Category: DST Created on Wednesday, 19 August 2009 16:23 Last Updated on Wednesday, 19 August 2009 16:23 Published on Wednesday, 19 August 2009 16:23 Hits: 1670
Mário Angelo Silva*
As infecções transmitidas em relações sexuais, embora passíveis de tratamento e cura, cresce assustadoramente no país, conforme dados recentes do Ministério da Saúde: cerca de 10 milhões de pessoas, homens(60%) e mulheres (40%) já tiveram alguma delas, em variados níveis de gravidade, e com diferentes taxas de (re)incidência.
Os meios de transmissão (relações sexuais sem PRESERVATIVOS) estão presentes no nosso cotidiano, nas nossas peculiaridades de relacionamento e interações com as pessoas, em diferentes situações e contextos, geralmente associadas ao prazer e à amorosidade, necessidades essenciais da natureza humana e social.
As chamadas "doenças sexualmente transmissíveis" fazem parte do repertório íntimo das pessoas das diferentes camadas sociais, dentro das diversas orientações e expressões da sexualidade. Tal intimidade e individualidade acabam tornando essas doenças invisíveis e de domínio pessoal restrito e privado.
O número de ocorrências pode ser bem maior, se levarmos em conta que esse assunto ainda é tabu para grande parte da população, e que a população em geral, particularmente os homens, não procuram atendimentos especializados na rede pública de saúde, havendo portanto uma sub-notificação de casos realmente ocorridos.
Os sinais e sintomas são para a maioria das pessoas, difusos e inexplicáveis, sob os mais diversos argumentos: "é apenas uma coceirinha"; "é apenas esquentamento"; "é apenas uma lesão obtida no momento da relação, um mal jeito..." Quando acontece corrimentos, lesões e inflamações, a maioria das pessoas procuram orientações , informações e indicações de tratamento nas farmácias privadas, junto aos balconistas, e/ou de familiares, amigos, companheiros e vizinhos.
A pesquisa revela outro dado interessante: As mulheres procuram mais os serviços públicos de saúde, devido principalmente as demandas da gravidez e acompanhamento neonatal e pediátrico.
Em termos de políticas públicas, a proposta de implementação de programas e projetos voltados para a atenção integral à saúde do homem, em gestação no Ministério de Saúde, parece uma boa iniciativa, que muito poderá contribuir para o enfrentamento das doenças sexualmente transmissíveis entre homens, mulheres e população em geral.
Para isso será necessário, como estratégias operacionais, a abertura de centros de saúde no período noturno, para consultas e exames; a disponibilização sistemática de PRESERVATIVOS masculinos e femininos; a realização de campanhas de prevenção e de informações sobre sinais e sintomas de DST.
As DST ficaram associadas e reféns do programa brasileiro de controle do HIV e AIDS, desempenhando papel coadjuvante. A presente pesquisa do Ministério da Saúde exige um olhar atento para as Doenças sexualmente transmissíveis (DST), tendo em vista seus efeitos e conseqüências concretas e atuais, para além das questões do HIV/AIDS.
É preciso torná-las visíveis, e cobrar do Estado ações e programas mais eficazes e resolutivos.
*PSICÓLOGO E PROFESSOR DA UNB
JORNAL DO BRASIL - RJ |
Editoria: |
Pág. |
Dia / Mês/Ano: |
|
TEMA DO DIA |
|
19/Agosto/09 |
Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
Monto sites, configuro computadores, configuro skype, gtalk, voip etc... Se você faz parte do terceiro setor e tem dificuldades com TI, entre em contato pelo fone 11 95285170.
Falar com Cláudio, associado ABRAWEB.