Category: Tuberculose Created on Sunday, 27 February 2011 13:04 Last Updated on Sunday, 27 February 2011 13:04 Published on Sunday, 27 February 2011 13:04 Hits: 10064
Tuberculose | AIDS | DST
Números da TUBERCULOSE caíram, mas a resistência do bacilo de Koch cresceu

Os números alarmam: a cada ano, 440 mil casos de TUBERCULOSE resistente a medicamentos surgem no mundo, gerando uma média de 150 mil mortes. Quem in-forma é a Organização Mundial da Saúde (OMS), que re-força o alerta contra essa doença infecciosa que ataca, principalmente, os pulmões. Segundo a entidade, grande parte do problema está no uso in-discriminado de medicamentos, que acaba provocando resistência de inúmeras doenças às drogas.
No Brasil, foram notificados quase 72 mil novos casos de TUBERCULOSE em 2009, o que representa uma taxa de incidência de cerca de 37 por 100 mil habitantes, segundo os últimos dados do Ministério da Saúde. De acordo com a pneumologista Margareth Dalcolmo, diretora do Centro de Referência Hélio Fraga,
da Fiocruz, 0,8% dos casos de TUBERCULOSE são multirresistentes no país: cerca de 700 por ano.
Ainda que o número não seja expressivo, merece atenção.
Segundo Margareth, os tratamentos para a TUBERCULOSE duram seis meses e custam, em média, US$ 30 por paciente. Mas curar uma pessoa que desenvolveu resistência à doença,pode custar US$ 2 mil.
- É um tratamento até quatro vezes mais longo e usa medicamentos mais caros - explica. - Além disso, usa medicação injetável, que gera gastos com remédio, seringa, agulha, alguém que aplique, observação no posto médico e por aí vai.
Rocinha apresenta o maior índice da doença
Segundo Margareth, apesar da TUBERCULOSE vir apresentando declínio nos últimos 15 anos no país, os resultados ainda não são os esperados.
- Hoje, a TUBERCULOSE decai, a cada ano, numa média de 2,2%, enquanto o esperado era de 5%. Ainda uma velocidade abaixo da desejável - lamenta.
A pneumologista alerta, ainda, para as marcantes variações regionais da doença. Em Manaus e no Rio de Janeiro, por exemplo, a taxa de incidência gira em torno de 70 por 100 mil habitantes, quase o dobro da média nacional. Somente na favela da Rocinha, a maior do Brasil, a taxa sobe para 200.
Segundo Marcus Barreto Conde, professor Instituto de Doenças do Tórax do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, a TUBERCULOSE é uma doença relacionada ao baixo índice de qualidade de vida e baixo acesso ao sistema público de saúde.
- As grandes capitais são os locais onde encontramos grandes bolsões de pobreza e, onde, coincidentemente, as taxas de TUBERCULOSE são maiores - observa.
Para Ana Glória Pires, representante da Secretaria Executiva da Parceria Brasileira Contra a TUBERCULOSE, que promove ações de combate à doença, a enfermidade ainda é alvo de muito preconceito no país.
- A TUBERCULOSE persiste porque é estigmatizada pela pobreza, porque está mais nas favelas, nos presídios e na população de rua - comenta. - Apesar de ter fácil tratamento, é mais difícil trabalhar com ela do que com a AIDS, por exemplo. Isso acontece porque ainda há muito preconceito. Ter TUBERCULOSE denota que você é pobre, mora em local pouco saudável, com doentes.
Para os especialistas, o maior desafio é tratar a doença enquanto ela ainda é precoce. Mas a falta de informação adequada acaba agravando esta realidade.
- Quando a gente detecta um caso, a conduta vai além do tratamento - explica Margareth.
- Cada doente diagnosticado gera, em média, quatro novos casos, envolvendo as pessoas que estiveram em contato com ele e que podem estar contaminadas.
Então temos que fazer um mapeamento do caso.
Marcus adianta que é preciso ficar atento aos sinais da doença:
- Todo paciente com tosse há mais de duas semanas, que emagreceu e apresenta febre, deve procurar ajuda médica, especialmente de um pneumologista .
JORNAL DO BRASIL - RJ | SAÚDE
Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
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