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Grávidas terão acesso a testes de HIV e SÍFILIS

 

 

Por mês, a Secretaria da Saúde do Estado distribui 1,5 milhão de PRESERVATIVOS aos municípios cearenses

 

Todas as grávidas e seus respectivos parceiros no Ceará vão ter acesso na rede pública estadual a testes para detecção de HIV e SÍFILIS. A universalização da oferta dos testes faz parte de projeto, com previsão de ser iniciado em novembro próximo, da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) para detecção precoce de doenças sexualmente transmissíveis (DSTS).

 

No País, cerca de 10 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de DST e o mais grave é que 18% dos homens e 11,4% das mulheres não procuraram nenhum tipo de tratamento, uma vez que os problemas causados por essas doenças podem aumentar em 18 vezes o risco de infecção pelo HIV, que é uma doença ainda sem cura.

 

O coordenador de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa, Manoel Fonseca, explica que, desde 2006, a notificação compulsória das DSTS - com exceção de AIDS, SÍFILIS em gestantes e neonatal- deixou de ser realizada pelo Ministério da Saúde, o que dificultou pelos Estados o controle e acompanhamento dos casos nos municípios.

 

No entanto, conforme Fonseca, diante da falta de informações sobre a incidência das DSTS nos municípios, que impossibilita a execução de medidas focadas, uma estratégia adotada pela Sesa foi a distribuição em massa de PRESERVATIVOS e agora a disponibilização a 100% das grávidas e seus parceiros de testes para HIV e SÍFILIS. "Por mês, distribuímos cerca de 1,5 milhão de PRESERVATIVOS para os municípios cearenses. Isso ajuda muito no combate às DSTS", destaca Fonseca.

 

Já o projeto que vai universalizar os testes de HIV e SÍFILIS para as grávidas e seus parceiros está em licitação e tem previsão de ser iniciado a partir de novembro. Além dos testes, que serão realizados pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), como parte do projeto, em cada município serão disponibilizados também kits para anafilaxia para as pacientes que farão o tratamento de SÍFILIS.

 

O coordenador de Promoção e Proteção à Saúde da Sesa explica que o tratamento da SÍFILIS é feito à base de penicilina, que pode causar reações alérgicas e os kits para anafilaxia dão mais segurança ao processo.

 

Já o trabalho de prevenção junto aos homens que fazem sexo com homens (HSM), travestis e profissionais do sexo, segundo Fonseca, é realizado por organizações não-governamentais que recebem repasse do Estado. Ele acrescenta ainda que o tratamento das DSTS deve ser realizado no âmbito da saúde primária nos municípios.

 

DESINFORMAÇÃO

 

População não busca tratamento

 

Grande parte das doenças sexualmente transmissíveis (DSTS), com exceção da AIDS, herpes e HPV, têm cura. No entanto, dados da Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos de idade (PCAP - DST), 2008, realizada pelo Ministério da Saúde, mostram que nem todas as pessoas que apresentam sintomas buscam tratamento, fato que potencializa a possibilidade de infecção pelo vírus HIV, causador da AIDS.

 

Conforme a pesquisa, cerca de 10 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de doenças sexualmente transmissíveis - 6,6 milhões de homens e 3,7 milhões de mulheres. O mais grave é que 18% deles e 11,4% delas não procuraram nenhum tipo de tratamento médico-hospitalar.

 

A campanha "Muito prazer, sexo sem DST", voltada principalmente para homens, foi lançada pelo Ministério da Saúde na última semana justamente para tentar mudar essa realidade. O objetivo da ação é que a população reconheça os sinais e sintomas, procure tratamento e alerte o parceiro ou parceira sobre os riscos dessas doenças.

 

Para isso, serão realizadas campanhas nos meios de comunicação de massa e também distribuídos materiais informativos. Uma das novidades da campanha é o hotsite www.AIDS.gov.br/muitoprazer, que traz informações gerais sobre prevenção e tratamento das DST. Além disso, o internauta pode utilizar cartões virtuais para contar ao parceiro a descoberta da infecção por alguma DST, sem necessidade de se identificar.

 

Outro dado preocupante da pesquisa foi a automedicação. O mau hábito predomina entre os homens. Enquanto 99% das mulheres que procuram tratamento recorrem primeiro a um médico, 1/4 dos homens busca solução no balcão da farmácia. Em termos regionais, o Norte apresenta o maior percentual (24,6%)de homens que relataram ter tido pelo menos uma DST. Nas outras regiões, esse índice não ultrapassa os 20%. Entre as mulheres, não há diferenças significativas - varia de 11,2% no Sul a 7% no Nordeste.

 

Outra constatação da pesquisa é que os pacientes com indícios de DST nem sempre recebem as orientações adequadas. Apenas 30% dos homens e 31,7% das mulheres tiveram a recomendação de fazer o teste de HIV. A solicitação de exame de SÍFILIS é ainda menor: 24,3% e 22,5%, respectivamente. Cerca de 40% também não são informados sobre a necessidade de usar PRESERVATIVO e comunicar aos parceiros, o que mostra que os profissionais da saúde devem estar mais atentos.

 

RISCOS

 

31,2% dos homens têm mais chances de ter algum sinal ou sintoma de DST alguma vez na vida do que mulheres

 

Relação sexual com parceiro do mesmo sexo mais do que dobra a probabilidade de ter algum sinal relacionado à DST, na vida

 

Indivíduos que tiveram mais de dez parceiros têm chance 65% maior de ter antecedente relacionado à DST

 

Fonte: Ministério da Saúde

 

PAOLA VASCONCELOS

 

REPÓRTER

DIÁRIO DO NORDESTE – CE

Editoria:

Pág.

Dia / Mês/Ano:

CIDADE

 

26/Agosto/09

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CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos


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