S.; Hurley, L. et al. Do Protease Inhibitors Increase the Risk of Coronary Heart Disease among HIV Positive Patients? (Abstract 657). 6th Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, Chicago, 1999.
  11. HANRY, K. et al. Atorvastatin and Genfibrozil for Protease Inhibitor-related Lipid Abnormalities. Lancet 1998, September 26, 352:1031-2.
  12. TORRES, R.A; Unger, K.W.; Cadman, J. et al. The Effect of Recombinant Human Growth Hormone (rhGH) on Protease-Inhibitor-Associated Fat Maldistribution Syndrome (FMS), 6th Conference on Retroviruses and Opportunistic Infections, Chicago, 1999.

http://www.hiv.org.br/internas_materia.asp?cod_secao=atualiza&cod_materia=330  

Last Updated on Wednesday, 22 December 2010 06:50

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Coquetel de incômodos

CORREIO BRAZILIENSE - DF | SAÚDE

AIDS | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS | ANTIRRETROVIRAIS

19/06/2010

Mulheres e homens soropositivos sofrem com a lipodistrofia, doença que distribui a gordura corporal de forma desordenada. Estudos mostram que 40% a 50% dos pacientes que tomam ANTIRRETROVIRAIS convivem com o mal

# Carolina Vicentin

"De repente, eu fiquei gorda em cima e fina do quadril para baixo. Às vezes, ficava sem almoçar ou jantar para ver se perdia peso, mas nada disso resolve", desabafa a balconista Disney Diniz, 36 anos. A queixa de Disney é comum em boa parte das mulheres portadoras do vírus da AIDS. Soropositivos desenvolvem uma doença chamada lipodistrofia, que é a redistribuição da gordura corporal.

Isso significa que o tecido adiposo passa a se concentrar em alguns pontos - nas costas, nos braços, na nuca, nas mamas e no abdômen - e simplesmente desaparece em outros, como no rosto e no bumbum. "É uma coisa que acaba denunciando, na sua cara, que você tem o HIV", diz a comerciante Lívia Lacerda, 50 anos, portadora do vírus há 12.

Estudos mostram que a lipodistrofia atinge de 40% a 50% dos soropositivos, homens e mulheres. Elas, no entanto, são as que mais sofrem com os efeitos da doença. "Meu bumbum ficou parecendo maracujá e minhas pernas estavam mais finas do que meus braços", conta a vendedora Gisele Dantas, 40 anos, que convive com o HIV desde 1998.

A lipodistrofia é um efeito colateral dos medicamentos ANTIRRETROVIRAIS, que inibem a ação do vírus no organismo. "A longo prazo, os remédios interferem no metabolismo da gordura. É como se fosse uma toxicidade do medicamento", explica o infectologista Heverton Zambrini, do Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS de São Paulo.

Estética e saúde

Embora a lipodistrofia também seja uma característica do próprio HIV, ela fica muito mais acentuada nos pacientes que utilizam ANTIRRETROVIRAIS há muito tempo. Não há um prazo para que ela apareça, mas, geralmente, isso ocorre depois de 10 anos de administração dos remédios. "Antigamente, a pessoa recebia o diagnóstico do HIV e logo começava a tomar a medicação mais forte. Hoje, isso não funciona assim. O portador faz uma série de testes para verificar qual a sua carga viral e qual a quantidade de leucócitos para definir o melhor tratamento", esclarece a ativista Simoni Bitencourt, 34 anos, portadora do vírus há 19.

Simoni sente na pele o tamanho do problema: ela começou a desenvolver a giba (gordura acumulada na base do pescoço) e ainda não sabe se pode ou quando vai resolver a situação. "Eu já tenho problemas de coluna. Se não fizer uma cirurgia para retirar a giba, ela vai pesar nas minhas costas e posso ter ainda mais dores", diz ela. "Não é pela estética, é uma questão de saúde", reforça.

A jornalista Kátia Damascena, 41 anos, SOROPOSITIVA há 12, acredita que a lipodistrofia também atrapalha os relacionamentos pessoais dos portadores do vírus. "Eu ainda não desenvolvi a doença, mas, certamente, é um fator que contribui para que as pessoas não se aproximem. E isso afeta também os diretos reprodutivos", diz.

O Ministério da Saúde autorizou, em 2004, a realização de cirurgias reparadoras da lipodistrofia (veja quadro) pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No ano passado, nova portaria foi expedida para facilitar o credenciamento dos hospitais que fazem o procedimento.

Dados do fim de 2008 mostram que havia nove hospitais credenciados para fazer as cirurgias e outros sete aguardando aprovação da pasta. O próprio ministério reconhece que o alcance do serviço ainda é pequeno. "Mesmo com a nova portaria, os estados têm dificuldade para credenciar hospitais. Muitas vezes, é porque o atendimento de cirurgia plástica reparadora está concentrado nas capitais. Outras vezes, a demanda é maior do que a capacidade", diz Kátia Abreu, assessora técnica do DEPARTAMENTO DE DST, AIDS e Hepatites Virais do ministério.

Falta pessoal

Isso acontece porque as equipes responsáveis pelas cirurgias reparadoras também atendem queimados, pessoas que passaram por cirurgia bariátrica, entre outros casos. "Não há um serviço exclusivo para os portadores do HIV. Além disso, os hospitais têm que se equipar para poder ampliar o atendimento", explica Kátia.

Outro problema, diz a representante do ministério, é a falta de pessoal especializado em todas as regiões brasileiras. Tanto é que o Movimento Nacional Cidadãs Positivas, que reúne mulheres portadoras do HIV de todo o país, vai entregar(1) uma carta aos conselhos de classe dos profissionais da saúde - médicos, enfermeiros, anestesistas, etc. A ideia é sensibilizá-los quanto à necessidade de manter mais pessoas trabalhando com as cirurgias reparadoras em todos os locais.

1 - Prevenção em debate

O Movimento Cidadãs Positivas deve entregar a carta aos conselhos profissionais até hoje, quando termina o 8º Congresso Nacional de Prevenção das DST e AIDS e o 1º Congresso Brasileiro de Prevenção das Hepatites Virais. O evento ocorre no Centro de Convenções Ullysses Guimarães, com participação do governo, especialistas e militantes.

Efeitos colaterais reforçados

O professor Jorge Pinto, chefe da Divisão de Imunologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), afirma que a lipodistrofia acaba, muitas vezes, atrapalhando a adesão ao tratamento. Por ser uma doença crônica, o HIV exige que a pessoa tome remédios durante muito tempo e, com o aumento da sobrevida(2) dos soropositivos, os efeitos colaterais ficaram ainda mais fortes.

"Uma pessoa que se olha no espelho e começa a ver que o corpo está mudando logo pensa em suspender a medicação", aponta o professor. "As mulheres sofrem bastante, mas isso é ainda mais importante entre os adolescentes portadores do vírus, que vivem uma fase de aceitação na sociedade", completa o especialista.

As mulheres soropositivas reclamam que não há estudos para reduzir os efeitos colaterais dos ANTIRRETROVIRAIS. "Essa epidemia existe há 30 anos e ninguém se preocupou com isso até agora", afirma a comerciante Lívia Lacerda. Ela lembra que não há medicamentos voltados para o corpo e para o metabolismo feminino. "Os remédios foram testados em pessoas com 80kg, 90kg. Imagine o efeito disso no meu organismo, que tem menos de 50kg de massa", aponta Lívia.

Jorge Pinto explica que ainda não há nenhum medicamento do coquetel anti-HIV específico para as mulheres. No entanto, diz o professor da UFMG, há avanços na conjugação de diferentes drogas que podem reduzir os efeitos dos ANTIRRETROVIRAIS. "Mesmo assim, é preciso ampliar a rede de hospitais credenciados para fazer as cirurgias reparadoras. Houve um progresso, mas a rede pode e deve melhorar para incluirmos mais essas pessoas", opina.

2 - Tratamento de sucesso

Um estudo de 2008 do Ministério da Saúde mostra que a sobrevida dos pacientes de AIDS das regiões Sul e Sudeste dobrou entre 1995 e 2007. No período, o tempo médio de sobrevida saltou de 58 meses para mais de 108 meses. A pesquisa analisou cerca de 2 mil adultos que tiveram o diagnóstico da doença entre 1998 e 1999.

Ouça trechos da entrevista com o infectologista Heverton Zambrini, do CRT AIDS/DST de São Paulo.

Saúde em questão

Pacientes soropositivos afetados pela lipodistrofia podem recorrer às cirurgias reparadoras pelo Sistema Único de Saúde. Saiba quais são os procedimentos incluídos na Portaria nº 2.582, de 2004, do Ministério da Saúde:

# Lipoaspiração de giba - a gordura que fica na base do pescoço, dando a impressão de que a pessoa é corcunda

# Lipoaspiração da parede abdominal

# Redução mamária - retirada das glândulas e do tecido gorduroso acumulado na região

# Aumento das mamas

# Lipoenxertia - retirar a gordura de um local do corpo e transplantá-la para pontos onde falta o tecido adiposo, como na região do quadril

# Reconstrução glútea - aspiração da gordura ou implante de próteses de silicone

# Preenchimento da maçãs do rosto com tecido gorduroso

# Preenchimento das maçãs com polimetilmetacrilato (PMMA)

Last Updated on Wednesday, 22 December 2010 06:47

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Lipodistrofia

Lipodistrofia

Lipodistrofia é o nome dado às mudanças na forma do corpo e foi inicialmente observada em 1997 nas pessoas em tratamento com coquetel anti-HIV. No princípio acreditava-se que era causada pelos inibidores de protease, mas agora se sabe que as mudanças na gordura corporal podem ocorrer, algumas vezes, nas pessoas que não incluem os inibidores de protease em seu coquetel, e possivelmente também entre aquelas que nunca tomaram medicamentos anti-HIV.

Como se manifesta?
No sentido estrito da palavra lipodistrofia significa acúmulo de gordura. Porém, as mudanças na gordura corporal observadas nas pessoas HIV - positivas incluem não só a aquisição, mas também a perda de gordura, o que poderá resultar em: aumento da cintura (sem formar dobras de gordura), aumento dos seios, acúmulo de gordura na nuca e na parte superior das costas, aumento de gordura em volta do pescoço e das mandíbulas, definhamento da face e especialmente das bochechas, definhamento das nádegas e veias proeminentes nos braços e nas pernas (por causa da perda de gordura).

Na lipodistrofia o aumento de gordura no abdômen é causado pelas gorduras viscerais, as quais se acumulam ao redor dos órgãos internos, provocando inchaço e tensão na barriga. Isto é diferente da gordura das pessoas que tem seu peso aumentado por excesso de alimentação ou pela falta de exercício.


A lipodistrofia é comum?
As estimativas da sua freqüência variam consideravelmente de 15% a 50% das pessoas que tomam medicamentos anti-HIV.

As desordens metabólicas
O metabolismo refere-se à gama de processos que mantém o corpo, incluindo a transformação da gordura e do açúcar em energia. As pessoas com lipodistrofia são comumente afetadas por desordens metabólicas, tais como o aumento do nível das gorduras (ou lipídios) no sangue. Porém, a relação entre as mudanças da gordura corporal e as desordens metabólicas não está clara. Alguns exemplos de desordens metabólicas incluem alto nível de gorduras do sangue chamado de triglicerídeos ou colesterol, grandes quantidades de açúcar no sangue, diabetes (incapacidade para processar açúcar), resistência à insulina (incapacidade para responder à insulina, a qual é necessária para o processamento de açúcar) e também o aumento das enzimas do fígado.

O que causa a lipodistrofia?
Muitos fatores têm sido relacionados com as mudanças na gordura corpórea: o tipo e a duração das combinações anti-HIV, o tempo da infecção pelo HIV, a extensão dos danos ao sistema imunológico ao iniciar o tratamento anti-HIV, o sexo, a idade, o histórico familiar, a dieta, e a massa e gordura corporais antes do início do tratamento.
Embora não há evidência de que estes fatores sejam a causa da lipodistrofia, alguns especialistas acreditam que a variação da gordura corpórea e as mudanças metabólicas observadas representam várias condições independentes, cada uma delas com as suas próprias causas que podem ou não estar relacionadas.


Quais são as implicações?
As mudanças na gordura corpórea, por si só, não apresentam riscos substanciais à saúde no futuro. Estas mudanças poderão, contudo, estigmatizar as pessoas e são uma fonte potencial de stress e preocupação entre aquelas que estão em tratamento anti-HIV.
Os altos níveis de gordura no sangue estão associados à doença do coração, derrame e pancreatite, o que gera preocupações de que as desordens metabólicas associadas à combinação de medicamentos podem aumentar o risco de doença do coração. Até o momento não existem evidências claras, mas é provável que os riscos sejam maiores para as pessoas com outros agravantes como ter pressão alta, diabetes, obesidade, ser fumante e para aquelas com um histórico familiar com doenças do coração.


Opções de tratamento
Até o presente momento, não há tratamento aprovado para as mudanças da gordura corporal causadas pelos medicamentos anti-HIV. Entretanto, muitos tratamentos estão sendo estudados, tais como hormônio de crescimento humano, esteróides anabolizantes, estimulantes de apetite e levantamento de peso. Em casos extremos, os depósitos de gordura podem ser removidos cirurgicamente, embora isto possa ser inadequado para o acúmulo de gordura no abdômen. Para corrigir as mudanças faciais, várias formas de cirurgias têm sido utilizadas.

O Pravastatin ou o Gemfibrozil são os medicamentos usados para tratar um alto nível de gordura no sangue e a resistência à insulina é tratada com medicamentos para diabetes. A segurança e a eficácia dos medicamentos geralmente utilizados nas pessoas HIV - negativas não estão, porém, estabelecidas para as pessoas HIV - positivas. Outras opções de tratamento que podem ser tomadas incluem exercitar regularmente, parar de fumar, trocar a pílula anticoncepcional para outro método de controle de natalidade e mudar a dieta com a assistência de um nutricionista.

A troca de medicamentos anti-HIV também tem sido defendida como um modo para controlar a lipodistrofia a as desordens metabólicas, particularmente com a troca do inibidor de protease por um NNRTI (Inibidor da Transcriptase Reversa não Nucleosídeo) ou Abacavir. A maioria das pessoas, mas não todas, não terão alterações na carga viral após a mudança de medicamentos (quando a carga viral está indetectável). Algumas pessoas preferem, apesar de tudo, permanecer com uma combinação que esteja dando certo.


Monitorando as mudanças
As pessoas que estão iniciando tratamento com medicamentos anti-HIV devem ser monitoradas para que as mudanças na gordura corporal sejam detectadas mais facilmente. As opções possíveis incluem escaneamentos, os quais fornecem uma imagem da distribuição da gordura, músculos e ossos no corpo e a antropometria que mede o tamanho das dobras de pele. E também, para futura referência, seu médico deverá medir o peso, a pressão sanguínea e a quantidade de gorduras e açúcares no sangue. Estes exames deverão ser feitos após um período de jejum noturno, porque os resultados podem alterar após as refeições.

 

Tradução Wilson Lobo

Last Updated on Saturday, 06 June 2009 07:24

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  1. Lipodistrofia: saiba como prevenir e tratar
  2. Lipodistrofia
  3. O que é o HIV?
  4. Ciclo de Vida do HIV
  5. Método novo faz grande mapa da estrutura do HIV
  6. Contra-ataque aos vírus
  7. HIV se esconde na medula óssea
  8. Variante do HIV aumenta mistério
  9. HIV Brasileiros alertam para cepas resistentes
  10. Se proponen nuevos criterios para definir el diagnóstico tardío del VIH
  11. Circuncisão: No Brasil, governo não proíbe nem recomenda
  12. Grande sucesso na prevenção dirigida a trabalhadoras do sexo e homens que têm sexo com homens na Índia
  13. Prevenção: não há uma varinha mágica para resolver a prevenção, precisamos de prevenção combinada
  14. 20 mil preservativos serão distribuídos
  15. SP lança site para alertar sobre Profilaxia Pós Exposição ao HIV
  16. bareback: Sexo sem proteção dissemina o vírus HIV
  17. Relaxamento na prevenção
  18. Prefeitura de Manaus mobiliza agentes para combate à Dengue na Zona Leste
  19. Mortes por dengue batem recorde no Brasil
  20. Dengue tipo 4 mobiliza Ariquemes e Região
  21. Paraná tem quase 25 mil casos de dengue só este ano
  22. Vírus da dengue tipo 4 em circulação em Roraima é originário da Venezuela
  23. COMO ACABAR COM A DENGUE EM JEQUIÉ? ÁGUA PARADA NO CENTRO DA CIDADE!
  24. Paraná prepara segunda etapa do Curso Internacional sobre Dengue
  25. #dengue : Testes de vacina contra a dengue são contestados #SOROPOSITIVOORG
  26. Combate à resistência microbiana é tema do Dia Mundial da Saúde
  27. Conferência mundial aids: novos rumos para o tratamento e cura
  28. Acordo para genéricos anti-HIV exclui Brasil
  29. Transmissão do HIV de Mãe para Filho
  30. Sarcoma de Kaposi
  31. A luta agora é contra o preconceito
  32. AIDS/HIV: Complicações frequentes
  33. Carga viral detectável significa risco de superinfecção nos casais HIV-positivos de longa data
  34. Lavagem de esperma
  35. Ativista conta em palestras como venceu o vírus do HIV
  36. Lei proíbe exames de HIV como condição de admissão e matrícula
  37. AIDS: Na cidade pequena e na família
  38. 255.000 não sabem de sua sorologia e estão adoecidos por HIV
  39. #soropositivoorg : Adesão do paciente ao tratamento é um dos problemas enfrentados
  40. Prognóstico
  41. Antiretrovirais: Quanto menos, melhor
  42. #soropositivoorg: Problemas ósseos atingem 17% dos pacientes com HIV
  43. Perda de Peso
  44. Orientações para casais com HIV que querem ter filhos
  45. Disfunção Sexual
  46. Portadores de HIV são resistentes às adversidades
  47. Preconceito em cidades menores - Ainda pior...
  48. Cândida
  49. Os rins
  50. Ciclo de Vida do HIV
  51. Cocaína
  52. Pacientes com HIV enfrentam falta de remédios e médicos nos postos
  53. Falta de informação sobre lipodistrofia gera polêmica entre ativistas de São Paulo
  54. Segundo o Globo Online, pacientes com HIV enfrentam falta de remédios e médicos em postos do RJ, além da demora para realização de exames
  55. Preconceito ainda barra combate à AIDS
  56. Resistência aos Medicamentos Anti HIV
  57. Aids, 30 anos: perigo para todas as idades
  58. Pâncreas
  59. Poder Judiciário ignora aspectos científicos em alguns processos criminais envolvendo a transmissão do HIV
  60. 34 milhões têm HIV
  61. Forçar ou não o Tratamento? Para médicos, dilema sobre tratamento da AIDS
  62. Apenas um terço da população mundial com HIV tem acesso a tratamento
  63. Perda de Peso
  64. Colesterol
  65. Álcool
  66. Imigração e prevenção: o efeito da migração nos comportamentos de risco
  67. Náusea e Vômito
  68. Quem tem HIV não participa! A PQP
  69. Ciclo de Vida do HIV
  70. Sífilis
  71. Os rins
  72. Antirretrovirais dobram risco de deficiência de vitamina D em soropositivos
  73. Candida
  74. Mais pessoas são tratadas do HIV
  75. Ciertas manifestaciones del estigma resultan especialmente hirientes para las personas con VIH
  76. Soropositivos morrem mais de doença do coração do que de AIDS
  77. La deportación de inmigrantes con VIH a menudo contraviene los tratados sobre derechos humanos
  78. #soropositivoorg : El riesgo de sufrir problemas renales es similar usando tenofovir que tomando ITIN alternativos
  79. Progressão rápida da fibrose do fígado em gays seropositivos para o VIH recentemente infectados com Hepatite C
  80. Se emplea la ‘exposición’ al VIH por un mordisco como base para una acusación de terrorismo en un caso en EE UU
  81. Alterações cognitivas relacionadas com as contagens mais baixas de células CD4 (nadir), mesmo quando em tratamento supressivo do VIH
  82. Micaela Cyrino: AIDS: "não levo a doença como um peso além do que é"
  83. HIV: Falta apoio aos Soropositivo
  84. Portadores de HIV são discriminados na Holanda
  85. Envelhecimento prematuro visto como problema para os sobreviventes da AIDS
  86. Cérebro: Esconderijo do HIV
  87. Pfizer vai reduzir preços praticados em países pobres
  88. Fadiga
  89. El tratamiento del agua no reduce los casos de diarrea en bebés nacidos de madres con VIH en Kenia
  90. O Coração
  91. 22/07/2010 - Ativistas brasileiros reúnem-se com representantes do Departamento de AIDS para monitorar a distribuição de remédios. Transição da diretoria motivou a iniciativa
  92. Tratamentos para controlar HIV envelhecem o cérebro prematuramente
  93. Dirceu Greco diz que assumirá o Departamento de Aids em situação “confortável”, mas ressalta que desabastecimento de medicamentos é “ponto sensível”
  94. Agenda para medicamentos
  95. As pessoas HIV+ são mais vulneráveis às DSTs?
  96. Aderência
  97. No Quénia ocidental, os homens têm maior probabilidade que as mulheres de abandonar os cuidados de saúde
  98. Cambios sutiles en el sistema inmunitario poco después de la infección por VIH revelan quién puede beneficiarse de un tratamiento más temprano
  99. Un marcador genético consigue predecir la pérdida de grasa debida a d4T en un grupo de pacientes tailandeses
  100. Em Lisboa, 3% dos casos de Tuberculose são extremamente resistentes aos medicamentos

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Soropositivo.Org agosto de 1º de Agosto de 2000 a 2012. Este site é mantido por uma só pessoa, que gastava, em média, US$ 400,00 por mês para manter este site on line, até que a HOSTDIME BRASIL, dando um exemplo de responsabilidade social me garantiu um servidor dedicado ao soropositivo.org pro três meses. Não sei o que acontecerá depois. Mas confio que eles não me faltarão. Mas eu trabalho 12 horas por dia na frente deste micro para manter este site operante e e minhas fontes e renda são pequenas consultorias em TI para pequenos organismos não governamentais... Peço, que você considere a possibilidade de uma doação de qualquer valor, tendo em conta a utilidade que este site pode ter para você e dezenas de outras pessoas. Todo o material deste site pode ser republicado desde que a fonte original seja declarada

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Hoje é dia vinte e um de Maio , Segunda-feira, ! do ano dois mil e doze!
Olá! Boa noite! Seja bem vindo(a). Você chegou aqui as 19:58
Conhecereis a verdade e a verdade, afinal, vos fará livres
Há vida depois do HIV! Há vida com HIV!
Mas com preconceito.... NÃO!

Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.

O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de

atividades na comunidade onde se vive.

“Constituição Da República Federativa Do Brasil:

TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos


Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À

Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”

Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".

Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.

Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos


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