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Infeção pelo VIH associada a um aumento de cirurgias às cataratas Michael Carter Published: 28 November 2011 De acordo com um estudo dinamarquês, publicado no Clinical Infectious Diseases, os doentes seropositivos para a infeção pelo VIH têm significativamente mais hipóteses de ser submetidos a cirurgia para remoção de cataratas oculares.
Uma baixa contagem de células CD4, antes e depois do início da Terapêutica Antirretroviral (TAR) foi associada ao aparecimento de cataratas mas não houve nenhuma evidência de que algum medicamento antirretroviral estivesse individualmente associado a um risco mais elevado desta doença. As cataratas são opacidades que se desenvolvem no cristalino do olho, seja como resultado do envelhecimento, seja como consequência a longo prazo de infeções virais e inflamações oculares.
O tratamento a longo prazo com corticosteroides pode igualmente elevar o risco de desenvolvimento de catarata. Os investigadores sugerem que as cataratas pode ser uma das “doenças do envelhecimento” associadas ao VIH.
Acrescentam que os médicos devem estar cientes desta condição, “contudo, tendo em conta o nível do excesso de risco não parece haver indicação para exames oftalmológicos especiais ou alterações nos esquemas terapêuticos.” Os avanços no tratamento e nos cuidados resultaram em melhorias dramáticas na esperança de vida dos doentes com VIH.
No entanto, esta expectativa continua ser menor nos doentes seropositivos para a infeção pelo VIH do que na população em geral. Isto deve-se parcialmente ao facto de os doentes infetados com VIH terem um risco aumentado das chamadas doenças de envelhecimento, por exemplo doença cardiovascular, problemas renais e hepáticos, osteoporose e alguns tipos de cancro. As razões exatas para isto são controversas, mas podem incluir supressão imunitária, os efeitos inflamatórios do VIH, coinfecções, fatores de estilo de vida e efeitos secundários de alguns medicamentos antirretrovirais.
As cataratas são bem reconhecidas como uma doença de uma idade mais avançada e os investigadores dinamarqueses quiseram verificar se ocorria com maior frequência nos doentes seropositivos do que na população geral. A amostra do estudo incluiu 5 315 doentes na coorte nacional de seropositivos da Dinamarca.
Cada doente foi comparado com 10 pessoas seronegativas, do mesmo sexo e da mesma faixa etária, entre a população dinamarquesa. Os investigadores compararam a incidência de cirurgias às cataratas entre a população seropositiva e seronegativa. Conduziram também uma série de análises para verificar se havia alguns fatores associados com a formação de cataratas nos doentes seropositivos.
Três quartos dos doentes seropositivos eram homens com idade média de 37 anos. As pessoas seropositivas contribuíram com um total de 44 561 pessoas/ano de seguimento e a população de controle contribuiu com 555 902 pessoas/ano.
As cirurgias às cataratas foram realizadas em 90 (1,7%) doentes seropositivos e 718 (1,4%) do grupo de controlo. A doença ocular que pode predispor uma pessoa às cataratas foi detetada em 252 (5%) dos doentes com infeção pelo VIH e 494 (1%) das pessoas seronegativas.
No geral, os investigadores encontraram um risco mais elevado de cirurgia às cataratas na população seropositiva comparada com os controlos (IRR = 1,87%; 95% CI, 1,50-2,33).
Uma contagem de células CD4 abaixo das 200/mm3 foi associada a um risco aumentado de cirurgia às cataratas tanto antes (IRR = 3,11; 95% CI, 1,26-7,63) como depois (IRR = 4,74; 95% CI, 2,60-8,62) de iniciar o tratamento.
A comparação com os controles seronegativos demostrou que as pessoas infetadas tratadas com medicamentos antirretrovirais e contagem de células CD4 abaixo das 200 cópias tinham também um risco significativamente aumentado de serem operadas às cataratas (IRR = 1,87; 95% CI, 1,46-2,39).
Contudo, não houve evidência de que algum medicamento antirretroviral aumentasse o risco de catarata.
“Este estudo relacionou um risco mais elevado de cirurgia de cataratas em pessoas infetadas pelo VIH, comparadas com pessoas do mesmo sexo e idade na coorte de pessoas não infetadas, comentam os investigadores. “Embora o risco de doença ocular que predisponha ao aparecimento de cataratas seja mais elevado nas pessoas infetadas pelo VIH, concluímos que o risco de cirurgia às cataratas não se devia simplesmente à elevada ocorrência de tais eventos”.
Eles realçam que uma contagem de células CD4 abaixo das 200/mm3 parece estar associada a um risco especialmente aumentado de aparecimento de cataratas independentemente da utilização de medicação antirretroviral, acrescentando que não foi observado um excesso de risco significativo após o início de abacavir, tenofovir, Inibidores da Protease, ou INNTR.
O aparente risco aumentado era visível em todas as faixas etárias acima dos 35 anos de idade.
Os investigadores não têm certezas sobre as razões exatas pela qual a infeção pelo VH está associada com um aumento do risco de cataratas.
A doença ocular foi considerada como uma causa possível, bem como os efeitos secundários provocados pelos medicamentos antirretrovirais.
Contudo, eles acrescentam que a utilização da terapêutica antirretroviral “também pode ser indicador de uma população com um risco acrescido de desenvolvimento de uma doença mais do que a indicação de efeitos tóxicos a nível ocular induzidos pela Terapêutica Antirretroviral Altamente Eficaz (HAART, em inglês).”
Os investigadores concluem que a infecção pelo VIH tem sido associada a um aumento de risco de doença cardiovascular e outras doenças de envelhecimento, e o envelhecimento precoce na população infetada pelo VIH não pode ser excluído como uma das razões possíveis da explicação.
Referência Rasmussen LD et al. Risk of cataract surgery in HIV-infected individuals: a Danish nationwide population-based cohort study. Clin Infect Dis, doi: 10.1093/cid/cir675, 2011 (clique aqui para aceder gratuitamente ao abstract).
Tradução GAT - Grupo Português de Activista sobre Tratamentos VIH/SIDA
Alerta Tuberculose é principal causa de morte de doentes com sida
Em 2008, meio milhão de pessoas com VIH morreu de tuberculose
Last Updated on Wednesday, 07 March 2012 16:31
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AIDS | HEPATITE | ANTIRRETROVIRAIS Após anos de negociação, a Gilead Science aceitou que versões genéricas de 4 medicamentos para AIDS e HEPATITE B sejam produzidas por um consórcio internacional e distribuídas para pacientes de 111 países pobres; empresa receberá até 5% das vendas Jamil Chade - O Estado de S.Paulo CORRESPONDENTE / GENEBRA Após mais de uma década de guerra diplomática e ameaças de quebra de patentes, farmacêuticas e organismos internacionais de saúde chegaram a um acordo que marca um novo modelo de cooperação na luta contra a AIDS. Pelo pacto, os ANTIRRETROVIRAIS com patente serão produzidos na versão genérica por um consórcio internacional. O objetivo é fazer com que eles cheguem a 111 países pobres, gerando uma economia de US$ 1 bilhão (R$ 1,57 bilhão) por ano. "Hoje estamos começando uma nova era na resposta mundial contra a AIDS", declarou o diretor executivo da Unaids (órgão das Nações Unidas que trata de AIDS), Michel Sidibé. "O acordo prova que os setores público e privado podem dar as mãos pelo bem da saúde do mundo." Ontem, a Gilead Science aceitou levantar a patente de quatro medicamentos para AIDS e HEPATITE B, que terão a versão genérica produzida por um consórcio internacional. O consórcio está ligado à Unitaid, um fundo internacional criado em 2003 pelo Brasil e pela França, que é alimentado com taxas que incidem sobre passagens aéreas. Na prática, trata-se de uma licença compulsória negociada. O acordo inclui remédios como tenofovir e emtricitabine, dois dos principais componentes das novas terapias contra a AIDS. Medicamentos como cobicistat e elvitegravir, assim como uma combinação de remédios em uma pílula, também poderão ser produzidos na versão genérica. Muitos países em desenvolvimento não contam até hoje com esses remédios. "As pessoas nos países pobres têm de esperar por anos até ter acesso às novas tecnologias", afirmou a diretora do consórcio, Ellen"t Hoen. "Hoje, estamos mudando isso." Negociação. Durante meses, empresas multinacionais do setor farmacêutico resistiram à ideia. Elas temiam que os remédios acabassem em mercados como do Brasil e da China. O entendimento, porém, foi de que nações de renda média não poderiam ter acesso aos medicamentos produzidos pelo consórcio. A organização Médicos Sem Fronteira criticou a exclusão desses países, alegando que eles também enfrentam problemas para financiar o acesso a remédios. "É uma grande conquista", declarou James Love, um dos principais ativistas, que há dez anos luta pela criação de consórcios internacionais. Segundo ele, a Gilead sofreu grande pressão por parte de multinacionais para que não fechasse o acordo. "Elas sabem que agora haverá uma pressão extra para que sigam a mesma linha." O consórcio ligado à Unitaid negocia acordos similares com a GlaxoSmithKline, Pfizer, Bristol-Myers Squibb, Roche, Boehringer Ingelheim e Sequoia Pharmaceuticals. "Não se trata de uma ação isolada. O setor inteiro está mudando", comemorou Ellen. Se todos os acordos saírem do papel, a previsão é de que países pobres gastarão US$ 1 bilhão a menos por ano com remédios para portadores do vírus HIV. Love argumenta que os laboratórios também ganharão, pois receberão dinheiro de países que jamais comprariam a versão original. As empresas ficarão com algo entre 3% e 5% do valor das vendas dos remédios. A AIDS afeta hoje 33 milhões de pessoas no mundo, mas apenas 6,6 milhões têm acesso a remédios. A ONU espera que, em 2015, pelo menos 15 milhões recebam os medicamentos. PARA LEMBRAR Brasil quebrou patente em 2001 A primeira vez que o Brasil quebrou a patente de um medicamento foi em 2001. Na época, por considerar abusivo o preço do nelfinavir, o então ministro da Saúde, José Serra, decidiu pedir o licenciamento compulsório da patente do remédio antiaids fabricado pela Roche. O ministro esperava que a empresa reduzisse o preço do remédio pela metade, o que não ocorreu - a Merck Sharp & Dome havia diminuído em 70% o preço de dois medicamentos do coquetel antiaids. O governo justificou a medida com o artigo 71 da lei brasileira de patentes, que permite o licenciamento compulsório em caso de "emergência nacional ou interesse público, declarados em ato do Poder Executivo Federal". O ESTADO DE S. PAULO - SP | VIDA |
Last Updated on Wednesday, 13 July 2011 13:24
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Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
Monto sites, configuro computadores, configuro skype, gtalk, voip etc... Se você faz parte do terceiro setor e tem dificuldades com TI, entre em contato pelo fone 11 95285170.
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