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Como abordar indivíduos soronegativos para o HIV, sem comportamento de risco, que procuram repetidamente serviços de saúde para realização da sorologia anti-HIV?

Como abordar indivíduos soronegativos para o HIV, sem comportamento de risco, que procuram repetidamente serviços de saúde para realização da sorologia anti-HIV?

 

O traço comum a estes indivíduos é o fato deles considerarem-se sob o risco de contaminação. Muitas vezes o medo da contaminação deriva de algo real, como a existência no passado de um comportamento de risco, e outras vezes este medo decorre de fantasias ou mesmo de delírios e alucinações. Tudo isto resulta em um intenso sentimento de culpa que só poderia ser aplacado pela presença de infecção pelo HIV, que significaria castigo.

Esta representação do HIV/AIDS como castigo faz parte do imaginário social em torno da AIDS. Nesta construção social, derivada da dificuldade em se lidar com a sexualidade e a morte, a AIDS foi caracterizada inicialmente como doença de homossexuais. Num segundo momento passou a ser associada a grupos sociais considerados transgressores, marginais à sociedade (profissionais do sexo, homossexuais, travestis, usuário de drogas). A AIDS, enquanto doença, é caracterizada como contagiosa, incurável e mortal, por isso ela se toma a própria metáfora da peste, com a função de desmascarar e punir aqueles que ousaram transgredir as normas sociais. Apesar de sabermos que a AIDS pode atingir a todos os indivíduos, esta significação subsiste no imaginário social e pessoal.

Cercado por estas representações sociais, o medo da contaminação adquire status de certeza na dinâmica psíquica do sujeito. O que está em jogo é a eclosão dos desejos inconscientes reprimidos até então, considerados proibidos, sendo portanto fonte de angústia e intensos conflitos. Em busca de livrar-se da angústia e do sentimento de culpa este sujeito pode de forma inconsciente colocar-se em situações de risco e até mesmo se contaminar.

Este funcionamento pode existir com diferentes especificidades nas várias estruturações psíquicas. É fundamental que todos estes indivíduos sejam encaminhados para uma avaliação psicológica e psicoterápica, e se necessário um acompanhamento psiquiátrico.

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Hoje é dia vinte e cinco de Maio , Sexta-feira, do ano dois mil e doze!
Olá! Bom dia! Seja bem vindo(a) 09:22
Encontramos o que buscamos, porque merecemos o que procuramos..
Há vida depois do HIV! Há vida com HIV!
Mas com preconceito.... NÃO!

Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.

O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de

atividades na comunidade onde se vive.

“Constituição Da República Federativa Do Brasil:

TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos


Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À

Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”

Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".

Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.

Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos


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