Category: DST Created on Wednesday, 19 August 2009 16:30 Last Updated on Wednesday, 19 August 2009 16:30 Published on Wednesday, 19 August 2009 16:30 Hits: 1985
Pesquisa mostra que mais de 10 milhões de brasileiros têm ou já tiveram DST
Pesquisa divulgada ontem pelo Ministério da Saúde revela que 10,3 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de doenças sexualmente transmissíveis (DST) - 6,6 milhões de homens e 3,7 milhões de mulheres.
Outro dado da Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos, indica que 18% dos homens e 11,4% das mulheres não procuram tratamento. De acordo com o ministério, os problemas causados pelas DST podem aumentar em 18 vezes o risco de infecção pelo vírus HIV.
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que os brasileiros ainda têm medo de contar aos parceiros que contraíram alguma DST. Ao comentar os dados da pesquisa, ele avaliou ainda que a população masculina não busca os serviços de saúde como deveria. "Estamos falando de doenças que, na maior parte dos casos, têm cura, mas ainda estão fortemente presentes na sociedade. O agente causador da SÍFILIS, por exemplo, foi descoberto há mais de 100 anos." Para Temporão, falta diálogo nas relações.
Ele lembrou que algumas doenças, se contraídas durante a gestação, podem provocar a morte do bebê. Ele reconheceu que é preciso melhorar a oferta de testes para o diagnóstico de SÍFILIS, por exemplo. "Quando a pessoa procura, é importante que o atendimento seja de qualidade." A pesquisa revela, ainda, que o total de homens negros que relataram sinais ou sintomas de DST é de 19% enquanto o índice para homens brancos é de 13,8%. Os homens brasileiros têm 31,2% mais riscos de apresentar algum sinal ou sintoma do que as mulheres.
Segundo o estudo, manter relações sexuais com parceiros do mesmo sexo mais do que dobra a probabilidade de uma pessoa apresentar sinais de DST. Indivíduos que tiveram mais de dez parceiros na vida têm 65% mais possibilidade de contrair alguma doença.
250 MIL NÃO SABEM
A diretora do Programa Nacional de DST/AIDS do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, destacou que 78 milhões de brasileiros são sexualmente ativos. A estimativa é que 600 mil pessoas vivam com o vírus HIV no Brasil. Dessas, pelo menos 250 mil nunca fizeram o teste e não sabem que estão infectadas.
Para Mariângela, um dos desafios é facilitar que a informação chegue aos parceiros, possibilitando a "quebra" da chamada cadeia de transmissão. Outra prioridade, segundo ela, é que os profissionais de saúde estejam mais atentos e ofereçam orientações adequadas aos que procuram o serviço. "Não é só orientar sobre o PRESERVATIVO. Orientações complementares são extrema-mente importantes."
Para a secretária de Saúde substituta do ministério, Heloísa Machado, as DST representam "um importante problema de saúde pública". A frequência de reinfecção, a elevada taxa de transmissibilidade e as graves consequências, segundo ela, são fatores que indicam a necessidade de iniciativas voltadas para a prevenção e o controle.
Parceiro avisa pela internet
O Ministério da Saúde aproveitou os dados da pesquisa para lançar a campanha "Muito prazer, sexo sem DST", para alertar sobre os riscos de se contrair doenças sexualmente transmissíveis. No site www.AIDS.gov.br/muitoprazer, é possível enviar cartões virtuais anônimos para avisar o parceiro sobre a contração de doenças.
Os postais podem ser enviados por e-mail e vêm com a seguinte mensagem: "Oi! Não sei se essa é a melhor forma de dizer, mas descobri que tenho uma DST. Fui numa Unidade de Saúde, procurei um médico e já estou me tratando. Acho que você deveria fazer o mesmo".
"Em geral, as pessoas têm muita dificuldade de contar que estão infectadas. As novas tecnologias de comunicação ajudam a enfrentar essas doenças de forma direta e com o mínimo possível de ex-posição", afirmou em nota Mariângela Simão, diretora do Departamento de DST e AIDS do Ministério da Saúde.
Na campanha, que tem como objetivo alertar sobre sintomas, recomendar tratamento e interromper a cadeia de transmissão, serão distribuídos um milhão de folderes, 600 mil adesivos para banheiros, 180 mil cartazes e 60 mil cartões-postais. Os principais problemas identificados pelo Ministério da Saúde são: a população não se reconhece em risco e não sabe identificar sinais; muitos se automedicam, tratando as infecções de forma inadequada; e as pessoas têm dificuldade em relatar as infeções aos parceiros.
JORNAL DE BRASÍLIA - DF |
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19/Agosto/09
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Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
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