Category: Vida com HIV Created on Sunday, 24 October 2010 17:40 Last Updated on Saturday, 09 July 2011 07:06 Published on Sunday, 24 October 2010 17:40 Hits: 4010
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Estudo mostra que doença passou a fazer parte de uniões estáveis e chega ao interior dos estados, o que era incomum Santa Catarina registrou o primeiro caso de AIDS em 1984. Era um homem, 34 anos, HOMOSSEXUAL, que vivia fora do Estado e voltou para perto da família, em Chapecó. Nestes 26 anos, o perfil do contaminado mudou. Antes, estavam no topo das pesquisas homossexuais, profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis. A maioria vivia em grandes cidades, principalmente no litoral. Atualmente, é grande a incidência do vírus entre homens e mulheres heterossexuais que não usam drogas e mantêm relações estáveis. Uma mudança radical de perfil. Neste ano, dois municípios tiveram notificados casos de AIDS pela primeira vez. Localizados no Alto Vale do Itajaí e Extremo-Oeste, Mirim Doce e Riqueza entraram para o mapa das 251 entre as 293 cidades catarinenses com registros da doença. É o que os técnicos chamam de interiorização da epidemia, um retrato do que ocorre no país. Santa Catarina tem, até o momento, 23.162 casos notificados de AIDS, e, a cada ano, novos casos e infecções associadas são diagnosticados. - Existem tratamentos eficazes para a AIDS, mas não há cura. A população precisa se conscientizar que a AIDS não tem cara - observa Iraci Batista Silva, gerente de Vigilância das DSTS/HIV/AIDS da Vigilância Epidemiológica. Entre 1986 e 1989, a taxa média de letalidade era de 29% entre os casos registrados da doença. Em 1994, o maior índice apresentado até os dias atuais: 51,5%. A média entre os anos de 1986 e 2009 é de 36,9%. Na faixa etária do adulto jovem, segundo dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), a AIDS figura entre as principais causas de mortalidade, tendo sido a maior causa de morte das mulheres na faixa etária de 20 a 49 anos no período de 1996 a 2009. Supera, inclusive, os óbitos por câncer de mama. Para Iraci, intensificar a prevenção é a chave para combater o vírus, através de intervenções específicas na área da saúde e intervenções sociais. Garantir o acesso das pessoas à prevenção, ao tratamento e aos serviços de apoio, bem como melhorar a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV/AIDS é fundamental para o controle da doença. - Hoje, AIDS não é uma sentença de morte. Com medicação e tratamento correto, a pessoa contaminada pode viver muitos anos. Além disso, apesar de todas as pesquisas, não existe nada que aponte para a cura dentro de um breve espaço de tempo - disse Iraci. A respeito da interiorizarão da epidemia, as previsões não são boas: - Vai chegar um tempo em que todos os municípios terão a doença. O problema vai avançar - diz a coordenadora das DSTS/HIV/AIDS. A presença da doença em pequenos municípios tem explicações. Uma delas é a constante movimentação entre as regiões. - Este vaivém coloca pessoas em contato. No Oeste do Estado, observa, há um grande número de profissionais caminhoneiros. A cultura masculina leva à "compra de sexo", muitas vezes sem proteção. Por isso, temos casos de mulheres com um único parceiro contaminadas - explica Iraci. This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. ÂNGELA BASTOS
DIÁRIO CATARINENSE - SC | GERAL 255.000 Não sabem que estão infectados |
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Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
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