Category: Gay Created on Monday, 07 March 2011 19:11 Last Updated on Monday, 07 March 2011 19:11 Published on Monday, 07 March 2011 19:11 Hits: 4224

Em entrevista ao JB, deputado do PSOL rechaça estigma de celebridade
Ana Paula Siqueira
BRASÍLIA
De celebridade a deputado federal, Jean Wyllys (PSOL-RJ) foi eleito graças ao desempenho do co-lega de partido Chico Alencar (RJ). HOMOSSEXUAL assumido, ele entende que por defender a causa do movimento LGBT dificilmente seria eleito apenas com seus próprios votos.
Jean Wyllys não gosta de ser lembrado pela participação no reality show Big Brother Brasil por considerar uma tentativa de "desautorizar" seu trabalho no Congresso. Entre ásperas críticas aos que se declaram contra a criminalização da homofobia, ele acusa parlamentares de "criar uma cortina de fumaça" para abafar a corrupção.
O senhor foi eleito defendendo a bandeira dos direitos LGBT. Como pretende vencer a resistência natural do Congresso com relação ao tema?
- Na verdade, defendo os direitos humanos. Não se avança em política LGBT se não articular as reivindicações do movimento com outras questões, como por exemplo a defesa da laicidade do Estado. O diálogo é o melhor caminho. Temos que colocar o conflito e mostrar a legitimidade dos argumentos. Vivemos um momento em que o Judiciário e o Executivo deram cinco passos à frente do Legislativo. É uma pena que o Congresso Nacional seja tão conservador em relação aos outros poderes.
Há diferença entre o casamento civil que o senhor propõe e a união estável defendida pelo movimento LGBT?
- Qualquer heterossexual no Brasil tem dois estatutos jurídicos para se unir a outra pessoa: união estável e casamento civil. Os homossexuais não podem optar por nada. Entretanto, as obrigações e os deveres são iguais aos dos heterossexuais. Não podemos ter uma cidadania de segunda categoria. Queremos os mesmos direitos com os mesmos nomes. Não quero afrontar os valores cristãos, mas quero que o Estado proteja e re-conheça outros arranjos familiares.
A sociedade está preparada para o casamento gay?
- A sociedade é muito heterogênea. Mas a sociedade do século 19 também não estava preparada para a Lei Áurea. O que orienta o Congresso, para além da sociedade, é a justiça ampla. Por sentido de justiça, o Congresso deveria pensar nos direitos da minoria.
Por que disse ser o primeiro HOMOSSEXUAL eleito que não internalizou a homofobia?
- Nós estudamos nas mesmas escolas, frequentamos os mesmos lugares, assistimos à mesma televisão e consumimos a mesma publicidade. Se são essas instituições que constroem a mentalidade homofóbica, é claro que estou dentro dela. Se um heterossexual se torna homofóbico, o HOMOSSEXUAL também. Embora seja a vítima, ele introjeta essa homofobia e passa a dirigir uma vergonha contra si mesmo. Por isso muitos gays vivem no armário.
O deputado Ronaldo Fonseca quer que o Ministério da Fazenda revogue a portaria que permite a declaração de companheiro HOMOSSEXUAL no Imposto de Renda. O senhor ameaçou cobrar a prestação de contas das igrejas.
Pretende mesmo levantar essa bandeira ou foi um revide?
- Essa foi uma forma de lembrar ao deputado que ele tem teto de vidro e não pode continuar com essa violação dos direitos humanos. Se ele vai questionar publicamente um direito que está sendo garantido a uma população vulnerável, por que não vou questionar publicamente esse privilégio da imunidade fiscal das igrejas, que tem muito mais impacto na receita do que o número de casais homossexuais?
Como o senhor vê reações como a do senador Magno Malta (PR-ES), que criticou o projeto que torna crime a homofobia dizendo que seria legalizar a pedofilia, o sadomasoquismo e a bestialidade?
- Esses argumentos são de uma estupidez e de uma desonestidade intelectual que eu só posso atribuir ao cinismo. Ele sabe que pedofilia não tem nada a ver com homossexualidade. Quem mais pratica pedofilia neste país e no mundo são os heterossexuais, e as principais vítimas são meninas violentadas em redes de prostituição comandadas por heterossexuais, envolvendo inclusive políticos. Ele está criando uma cortina de fumaça para impedir que a população preste atenção naquilo que real-mente interessa e lesa seus interesses, que é a corrupção e a venda de almas aqui dentro do Congresso.
Ser um ex-BBB dentro do Congresso ajuda ou atrapalha?
- Acho que o BBB é uma obsessão muito mais da imprensa do que minha.
Mas a visibilidade do programa de certa forma ajudou em sua eleição...
- Mas eu não usei isso durante a campanha. Se a referência fosse automática, eu teria mais votos. Tenho muito orgulho de haver feito o programa, mas existem pessoas que fazem uma associação forçada, seis anos depois de eu ter participado, só para me desautorizar.
A opinião pública tem co-brado a reforma política do Congresso e dado mostras que é contra o voto proporcional, que inclusive ajudou a elegê-lo. Acredita que os parlamentares poderão mudar a regra e permitir que apenas os mais votados sejam eleitos?
- É uma discussão que tem que envolver a sociedade civil. Muitos pontos têm que ser levados em conta. Um candidato que defende as bandeiras que defendo talvez só entre aqui proporcionalmente. Do contrário, vamos ter um Congresso conservador, com leis conservadoras, que oprimem as minorias.
Então, o senhor é a favor?
- Sou a favor de que esse argumento seja trazido ao debate .
Não se avança em política LGBT se não se articular as reivindicações do movimento com outras questões.
JORNAL DO BRASIL - RJ
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Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
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