Parent Category: HIV Category: Vida com HIV Written by Republicado Por Claudio Santos de Souza

Last Updated on Friday, 22 July 2011 18:48
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Parent Category: HIV Category: Vida com HIV Written by Claudio S. Souza

Last Updated on Sunday, 24 July 2011 04:49
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Uma mulher HIV -positiva pode transmitir o vírus para seu filho durante a gravidez, no trabalho de parto e parto, ou através da amamentação. Na Europa e nos EUA, são infectados de 15% a 20% dos bebês nascidos de mulheres HIV -positivas que não tomam medicamentos anti-HIV . Na maioria dos casos, acredita-se que o vírus seja transmitido durante as últimas semanas de gestação ou durante o parto.
A probabilidade de uma criança contrair HIV da mãe é maior se: sua infecção pelo HIV estiver em estágio avançado ou se ela tiver AIDS; sua carga viral estiver alta ou sua contagem de CD4 baixa; sua bolsa romper até quatro horas antes do parto; o parto for normal, ao invés de parto cesariano planejado; o parto for difícil, requerendo o uso de episiotomia ou fórceps; ela tiver infecção genital, como por exemplo a clamídia, uma infecção sexualmente transmissível; usar drogas ilícitas no período de gestação; ou se amamentar o bebê. A probabilidade do bebê ser contaminado também aumenta se a mãe for infectada pelo HIV durante a gravidez.
Se a mãe HIV -positiva amamentar seu bebê, o risco de infecção praticamente dobra, e passa a ser de, aproximadamente, um em cada três bebês. Por isso, se houver uma alternativa mais segura do que o leite materno, as mães são aconselhadas a não amamentar. No Reino Unido, dar mamadeira aos recém-nascidos é uma prática considerada confiável.
O AZT (zidovudina), medicamento usado no tratamento contra o HIV , tem demonstrado reduzir o risco de transmissão da mãe para o filho. Em um dos estudos, gestantes receberam comprimidos de AZT durante os últimos seis meses de gravidez e AZT intravenoso durante o trabalho de parto e durante o parto, e seus bebês tomaram xarope de AZT nas seis primeiras semanas após o nascimento. Além disso, as mães foram aconselhadas a não amamentar. É muito menos provável que essas mulheres transmitam HIV para seus bebês do que as que não tomaram o AZT. O uso deste medicamento durante a gravidez reduziu o número de transmissões a níveis baixíssimos no Reino Unido, em parte da Europa e nos Estados Unidos.
Estudos realizados em países com recursos limitados mostram que o risco de transmissão ainda é reduzido pela de, mesmo quando o tratamento com o AZT é iniciado após meses de gestação, ou próximo ao dia do parto.
Entretanto, o tratamento somente com o AZT é inadequado para a mulher, podendo limitar suas opções de tratamento no futuro caso ela desenvolva resistência ao medicamento. Até agora, pesquisas sugerem que esse problema não é freqüente quando o AZT é usado somente durante o período de gestação. Contudo, é provável que o AZT não seja tão eficaz na redução dos níveis de transmissão de mãe para filho em uma mulher que já o tiver tomado antes da gravidez.
Experiências recentemente realizadas na África mostram que as chances da mãe transmitir HIV ao seu filho podem ser drasticamente reduzidas se ela tomar a dose única de nevirapina durante o trabalho de parto e se o bebê tomar a mesma dose após o nascimento. No entanto, há dúvidas sobre o possível surgimento da resistência ao medicamento e, caso a mulher esteja tomando o HAART (terapia anti-retroviral altamente potente), ela não deve tomar a dose única de nevirapina.
Se o bebê nascer de parto cesariano planejado, ao invés de parto normal, o risco de transmissão diminui. A “cesariana facultativa”, como também é chamada, é programada para a 38a semana de gestação, ou mesmo antes, se o trabalho de parto for antecipado. Pesquisas sugerem que o tratamento anti-HIV no período de gestação, associado ao parto cesariano planejado, pode reduzir o risco de transmissão para até 2% (1 em 50). No entanto, o parto cesariano pode resultar em riscos para a mãe.
As mulheres que engravidam com a contagem de CD4 alta e a carga viral baixa têm menor probabilidade de transmitir HIV para seus filhos. É provável que estas mulheres não precisem de tratamento e, por isso, são aconselhadas a começar o tratamento com o AZT após a 14a semana de gestação.
As gestantes são encorajadas a tomar qualquer remédio que necessitem, com exceção do medicamento anti-HIV efavirenz, o qual não é recomendado para as grávidas. Isso siginifica que as terapias anti-retrovirais, consideradas como o tratamento padrão para adultos com HIV , são atualmente administradas por um maior número de mulheres que engravidam após terem sido infectadas. Acredita-se que esses tratamentos sejam mais eficazes na prevenção contra o HIV do que o AZT, devido sua eficiência na redução da carga viral da mãe, embora ainda não se saiba ao certo.
Dado que o feto atinge seu período de maior vulnerabilidade a qualquer efeito tóxico causado por medicamentos durante as primeiras 14 semanas de gestação, é provável que o risco do bebê nascer deficiente aumente nesse período se a mãe tomar medicamentos anti-HIV . No entanto, o risco de transmissão pode aumentar se ela interromper o tratamento, devido à possibilidade da carga viral aumentar. Por isso, recomenda-se que as mulheres continuem o tratamento durante a gravidez.
Não foi registrado, até agora, nenhum aumento no risco do bebê nascer deficiente, ou ter problemas de crescimento, em crianças nascidas de mães expostas ao AZT durante a gestação. Contudo, um monitoramento contínuo dessas crianças ainda é importante. No momento, há muito menos informação com relação à eficácia de outros medicamentos anti-HIV . Um pequeno estudo realizado com gestantes em tratamento com AZT e 3TC, contendo ou não inibidores de protease, revelou um alto índice de nascimentos prematuros e um pequeno número de bebês nascidos com anormalidades. No entanto, outros estudos não demonstraram o mesmo. Um vasto estudo desenvolvido nos EUA, publicado em 2002, revelou que os inibidores de protease não aumentam o risco dos bebês nascerem prematuros ou com baixo peso. Entretanto, o hábito de fumar, beber ou usar drogas, durante a gravidez, foram as causas de partos prematuros e defeitos de nascença.
Informativo 28 – Revisto janeiro 2004
Tradução Ana Paula Veloso Dias
Last Updated on Monday, 08 June 2009 09:08
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O Sarcoma de Kaposi (SK) se manifesta com hematomas na pele, nas membranas mucosas ou nos órgãos internos.
Pode afetar pessoas em todos os estágios da infecção por HIV, assim como algumas pessoas HIV-negativas. É improvável que a doença seja séria, desde que a contagem de células CD4 seja superior a 250. Pessoas com contagens de CD4 mais baixas têm maior probabilidade de desenvolver o SK que afeta os órgãos internos, como os linfonodos ou pulmões, com conseqüências que ameaçam potencialmente a vida.
Hoje, acredita-se que a causa do SK seja um vírus chamado human herpes virus 8 (HHV-8) [herpes vírus humano 8], o qual é também conhecido como Kaposi"s sarcoma-associated herpes virus (KSHV) [herpes vírus associado ao sarcoma de Kaposi]. Pensa-se que o HHV-8, juntamente com outros fatores – como repressão imunológica ou outros efeitos do HIV no organismo – estimulam a transformação das células normais para tumores.
Ambos HHV-8 e o próprio Sarcoma de Kaposi são bem mais comuns entre homossexuais ou homens bissexuais HIV-positivos, africanos e mulheres infectadas por homens bissexuais do que outros grupos de pessoas com HIV. Teorias anteriores sobre as causas do SK, como a de que a doença estaria ligada ao uso de poppers (nitritos inalados) por homossexuais, têm sido agora descartadas.
O HHV-8 parece ser sexualmente transmissível, embora possam existir outras formas de transmiti-lo. Ainda não há exame disponível para detectar o HHV-8; mesmo se houvesse, um exame poderia não ser útil, visto que não se sabe em que proporção pessoas HIV-positivas infectadas pelo HHV-8 continuarão a desenvolver o SK.
A melhor maneira de diagnosticar o SK é retirando uma amostra da lesão cutânea. Por outro lado, médicos experientes podem fazê-lo apenas olhando. Já o SK interno pode freqüentemente ser detectado por radiografia e instrumentos de vizualização por fibra ótica.
Se há poucas lesões na pele, se sua contagem de CD4 é alta e se as lesões não lhe estão causando aflição ou constrangimento, você e seu médico podem decidir não tratar do SK. Alguns centros ou organizações para a AIDS, como a Cruz Vermelha, podem-no aconselhar sobre os meios de camuflar as lesões com o uso de cosméticos.
Entretanto, ao longo do tempo, o SK geralmente progride e espalha-se na falta de tratamento. Usualmente, médicos recomendarão o tratamento do ‘prognóstico sério’ do SK (ou seja, o SK que tem probabilidade para se desenvolver rapidamente), quando há, por exemplo, muitas lesões, quando elas afetam os órgãos internos, ou quando sua contagem de CD4 é baixa.
Em muitos casos, a melhor maneira para tratar o SK pode ser inibindo o HIV e estimulando o sistema imunológico, utilizando uma combinação de medicamentos anti-HIV. Assim como ocorre com a maioria das outras infecções oportunistas, tem havido muitos casos de pessoas cujos SK melhoraram ou desapareceram quando elas começaram a tomar combinações baseadas em inibidores de protease. Evidências estimuladoras apareceram recentemente mostrando que, ao triplicar as combinações de NRTI [Inibidores de Transcriptase Reversa Nucleosídeos] e as combinações incluindo um NNRTI [Inibidores de Transcriptase Reversa Não-Nucleosídeos], um efeito igualmente poderoso sobre o SK é produzido.
Há também uma série de tratamentos específicos para o SK. Se este apenas afeta sua pele, é possível utilizar terapias de uso tópico, como gels ou cremes, de radiação local, injeções de quimioterapia nas lesões, ou métodos que as congelam ou queimam.
Para casos mais graves do SK, você pode ser aconselhado a considerar tratamentos ‘sistemáticos’ que alcançam o corpo todo, como injeções de quimioterapia ou interferon. Medicamentos com lipossoma são tão eficazes quanto os anteriores, porém consideravelmente menos tóxico do que os medicamentos padrões de quimioterapia.
No futuro, os medicamentos que inibem o HHV-8 poderão ser usados para tratar o SK. Contudo, eles podem não funcionar contra as lesões do SK que já estejam formadas. Por exemplo, alguns linfomas são causados pelo vírus comum EBV, mas medicamentos anti-EBV parecem não ser eficazes contra os linfomas uma vez que eles tenham começado a se formar.
Tradução Marcela Takahashi Frota
Informativo 16 – Revisto Janeiro 2004
Last Updated on Monday, 08 June 2009 08:44
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Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
Monto sites, configuro computadores, configuro skype, gtalk, voip etc... Se você faz parte do terceiro setor e tem dificuldades com TI, entre em contato pelo fone 11 95285170.
Falar com Cláudio, associado ABRAWEB.