Soropositivo .Org HIV AIDS SIDA SEROPOSITIVE VIGS

Switch to desktop Register Login

Desigualdade de gênero e preconceito fazem das adolescentes e dos jovens gays mais vulneráveis ao HIV, dizem gestores de saúde e ativistas

 

11/02/2010 - 18h30

 

As meninas adolescentes e os jovens gays foram os escolhidos pelo Ministério da Saúde para receberem atenção especial nas campanhas de prevenção do HIV no carnaval deste ano.

 

A Agência de Notícias da Aids preparou uma série de reportagens especiais que tem por objetivo retratar porque as meninas de 13 aos 19 anos representam 60% dos casos notificados da doença nessa faixa etária, contra 40% dos meninos.

 

E porque, entre os jovens da mesma faixa etária, há mais casos de aids por transmissão homossexual (39,2%) do que heterossexual (22,2%).

 

Leia a seguir primeira reportagem desta série:

 

Denominada por muitos profissionais da saúde como uma “fase delicada” da vida, a adolescência marca a transição entre a infância e a idade adulta, caracterizando-se por alterações físicas, mentais e sociais do indivíduo.

 

E é nesta fase que o uso constante e correto do preservativo é muitas vezes deixado de lado.

 

Na campanha de prevenção do HIV durante o Carnaval deste ano, o Ministério da Saúde escolheu como foco as adolescentes de 13 aos 19 anos e os meninos gays da mesma faixa etária.

 

“O nosso objetivo é chamar a atenção dos jovens, de forma eficaz, para o uso da camisinha”, disse o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, durante o recente lançamento desta campanha.

 

A diretora do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, explicou que, entre as meninas, as relações desiguais de gênero e o não reconhecimento de seus direitos contribuem para uma maior vulnerabilidade à infecção do HIV.

 

"As meninas têm outro tipo de relação sexual. Uma pesquisa revelou que 30% delas confiam no parceiro. Levar o preservativo na bolsa é algo responsável, mas muito desconfortável para elas", disse Simão.

 

Já entre os jovens gays, a diretora acredita que falar sobre a sexualidade é ainda mais difícil, pois precisam enfrentar o preconceito nos ambientes sociais e, na maior parte dos casos, a falta de apoio da família.

 

Felipe Leite Policisse, de 17 anos, é coordenador da organização não governamental paulistana E-Sampa, destinada aos direitos dos adolescentes gays.

 

Segundo ele, a maioria dos jovens homossexuais não liga para o fator risco e não pensa na consequência de uma relação sexual desprotegida.

 

“Acham que nunca vai acontecer com eles. Para mim, não é falta de informação o problema. Falta é identificação do jovem com as campanhas GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros."

 

A estudante de artes plásticas e coordenadora da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo com HIV e Aids, Micaela Cyrino, de 21 anos, acredita que a paixão muitas vezes é inimiga da prevenção.

 

“Uma prova de confiança significa em muitos casos não usar preservativo. As meninas da minha idade ou até mesmo mais novas veem na mudança de apenas ficar com um menino para namorar com ele, como uma mudança de usar para deixar de usar a camisinha”, comentou.

 

Mica, como é chamada pelos amigos, vive com HIV desde criança e conta que sua percepção sobre como a sociedade vê a aids mudou muito.

 

“A prevenção da aids já não parece mais uma preocupação. Os adolescentes que estão entrando na fase sexualmente ativa agora não viveram ou não se lembram de como a aids surgiu. Da época que a aids levava os famosos”, comenta.

 

Para ela, é preciso resgatar em todo o país o perigo da aids, mas claro que fazendo uso de toda a informação obtida acerca dessa doença para se evitar novos preconceitos.

 

“Falar dos números da aids é muito subjetivo. É preciso sempre lembrar como se transmite ou não se transmite o HIV; que há tratamento, mas não cura; e que apesar de não aparecer mais famosos com aids, muita gente ainda morre de aids”, finalizou.

 

Os últimos dados do Ministério da Saúde sobre óbitos relacionados à aids informam que, em 2007, 11.060 pessoas que morreram em decorrência do HIV foram registradas no Brasil, o que dá uma média de mais de 30 casos por dia.

 

Dez anos antes, registrou-se uma pequena diferença. Foram 12.070 mortes anuais, ou seja, pouco mais de 33 óbitos diários.

 

Redação da Agência de Notícias da Aids

 

DICAS DE ENTREVISTA

 

Ministério da Saúde

Assessoria de Imprensa

Tel.: (0XX61) 3315 3580 / 3315 2351

E-mail: This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

 

Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais

Assessoria de Imprensa

Tels.: (0XX61) 3306-7016 / 7010 / 7051 / 7033

E-mail: imprensa@aids.gov.br

 

Assessoria de Imprensa do E-Sampa

Tel.: (11) 6515-5768

 

Micaela Cyrino

E-mail: This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

 

 

AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS

Editoria:

Pág.

Dia / Mês/Ano:

12/FEVEREIRO/10

Soropositivo.Org agosto de 1º de Agosto de 2000 a 2012. Este site é mantido por uma só pessoa, que gastava, em média, US$ 400,00 por mês para manter este site on line, até que a HOSTDIME BRASIL, dando um exemplo de responsabilidade social me garantiu um servidor dedicado ao soropositivo.org pro três meses. Não sei o que acontecerá depois. Mas confio que eles não me faltarão. Mas eu trabalho 12 horas por dia na frente deste micro para manter este site operante e e minhas fontes e renda são pequenas consultorias em TI para pequenos organismos não governamentais... Peço, que você considere a possibilidade de uma doação de qualquer valor, tendo em conta a utilidade que este site pode ter para você e dezenas de outras pessoas. Todo o material deste site pode ser republicado desde que a fonte original seja declarada

Top Desktop version




Hoje é dia vinte e dois de Maio, Terça-feira! do ano dois mil e doze!
Olá! Boa noite! Seja bem vindo(a). Você chegou aqui as 19:57
Conhecereis a verdade e a verdade, afinal, vos fará livres
Há vida depois do HIV! Há vida com HIV!
Mas com preconceito.... NÃO!

Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.

O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de

atividades na comunidade onde se vive.

“Constituição Da República Federativa Do Brasil:

TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos


Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À

Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”

Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".

Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.

Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos


O Webmaster deste site dá consultorias em TI para instituições do terceiro setor com preços para o terceiro setor!. ONGS AIDS, ONGS LGBT, ONGS Ambientais, Associações etc.

Monto sites, configuro computadores, configuro skype, gtalk, voip etc... Se você faz parte do terceiro setor e tem dificuldades com TI, entre em contato pelo fone 11 95285170.

Falar com Cláudio, associado ABRAWEB.