Category: Aspectos Psicológicos e psiquiátricos Created on Tuesday, 02 June 2009 16:23 Last Updated on Tuesday, 02 June 2009 16:23 Published on Tuesday, 02 June 2009 16:23 Hits: 6774
A AIDS tem-se tomado objeto de grande interesse por parte de psiquiatras e psicólogos essencialmente por duas razões: o tropismo do vírus pelo sistema nervoso central (SNC) e o dramático impacto psicológico do diagnóstico e da evolução da infecção nos indivíduos afetados. Acrescenta-se a estes fatores o fato dos pacientes comumente serem jovens, pertencerem a grupos estigmatizados e marginalizados socialmente. Diante disso formaram-se duas grandes áreas de interesse. A primeira situa-se nos limites da psiquiatria e neurologia e tem como foco de interesse as conseqüências clínicas da ação do HIV no cérebro. A segunda situa-se nos limites entre a psiquiatria e a psicologia e estuda as reações agudas ao estresse e as reações de ajustamento em indivíduos infectados.
O neurotropismo do vírus pode ser confirmado pelo achado de alterações patológicas no SNC e periférico em autópsias de mais de 90% dos indivíduos que morrem por AIDS. Na verdade, os sinais de invasão do SNC podiam ser detectados antes da morte dos pacientes. Desde o início da epidemia, os profissionais que cuidavam destes pacientes observaram e descreveram uma síndrome caracterizada por depressão, apatia, isolamento social que freqüentemente associava-se à AIDS e foi inicialmente compreendida como conseqüência psicológica "natural" de apresentar AIDS. Rapidamente, no entanto, levantou-se a suspeita de que esta síndrome tivesse etiologia orgânica.
Em 1987, em reconhecimento à prevalência e a gravidade das alterações neuropsiquiátricas relacionadas à AIDS, o Centerfor Disease Control and Prevention (CDC) - órgão dos Estados Unidos que centraliza as normas e ações relacionadas às doenças - acrescentou as alterações neuropsiquiátricas aos critérios dos distúrbios que definem a AIDS.
Antes da discussão dos quadros psiquiátricos mais comumente encontrados nos pacientes infectados, é importante ressaltar que o médico deve sempre atentar ao fato que esta doença é causada por um vírus neurotrópico que invade precocemente o SNC e pode, devido a esta invasão, provocar várias síndromes psiquiátricas. Por outro lado, o impacto psicossocial da doença também é muito grande, podendo propiciar o aparecimento de sintomas psiquiátricos. Durante uma avaliação, deve-se levar em conta estes dois aspectos visando obter um diagnóstico mais completo e preciso.
Os quadros psiquiátricos mais freqüentes nesta população são: alterações do humor (especialmente os quadros depressivos), síndromes ansiosas, delirium e demência. Outros quadros menos freqüentes são: psicoses e efeitos colaterais de drogas (AZT, ganciclovir, esteróides, entre outros) utilizadas no tratamento da infecção pelo HIV e condições oportunistas. Os distúrbios psiquiátricos serão discutidos nas respostas que se seguem.
A investigação de distúrbios psiquiátricos nesta população é sempre um exercício de elaboração de diagnósticos diferenciais. Na abordagem do paciente, deve-se avaliar os vários fatores associados à doença.
Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
Monto sites, configuro computadores, configuro skype, gtalk, voip etc... Se você faz parte do terceiro setor e tem dificuldades com TI, entre em contato pelo fone 11 95285170.
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