Category: Gay Created on Wednesday, 01 September 2010 14:51 Last Updated on Sunday, 12 September 2010 19:50 Published on Wednesday, 01 September 2010 14:51 Hits: 4421
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A GAZETA - MT | CIDADES LGBT
Tania Rauber Da Redação Em média 1 HOMOSSEXUAL é assassinado a cada 2 dias no Brasil, vítima de homofobia. Em Mato Grosso, no ano passado, foram registrados 8 homicídios de homossexuais. Porém, de acordo com o Centro de Referência no Combate à Homofobia, este número pode passar de 20. Isso porque muitos crimes não são relacionados à orientação sexual. Muitos crimes chegam ao conhecimento do Centro por meio de denúncias do próprio movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais. "Nós temos conhecimento de casos em que as vítimas eram homossexuais e a família não quis assumir, por isso não há como provar que tem relação com a homofobia", destaca a coordenadora do Centro, Claudia Cristina Ferreira Carvalho. Ela cita como exemplo 2 assassinatos ocorridos em Chapada dos Guimarães e que as vítimas eram casadas e não assumiam a homossexualidade. "Quando ocorreram os crimes, as famílias não quiseram revelar a condição sexual do casal. Então, não há nenhuma informação sobre isso no inquérito policial". Claudia ainda citou casos de 4 advogados, sendo 2 no interior e 2 em Cuiabá, que eram homossexuais e foram assassinados, mas não entraram nas estatísticas. "Esta é a nossa maior dificuldade. Não temos estatísticas para identificar estas vítimas e quais as formas de violência cometidas. Em 2009 tivemos 50 denúncias de agressão e ameaça". Muitos casos só são identificados quando as pessoas procuram diretamente o centro. Desde sua criação, em 2008, a entidade realizou 120 atendimentos, sendo a maioria para LGBT que sofreu algum tipo de agressão, seja física ou verbal. "E quando procuram a Polícia, não há nenhum espaço nos boletins de ocorrência que informem a orientação sexual". No centro, os homossexuais recebem assistência jurídica, psicológica e social. "Quando elas ainda não registraram boletim de ocorrência, fazemos o acompanhamento até a Polícia e relatamos os detalhes do crime e a condição da vítima. E a partir daí acompanhamos o andamento do inquérito policial". Além destes trabalhos, o centro também interfere em casos de exploração sexual de adolescentes travestis. Nos últimos 2 anos, foram várias denúncias de casos em Cuiabá e Várzea Grande. Proposta: Para solucionar este problema, o Centro, em parceria com a Secretaria do Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), trabalha para implantar um banco de dados e, assim, criar o mapa da violência homofóbica. A primeira proposta é acrescentar, nos boletins de ocorrência, campus que citem a orientação sexual da vítima e se há indícios de que a motivação do crime esteja relacionada a esta condição. "Nós precisamos saber até que ponto a orientação sexual interfere na agressividade praticada no crime". Segundo a coordenadora, hoje todos os crimes contra homossexuais são considerados "crimes homofóbicos". "Percebemos que a condição sexual dos mesmos é uma vulnerabilidade. Em todos estes crimes que temos conhecimento, não há vulnerabilidade social, de grau de instrução, ou outra, e sim pela condição sexual". Um exemplo comum, segundo ela, são os assaltos. "Ao descobrir que a pessoa é HOMOSSEXUAL, ocorre a agressão verbal e física". Um caso denunciado, recentemente, ocorreu na região do Zero Quilômetro, em Várzea Grande. A presidente da Associação dos Travestis, Lilith Prado, foi espancada durante um assalto e procurou a Polícia para denunciar o crime. Lilith relatou que estava sentada em frente a um motel, por volta das 5h, aguardando um táxi quando o agressor chegou, sem camisa, e perguntou quanto era o programa. Ela respondeu que já havia encerrado o trabalho e aguardava a condução para ir embora. A resposta não agradou o rapaz que chutou o rosto dela e tentou pegar a bolsa. Lilith ainda tentou evitar que seus pertences fossem levados, mas o acusado a ameaçou com uma faca e ela acabou desistindo. Ainda conforme a presidente, vários crimes desta natureza ocorrem na região, porém, as vítimas não procuraram a Polícia por medo. O caso foi acompanhado pelo Centro de Referência no Combate à Homofobia e, alguns dias depois, o agressor, que foi identificado através da placa do carro, se apresentou. Para a Polícia, não houve crime de homofobia e sim lesão corporal grave. Esta é uma dificuldade enfrentada. O crime de homofobia não é tipificado e, quando denunciado, acaba enquadrado em lesão corporal ou agressão verbal. Medo - Outro trabalho que o centro quer desenvolver é com a população LGBT. Atualmente, não há números sobre quantos homossexuais existe no Estado, o que também dificulta os trabalhos de conscientização e orientação. Conforme a coordenadora, a proposta é criar uma página na internet onde o internauta poderá se cadastrar, livremente, e terá os dados validados pelo centro e mantidos em sigilo. "Com base nestes dados poderemos implantar políticas públicas para orientar esta parcela da população sobre seus direitos e oferecer a assistência devida nos casos de crimes".
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Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
Monto sites, configuro computadores, configuro skype, gtalk, voip etc... Se você faz parte do terceiro setor e tem dificuldades com TI, entre em contato pelo fone 11 95285170.
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