Category: Aspectos Psicológicos e psiquiátricos Created on Tuesday, 02 June 2009 16:39 Last Updated on Tuesday, 02 June 2009 16:39 Published on Tuesday, 02 June 2009 16:39 Hits: 5407
A dependência de álcool é uma das doenças psiquiátricas de maior prevalência. No Brasil, estima-se (não há estatísticas oficiais) que em torno de 15% da população tenha problemas com o uso de álcool. Em pesquisa nos Estados Unidos, encontrou-se uma prevalência do diagnóstico de dependência de álcool durante a vida (lifetime prevalence) de 20,1 %.
Devido a sua alta prevalência e os efeitos devastadores sobre os vários sistemas do organismo, o alcoolista está presente na clientela de praticamente todas as especialidades médicas.
Na infecção pelo HIV, o alcoolismo é ainda mais freqüente. Os homossexuais e usuários de drogas, parcela considerável dos pacientes infectados, apresentam prevalência ainda maior de abuso e dependência de álcool. Outro fato importante é que o uso de álcool é associado a sexo de risco (sem preservativos) em populações de jovens heterossexuais.
O tratamento de pacientes com dependência de álcool é complexo e com resultados ainda pouco animadores. O índice de abandono de tratamento e recaídas são altos.
A abordagem do alcoolista infectado pelo HIV não é diferente do não-infectado. Alguns aspectos básicos do tratamento são listados a seguir:
1. É importante estabelecer um bom vínculo com o paciente. Julgamentos morais impedem o estabelecimento de uma boa relação médico-paciente, essencial nestes casos.
2. O profissional deve encarar o alcoolismo como doença e não corno "sem-vergonhice".
3. As diversas formas de tratamento não são excludentes e podem ser empregadas concomitantemente (farmacologia, psicoterapia, abordagem familiar, grupos de auto-ajuda - Alcoólatras Anônimos grupos religiosos, entre outros).
4. As recaídas fazem parte da evolução e não devem ser vistas necessariamente como falha terapêutica.
5. A parada da ingestão do álcool deve ser abrupta e almeja-se a abstinência total na grande maioria dos casos.
6. Não se deve tolerar o uso da substância na institutição nem a vinda do paciente intoxicado à consulta.
O tratamento apresenta duas etapas:
- Desintoxicação e tratamento da abstinência. Uso de benzodiazepínicos, suplementação vítamínica e medidas de suporte.
- Prevenção de recaídas. Psicoterapia e uso de fármacos em determinados casos. Para tratamento do alcoolismo pode-se utilizar medicação aversiva (antabuse) ou antagonista dos receptores opióides - naltrexone - que diminui o desejo de beber e a gravidade das recaídas
Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
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