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Departamento de DST e Aids divulga pesquisa sobre resistência primária a medicamentos

Antirretrovirais

06/07/09   

Departamento de DST e Aids divulga pesquisa sobre resistência primária a medicamentos

O Departamento de DST e Aids do Ministério da Saúde divulgará nesta terça-feira, 7 de julho, os resultados da pesquisa de avaliação da resistência primária do HIV. O estudo – realizado com 210 indivíduos com diagnóstico recente de HIV e virgens de tratamento com antirretrovirais – identificou resistência em apenas 17, o que representa uma taxa de 8,1%. Os resultados completos serão apresentados em um fórum transmitido pela internet (www.aids.gov.br/mediacenter) no dia 7 de junho, às 10h.

A taxa brasileira encontra-se próxima dos padrões internacionais. Estudos realizados em países desenvolvidos mostram variação entre 10 e 17% nos resultados da resistência primária. Já na América do Norte as taxas estão entre 15 e 26%, 14% no Reino Unido e 6,7% na França.

No estudo brasileiro, utilizou-se a metodologia preconizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para países em desenvolvimento, como o Brasil. O estudo categoriza a resistência primária em três níveis: baixo quando se detecta uma taxa menor que 5%, intermediária (entre 5% e 10%) e alta (acima de 15%). A coleta de dados foi realizada em seis grandes centros urbanos, que concentram mais de 70% dos casos de aids no país com a maioria dos pacientes em tratamento, sendo: São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Porto Alegre, Brasília e Belém.

Os pesquisadores concluíram que a prevalência geral da resistência primária é baixa na maioria das regiões estudadas. Em quatro das maiores cidades (São Paulo, Rio de Janeiro, Belém e Brasília) a taxa foi considerada intermediária (entre 5% e 15%), porém em Porto Alegre e Salvador foi baixa (< 5%). Em 2002, a resistência primária detectada foi de 6,6%, demonstrando estabilidade da taxa desde então.

Segundo o pesquisador Amilcar Tanuri, embora o estudo não seja desenhado para definir a distribuição de  subtipos do HIV no país, foi possível constatar alguns padrões. O subtipo B permanece como o mais prevalente (72%) em todas as cidades pesquisadas, exceto Porto Alegre que se detectou 69% de prevalência do subtipo C.

A pesquisa atual, por exemplo, detectou que a mutação K103N do gene da transcriptase reversa, que provoca resistência aos inibidores da transcripatase reversa não análogos a nucleosídeos (Efavirenz e Nevirapina), teve um aumento significativo passando de 0,24%, encontrado em 2002 para 3,3% no estudo atual. Um dos fatos que podem explicar este aumento é a utilização do Efavirenz no esquema terapêutico inicial.

Segundo os autores, para melhor definir os fatores de risco associados à transmissão de variantes do HIV-1 resistentes, é necessária uma nova pesquisa, com a inclusão de um maior número de indivíduos. Esta nova pesquisa também poderá auxiliar os programas de prevenção direcionados aos indivíduos em tratamento antirretroviral.

Serviço
Lançamento da pesquisa Avaliação da transmissão do HIV resistente utilizando amostras de pacientes recém diagnosticados, virgens de tratamento em 6 grandes capitais do Brasil; 2006
Será transmitido ao vivo pela internet na página www.aids.gov.br/mediacenter, a partir das 10h.

Outras informações pelo telefone (61) 3306 7023

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