Category: Mulher Created on Tuesday, 02 November 2010 16:36 Last Updated on Friday, 15 July 2011 05:51 Published on Tuesday, 02 November 2010 16:36 Hits: 6574

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Analisar as causas que levam à morte mulheres no Brasil foi o objetivo do "Estudo da Mortalidade de Mulheres de 10 a 49 anos no Brasil", realizado pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e patrocinado pelo Ministério da Saúde com a interveniência da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Outros objetivos da pesquisa foram mostrar as causas de morte desse grupo etário, com dados corrigidos, compará-los com os registros (oficiais) e conhecer a mortalidade materna, de maneira a obter dados mais reais, e estimar um fator de correção para a informação oficial, pois no Brasil ainda há uma cobertura incompleta do Sistema de Informação de Mortalidade Materna do Ministério da Saúde (SIM), com significativa proporção (8%) de óbitos mal definidos e sub-declaração de mortes ligadas a gravidez, parto e puerpério. A pesquisa é inédita no Brasil e foi apresentada pelo Prof. Dr. Ruy Laurenti, professor da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, no próximo dia 10 de Outubro em reunião promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), na Alemanha. Foram pesquisadas todas as capitais do país e detectou-se que cerca de 8,3% das mortes de mulheres de 10 a 49 anos ocorreram em menores de 20 anos. Na região Norte, essa proporção foi de 13,7% e, na Sudoeste, igual a menos de 7%. Outra conclusão foi de que os cinco principais grupos de causas foram: câncer (24,4%), doenças do aparelho circulatório (19,6%), causas externas (15,4%), doenças infecciosas e parasitárias (12,4%) e doenças endócrinas, nutricionais e do metabolismo (4,7%). AIDS Os resultados apontaram também que entre as mortes por causas infecciosas, a AIDS foi a principal (61,2%); correspondendo a 92,4% na Região Sul e 44,3%, na Norte. As características pessoais das falecidas revelaram que 49% fumavam; 51% ingeriam bebidas alcoólicas e 12% eram usuárias de drogas e o relacionamento sexual representou a principal forma de contágio. Em 35% dos casos, o intervalo de tempo entre o diagnóstico e a morte foi menor do que 12 meses e na maioria dos casos, foi constatada a associação TUBERCULOSE/AIDS. Doenças do aparelho circulatório Quanto a essas causas de morte, a pesquisa descobriu que elas representam 19,6% dos óbitos totais, sendo que as proporções foram crescentes com o aumento das idades. Doenças cerebrovasculares preponderaram em todas as regiões e corresponderam ao dobro das causas isquêmicas (no Norte, quase 5 vezes e no Centro-Oeste, 2,6 vezes). As doenças hipertensivas representaram 20,3% do total das doenças do aparelho circulatório e 19,4% corresponderam às doenças isquêmicas do coração. Neoplasias O estudo mostrou ainda que as neoplasias foram as principais causas de morte, para o conjunto de capitais brasileiras (24,5%), concentrando-se nas idades de 40 e mais anos (60,2%), com variações significantes entre as regiões: 48,7% no Norte e 70% no Sul. Quanto aos tipos, chama a atenção: no Norte, a maior mortalidade por câncer de colo de útero em relação ao de mama; no Sudeste, há a maior proporção de câncer de mama (26,9%); os órgãos digestivos são a terceira localização mais destacada; o pulmão aparece como localização importante, no Sudeste e Sul. Acidentes e violências Estas causas correspondem a 15,4% do total de óbitos (12,1% no Norte e 18,9% no Centro Oeste). Em 57,3% dessas mortes, a mulher era menor do que 30 anos. Os homicídios destacaram-se no Nordeste e Sudeste e, no conjunto das capitais, totalizaram 39,3%. Em 44,6% desses casos, as mortes ocorreram entre 15 e 24 anos. No Brasil, a proporção de mortes por acidentes de transporte foi 28,1%, sendo a principal, no Norte, Sul e Centro-Oeste. Entre os suicídios, foram importantes as auto-intoxicações, principalmente por carbonato, usado em veneno para ratos. A depressão, em muitos casos, esteve associada ao suicídio. Os achados trazem contribuições relevantes e confirmam tanto a necessidade de ações por parte dos gestores, no sentido de aprimoramento da informação de mortalidade, como no estabelecimento de prioridades para a área de saúde da mulher. A pesquisa teve como coordenadores centrais o Dr. Ruy Laurenti, a Dra. Maria Helena Prado de Mello Jorge e a Dra. Sabina L. D. Gotlieb, professores do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP e mais os Coordenadores Locais em cada capital do país.(www.agenciaaids.com.br) Fonte: Dourados Agora |
Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
Monto sites, configuro computadores, configuro skype, gtalk, voip etc... Se você faz parte do terceiro setor e tem dificuldades com TI, entre em contato pelo fone 11 95285170.
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