Vários estudos investigaram a eficácia de várias formulações de vacinas contra o H1N1 em pessoas que vivem com VIH. Em geral, a vacina demonstrou ser segura, mas as respostas imunitárias nem sempre foram suficientemente potentes para proteger contra a infecção.
Odele Launay apresentou conclusões positivas de um ensaio francês, que testou uma dose única de vacina influenza A H1N1v 2009 em 300 doentes seropositivos para o VIH a fazer ou não TARc, randomizados para receber a vacina com ou sem o adjuvante AS03A. (Um adjuvante é uma substância, por vezes adicionada às vacinas, com o fim de desencadear uma resposta imunológica mais forte). Três semanas após a vacinação, a vacina sem o adjuvante gerou respostas protectoras (títulos de anticorpos de 1:40 ou superior) em 77%, e a vacina com adjuvante em 95,3%. (O limite necessário para a aceitação da regulamentação europeia é de 70%). Os efeitos secundários variaram, na maioria, de ligeiros a moderados, sem efeito na contagem de células CD4 ou na carga viral.
Contudo, vários outros estudos encontraram níveis menos elevados de resposta protectora. Num ensaio norte-americano (Tebas), a vacina H1N1 2009 foi testada em 120 pessoas com VIH, a maioria das quais sob terapêutica e com cargas virais indetectáveis. Três semanas após a vacinação, 69% tinha desenvolvido uma resposta protectora (títulos ≥ 1:40). Contudo, aproximadamente, um em cada quatro participantes já tinha níveis de protecção de anticorpos H1N1 antes de a vacina ser administrada, presumivelmente devido a uma exposição prévia ao vírus. Quando estes participantes foram excluídos, a taxa de resposta desceu para 61% naqueles que não tinham anticorpos protectores antes da vacinação.
Uma nova vacina desenvolvida com o split-virion (A/California/7/2009) teve efeitos protectores em 69% das 160 pessoas seropositivas vacinadas, num estudo efectuado por Bickel et al. Os doentes com uma resposta protectora tinham uma mediana mais elevada na contagem de células CD4 (532 vs 475/mm3, p=,03), eram ligeiramente mais novos (mediana 45,1 vs 45,8, p=,04) e tinham maior probabilidade de ter recebido a vacina para o vírus H5N1 2009 (diferente da gripe sazonal) (25% vs. 8%, p=,009).
Os investigadores dos estudos acima mencionados concluíram que doses maiores, doses adicionais ou diferentes formulações podem ser necessárias para induzir uma resposta protectora num número suficiente de pessoas vacinadas.
Outros ensaios conduzidos pelo International Maternal Pediatric Adolescent AIDS Clinical Trials Group (IMPAACT) encontraram boas respostas em relação à segurança em mulheres seropositivas para o VIH que estavam grávidas (Nachman), após estas terem recebido duas doses da vacina com o vírus inactivo de H1N1, da Novartis, em crianças recém-nascidas e em adolescentes infectados pelo VIH (Flynn), após duas doses da vacina Influenza A (H1N1) 2009 da Novartis. Não foi reportado nenhum caso de síndroma de Guillain-Barré em qualquer dos estudos; vários efeitos adversos de grau 3 relacionados com duas possíveis vacinas foram observadas em 155 crianças vacinadas. Os dados sobre a eficácia serão apresentados durante o decorrer do estudo.