Category: Aspectos Psicológicos e psiquiátricos Created on Tuesday, 02 June 2009 16:21 Last Updated on Wednesday, 29 February 2012 12:18 Published on Tuesday, 02 June 2009 16:21 Hits: 7472

É difícil delimitar o que podemos chamar de usual ou adverso na reação de uma pessoa frente a um diagnóstico de HIV/AIDS, por isso todos os pacientes merecem especial atenção neste momento, devendo o resultado ser dado com cuidado e responsabilidade, levando-se em conta a singularidade de cada um.
A reação emocional ao resultado positivo para HIV depende da dinâmica psíquica do indivíduo, anterior ao diagnóstico. Geralmente é vivido pelas pessoas como a marca de sua finitude, como uma sentença de morte com data marcada para muito breve - não só a morte plena mas também a perda de seus sonhos ilimitados do amanhã. É como se estivesse ouvindo pela primeira vez que é um ser mortal, a crença inconsciente em sua imortalidade torna-se ilusão, resta uma realidade paralisadora e angustiante. Surgem temores de discriminação, de abandono e de perdas sociais - estes pela própria percepção da construção social em tomo da AIDS: é o medo de algo real.
Vemos o paciente em um estado de desamparo e desorganização emocional, com sentimentos de culpa, raiva e pânico. Alguns sentem-se impotentes e ficam paralisados em estado de choque. A crença na AIDS/HIV como provocadora de uma morte imediata, entre outros sentimentos do sujeito, pode levá-lo à tentativa de suicídio. Outros ficam ansiosos e maníacos tentando correr contra o tempo. A confusão emocional e a ansiedade podem aparecer também sob a forma de muitas perguntas ao médico, como tentativa de controlar a situação emergente, que precisam, sem dúvida, ser ouvidas e respondidas.
A demonstração de tranqüilidade emocional como reação deve ser verificada se é real ou só aparente, pois pode esconder um estado de choque. É imprescindível tentar perceber o estado emocional do paciente, saber o que ele pensa e sente naquele momento, que significado está sendo dado para esta nova realidade.
Cabe ressaltar que a resposta ou significação dada inicialmente pelo indivíduo ao diagnóstico de HIV/AIDS pode passar por uma "re-significação" através de um processo de elaboração psíquica e possibilitar, para algumas pessoas, uma reconstrução de vida nos diversos níveis, muitas vezes de forma bela, dando-lhe muito mais qualidade.
Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
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