Soropositivo .Org HIV AIDS SIDA SEROPOSITIVE VIGS

Switch to desktop Register Login

Gays: 1 assassinato a cada 2 dias

A GAZETA - MT | CIDADES

LGBT

 

 

Tania Rauber

Da Redação

Em média 1 HOMOSSEXUAL é assassinado a cada 2 dias no Brasil, vítima de homofobia. Em Mato Grosso, no ano passado, foram registrados 8 homicídios de homossexuais. Porém, de acordo com o Centro de Referência no Combate à Homofobia, este número pode passar de 20. Isso porque muitos crimes não são relacionados à orientação sexual.

Muitos crimes chegam ao conhecimento do Centro por meio de denúncias do próprio movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais. "Nós temos conhecimento de casos em que as vítimas eram homossexuais e a família não quis assumir, por isso não há como provar que tem relação com a homofobia", destaca a coordenadora do Centro, Claudia Cristina Ferreira Carvalho.

Ela cita como exemplo 2 assassinatos ocorridos em Chapada dos Guimarães e que as vítimas eram casadas e não assumiam a homossexualidade. "Quando ocorreram os crimes, as famílias não quiseram revelar a condição sexual do casal. Então, não há nenhuma informação sobre isso no inquérito policial".

Claudia ainda citou casos de 4 advogados, sendo 2 no interior e 2 em Cuiabá, que eram homossexuais e foram assassinados, mas não entraram nas estatísticas. "Esta é a nossa maior dificuldade. Não temos estatísticas para identificar estas vítimas e quais as formas de violência cometidas. Em 2009 tivemos 50 denúncias de agressão e ameaça".

Muitos casos só são identificados quando as pessoas procuram diretamente o centro. Desde sua criação, em 2008, a entidade realizou 120 atendimentos, sendo a maioria para LGBT que sofreu algum tipo de agressão, seja física ou verbal. "E quando procuram a Polícia, não há nenhum espaço nos boletins de ocorrência que informem a orientação sexual".

No centro, os homossexuais recebem assistência jurídica, psicológica e social. "Quando elas ainda não registraram boletim de ocorrência, fazemos o acompanhamento até a Polícia e relatamos os detalhes do crime e a condição da vítima. E a partir daí acompanhamos o andamento do inquérito policial".

Além destes trabalhos, o centro também interfere em casos de exploração sexual de adolescentes travestis. Nos últimos 2 anos, foram várias denúncias de casos em Cuiabá e Várzea Grande.

Proposta: Para solucionar este problema, o Centro, em parceria com a Secretaria do Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), trabalha para implantar um banco de dados e, assim, criar o mapa da violência homofóbica.

A primeira proposta é acrescentar, nos boletins de ocorrência, campus que citem a orientação sexual da vítima e se há indícios de que a motivação do crime esteja relacionada a esta condição. "Nós precisamos saber até que ponto a orientação sexual interfere na agressividade praticada no crime".

Segundo a coordenadora, hoje todos os crimes contra homossexuais são considerados "crimes homofóbicos". "Percebemos que a condição sexual dos mesmos é uma vulnerabilidade. Em todos estes crimes que temos conhecimento, não há vulnerabilidade social, de grau de instrução, ou outra, e sim pela condição sexual".

Um exemplo comum, segundo ela, são os assaltos. "Ao descobrir que a pessoa é HOMOSSEXUAL, ocorre a agressão verbal e física".

Um caso denunciado, recentemente, ocorreu na região do Zero Quilômetro, em Várzea Grande. A presidente da Associação dos Travestis, Lilith Prado, foi espancada durante um assalto e procurou a Polícia para denunciar o crime.

Lilith relatou que estava sentada em frente a um motel, por volta das 5h, aguardando um táxi quando o agressor chegou, sem camisa, e perguntou quanto era o programa. Ela respondeu que já havia encerrado o trabalho e aguardava a condução para ir embora. A resposta não agradou o rapaz que chutou o rosto dela e tentou pegar a bolsa.

Lilith ainda tentou evitar que seus pertences fossem levados, mas o acusado a ameaçou com uma faca e ela acabou desistindo. Ainda conforme a presidente, vários crimes desta natureza ocorrem na região, porém, as vítimas não procuraram a Polícia por medo.

O caso foi acompanhado pelo Centro de Referência no Combate à Homofobia e, alguns dias depois, o agressor, que foi identificado através da placa do carro, se apresentou. Para a Polícia, não houve crime de homofobia e sim lesão corporal grave.

Esta é uma dificuldade enfrentada. O crime de homofobia não é tipificado e, quando denunciado, acaba enquadrado em lesão corporal ou agressão verbal.

Medo - Outro trabalho que o centro quer desenvolver é com a população LGBT. Atualmente, não há números sobre quantos homossexuais existe no Estado, o que também dificulta os trabalhos de conscientização e orientação.

Conforme a coordenadora, a proposta é criar uma página na internet onde o internauta poderá se cadastrar, livremente, e terá os dados validados pelo centro e mantidos em sigilo. "Com base nestes dados poderemos implantar políticas públicas para orientar esta parcela da população sobre seus direitos e oferecer a assistência devida nos casos de crimes".

 

Soropositivo.Org agosto de 1º de Agosto de 2000 a 2012. Este site é mantido por uma só pessoa, que gastava, em média, US$ 400,00 por mês para manter este site on line, até que a HOSTDIME BRASIL, dando um exemplo de responsabilidade social me garantiu um servidor dedicado ao soropositivo.org pro três meses. Não sei o que acontecerá depois. Mas confio que eles não me faltarão. Mas eu trabalho 12 horas por dia na frente deste micro para manter este site operante e e minhas fontes e renda são pequenas consultorias em TI para pequenos organismos não governamentais... Peço, que você considere a possibilidade de uma doação de qualquer valor, tendo em conta a utilidade que este site pode ter para você e dezenas de outras pessoas. Todo o material deste site pode ser republicado desde que a fonte original seja declarada

Top Desktop version




Hoje é dia vinte e três de Maio , Quarta-Feira, do ano dois mil e doze!
Olá! Boa noite! Seja bem vindo(a). Você chegou aqui as 19:33
Conhecereis a verdade e a verdade, afinal, vos fará livres
Há vida depois do HIV! Há vida com HIV!
Mas com preconceito.... NÃO!

Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.

O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de

atividades na comunidade onde se vive.

“Constituição Da República Federativa Do Brasil:

TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos


Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À

Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”

Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".

Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.

Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos


O Webmaster deste site dá consultorias em TI para instituições do terceiro setor com preços para o terceiro setor!. ONGS AIDS, ONGS LGBT, ONGS Ambientais, Associações etc.

Monto sites, configuro computadores, configuro skype, gtalk, voip etc... Se você faz parte do terceiro setor e tem dificuldades com TI, entre em contato pelo fone 11 95285170.

Falar com Cláudio, associado ABRAWEB.