Category: Trabalhadoras do Sexo Created on Monday, 23 August 2010 14:01 Last Updated on Monday, 23 August 2010 14:01 Published on Monday, 23 August 2010 14:01 Hits: 4171
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DIÁRIO DE NATAL - RN | CIDADES
Sem conhecimento das famílias, rapazes se prostituem atendendo um público variado
Andrielle Mendes // This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. Especial para o Diário de Natal Quando deitou na cama ao lado de outro homem, Anderson se sentiu o cara mais esperto do planeta, igual ao astronauta que pisou na lua pela primeira vez. O cliente era mais velho e exigiu serviço completo. "Até hoje me lembro. Foi num motel perto da Feira do Carrasco. Eu estava na Ribeira tomando cachaça com os ambulantes que trabalhavam num ponto de ônibus. Tinha tomado quase um litro. Aí chegou um HOMOSSEXUAL. Ele me chamou. Eu aceitei. Ele disse "vamos para tal motel". Eu disse "vamos". Ele falou "vai eu e um colega, vai você e outro". Eu disse " tá beleza"". Naquele dia, Anderson se tornou um garoto de programa. Assim como ele, que teve poucas oportunidades de estudo e tem baixo poder aquisitivo, muitos passam a encarar o sexo como profissão. Anderson, que está na atividade há 12 anos, diz que a timidez, que era problema no início, não o atrapalha mais Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press Hoje, Anderson tem 25 anos. Faz programa desde os 13. Só a mãe dele sabe - a namorada nem suspeita. A mãe só descobriu depois que ele pegou GONORRÉIA. "Minha mãe também era garota de programa. Começou a fazer para sustentar a família. Ela sempre tentou excluir a gente dessa vida. Mas eu era novo, queria ir para festa, queria sair. Meus pais não tinham dinheiro. Então, ou você arruma trabalho ou dá um jeito. Roubar eu não ia. Vender drogas também não. Vi um monte de colega morrer por causa disso. Então encontrei um meio mais fácil que ia me dar prazer e dinheiro". Quando o cliente exige que ele fique a noite inteira, o valor é mais alto. Pode chegar a R$ 200 por noite. Quando o cliente quer um "serviço rápido", o valor é mais baixo. Fica entre R$ 50 e R$ 70. Os clientes são geralmente homens. Não há faixa etária específica nem renda."No começo, fica aquele negócio chato. Aquela timidez. Antigamente, eu marcava um programa, ia para um motel e ficava com vergonha de tirar a roupa na frente do cliente. Hoje em dia, já vou entrando pelado. Quando o cara diz "feche a porta", eu já estou pelado com a porta fechada". Para casal o programa também é mais caro. Anderson já chegou a receber entre R$500 e R$ 600 num só programa. "Eu estava num restaurante com um colega e chegaram mãe e filha, as duas casadas, e chamaram a gente. O garçom nos conhecia. Quando os garçons conhecem uma mulher que sai com garotos e paga bem, eles chegam para gente e falam. A gente dá uma gorjeta e pede para ele colocar um copo de uísque na mesa onde a mulher está. O garçom entrega o copo e aponta para a gente. Ela vem até a mesa e aí rola. Nesta noite, recebi de R$ 500 a R$ 600. Eu saí com a mãe e meu colega com a filha dela. Não sei quanto meu colega recebeu. Não perguntei. Fomos todos juntos para um motel, fizemos o nosso trabalho e fomos embora". Segundo Anderson, foi a falta de oportunidade que o empurrou para as ruas. Hoje, a maioria dos clientes dele são fixos. "São eles que vem atrás da gente, não é a gente que vai atrás deles". |
Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
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