Category: Gay Created on Wednesday, 03 March 2010 10:39 Last Updated on Wednesday, 03 March 2010 10:39 Published on Wednesday, 03 March 2010 10:39 Hits: 4906
Espetáculos sobre o mundo gay tomam os palcos de Nova York, mas temas como AIDS e a luta por direitos homossexuais são substituídos pelas relações pessoais
Patrick Healy
THE NEW YORK TIMES
Uma nova safra de peças e musicais nessa temporada traz personagens gays em histórias de amor, substituindo as mensagens políticas e específicas das décadas de 80 e de 90 como The normal heart e Angels in America por apelos mais pessoais para o progresso social. Essas produções sobre a vida gay fazem pouca ou nenhuma menção ao HIV ou à AIDS e deixa o ativismo direto um pouco de lado, com as cruzadas de militantes retratadas com ambivalência mais do que com ardor. A política desses espetáculos - há sete deles estreando em Nova York nas próximas semanas é sutil: eles põem as preocupações cotidianas dos americanos em um contexto gay, mostrando que o amor e o casamento entre homossexuais, bem como a adoção e a paternidade gay, não são tão diferentes das variações heterossexuais.
Apesar de a perseguição continuar para a maioria desses personagens, como em The New York Times TRAUMA - Patrick Breen (de azul) e Patrick Heusinger em cena de 'Next fall', nova peça da Broadway: relação abalada por um acidente muitos filmes e programas de televisão mostrando histórias de amor HOMOSSEXUAL, a aceitação cada vez maior da AIDS como uma pandemia em vez de uma doença restrita à comunidade GLBT - e o debate mais amplo sobre casamento gay e soldados homossexuais - levaram (e até certo grau libertaram) roteiristas e produtores a explorarem cenários mais abrangente.
Joe Zellnik - que, com o irmão David, criou Yank!, novo musical Off Broadway sobre um caso de amor complicado entre dois homens servindo o Exército na Segunda Guerra Mundial - diz que eles evitaram deliberadamente a propaganda política e, em vez disso, tentaram transmitir uma mensagem sobre igualdade através de um retrato mais gentil de homens "que eram gays lutando na guerra".
- Não estávamos tentando escrever um musical abertamente político sobre gays no Exército, porque percebemos queYank! se tornaria mais subversivo se o aproximássemos dos velhos modelos clássicos de histórias de amor de Rodgers e Hammerstein, entre dois homens, do que se puséssemos os personagens em contextos limitados - observa Joe Zellnik.
Na nova peça da Broadway Next fall, em que enormes diferenças religiosas testam a união de um casal gay, um acidente de trânsito - não AIDS - deixa um dos homens em péssimas condições.
- Acho que temos uma chance melhor de atrair espectadores heterossexuais e gays com emoções universais, como amor e lealdade, que tocam as vidas desses homens e mostram como somos iguais, em vez de fazer isso por meio de argumentos polarizadores - conta Richard Willis, um dos principais produtores de Next fall, que teve pré-estreia ontem.
Programas de TV como Will & Grace e filmes como Milk - A voz da igualdade, O segredo de Brokeback Mountain e Será que ele é? mostraram o amor e as amizades gays como partes naturais da vida. Alguns desses filmes terminam em separação ou morte para personagens gays - parte de uma longa tradição temática de retratar personagens homossexuais sofrendo, seja por morte, doenças ou suicídio. Essas questões trágicas eram especialmente comuns no teatro do século 20 e início do 21, incluindo as peças The children's hour (1934), de Lillian Hellman, Suddenly last summer (1958), de Tennessee Williams, e The Laramie project (2000). Na década de 80 e início dos anos 90, contudo, as histórias de homens gays em peças como As is, The normal heart, Jeffrey e Love! Valour! Compassion! mostravam, com frequência, personagens adoráveis ou solitários em um cenário de ativismo e crítica ideológica à aparente indiferença do governo e da sociedade para combater a AIDS ou tratar americanos gays como cidadãos iguais.
Os novos espetáculos dessa temporada são, por sua vez, histórias de amor - românticas ou platônicas - entre gays. De certa forma, a mudança de declarações políticas explícitas para histórias sutis reflete o debate em círculos políticos sobre continuar lutando nas eleições e nos tribunais pelos direitos dos homossexuais imediatamente ou ter uma visão mais ampla que inclui construir alianças e dar tempo para mais americanos se envolverem com questões como casamento gay.
Além de Yank! e Next fall, estão em cartaz The pride, que explora os desafios de ser gay na década de 50 e hoje; The temperamentals, sobre um casal HOMOSSEXUAL real que inclui Harry Hay, um dos fundadores da pioneira organização pelos direitos gays Mattachine Society, em 1950; e uma remontagem de The boys in the band, peçamarco de 1968 sobre um grupo de homens que representam uma espécie de família uns para os outros.
Prestes a estrear estão The kid, novo musical off Broadway sobre um casal gay adotando uma criança, e a remontagem da Broadway de A gaiola das loucas, que não pretende priorizar o travestismo, mas a história de amor de um casal HOMOSSEXUAL que criou um filho junto.
Vários outros espetáculos que estão por vir, como Lips together, Teeth apart e Looped, um dos poucos exemplos nessa temporada de um espetáculo com cores gays cujo foco é uma mulher, que, às vezes, se sente atraída por outras mulheres.
Discriminação não é tolerada
A mudança que essa temporada teatral de Nova York reflete, diz Tony Kushner, autor de Angels in America, é que o número de pessoas com HIV mudou radicalmente, e a discriminação direta contra gays e lésbicas não é mais aceitável na sociedade americana.
- O casamento gay e a política "Don't ask, don't tell" ("não pergunte, não fale") do Exército são as duas maiores questões atuais, em que o cenário não é o mesmo do que quando escrevi Angels, entre o fim dos anos 80 e início dos 90 - ressalta Kushner.
Kushner prepara uma nova peça, mas a AIDS não é tão central no novo trabalho. Angels, por sua vez, deve ter a primeira grande remontagem de Nova York no segundo semestre.
(Tradução: Victor Barros)
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JORNAL DO BRASIL |
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CADERNO B |
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03/MARÇO/2030 |
Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
Monto sites, configuro computadores, configuro skype, gtalk, voip etc... Se você faz parte do terceiro setor e tem dificuldades com TI, entre em contato pelo fone 11 95285170.
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