Category: Homem Created on Sunday, 12 June 2011 13:55 Last Updated on Monday, 02 January 2012 19:30 Published on Sunday, 12 June 2011 13:55 Hits: 2129
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» Mariana Laboissiére
Os brasileiros têm cuidado mal da saúde. E os homens brasilienses acompanham o quadro nacional. De cada cinco mortes de pessoas entre 15 e 29 anos, quatro são registradas entre o público masculino. Além disso, eles vivem 7,4 anos a menos que as mulheres. Além disso, sofrem mais de doenças cardíacas, câncer, diabetes, colesterol e pressão arterial elevada. Os dados são do Ministério da Saúde. Preocupados com essa tendência, membros da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) no Distrito Federal realizaram uma ação inédita: um dia voltado especialmente à saúde masculina. Ontem, uma tenda foi montadana Rodoviária do Plano Piloto para atender cerca de mil pessoas das 8h às 18h. Foram realizados exames para aferir a pressão arterial, testes de AIDS, distribuídos PRESERVATIVO e material impresso sobre as doenças que mais atingem os homens. Além disso, médicos e esclareceram dúvidas dos pacientes. A iniciativa é pioneira no Brasil. Segundo o presidente da SBU no DF, Diogo Mendes, coordenador da campanha, os homens não são tão incentivados a cuidar da saúde como as mulheres. "É um paradigma social que precisa mudar, já que com o diagnóstico precoce é possível reduzir danos de doenças, sequelas e preservar a vida", argumenta. "As pessoas têm que entender que a saúde do homem começa quando a criança nasce. Ele precisa de acompanhamento ao longo de toda a vida. Cuidados com a saúde não são sinônimos de cuidados para evitar apenas o câncer de próstata, como muitas pessoas pensam", acrescenta.
Durante a infância, eles devem visitar o pediatra a cada dois anos. A partir dos 40 anos, a ida ao médico deve ocorrer uma vez por ano. Ao completar 45 anos, com o objetivo de combater o câncer de próstata, é preciso fazer consultas e exames anualmente. A doença é a segunda causa de mortes na população masculina, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares. De cada 100 homens, cinco sofrem da patologia no mundo.
Atualmente, entre 10% e 15% procuram espontaneamente um urologista. "O homem não deve ter vergonha. Se evitar ir ao médico, ele vai viver menos, ter menos qualidade de vida e deixar a família desamparada", destaca o presidente da SBU.
Prevenção tardia
O agente patrimonial Domingos Venâncio da Silva, 44 anos, tem a pressão alta. Foi somente após descobrir o problema, há quatro anos, que ele passou a visitar o médico regularmente. "Agora, faço meus exames anualmente, mas antes não era assim. Nem pisava em um consultório ou hospital. Nós deveríamos ficar mais atentos a isso", opinou. Silva foi uma das pessoas que passou pela tenda montada na Rodoviária do Plano Piloto. Assim como ele, o motorista de táxi Alderi Teles, 53 anos, só começou a tratar um problema na bexiga após descobrir que o seu quadro merecia atenção. "Vou ao médico de seis em seis meses. Não dou bobeira", completou.
No DF, há apenas um ambulatório voltado à saúde do homem, que funciona no Centro de Saúde nº 3, em Sobradinho 2. Lá, são recebidos, em média, 20 pacientes por dia. O atendimento é oferecido as segundas, terças, quartas e quintas-feiras, das 17h às 22h. Interessados podem entrar em contato pelo telefone 3485-6775. Na área de urologia, são realizadas consultas no Hospital de Base e nos hospitais regionais da Asa Sul, da Asa Norte, de Sobradinho, de Taguatinga e do Gama. Política A proposta faz parte da Política Nacional de Saúde do Homem, lançada em 2009 pelo governo federal. O objetivo é facilitar e ampliar o acesso da população masculina aos serviços de saúde, além de romper os obstáculos que impedem os brasileiros de frequentar os consultórios médicos.
Dados
No DF, segundo estatística nos hospitais públicos, a incidência do câncer de próstata está acima dos 5%, índice considerado normal pela Sociedade Brasileira de Urologia, uma vez que pessoas de outros estados são atendidas na rede pública local. Nos hospitais privados, contudo, os números acompanham a tendência mundial.
De atenção à sua saúde
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Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
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