| A tal hora de contar |
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| Depoimentos Pessoais de Soropositivos - Amarilis |
| Escrito por Republicado por Cláudio Santos de Souza |
| Dom, 31 de Maio de 2009 09:56 |
A tal hora de contar.Minha história é simples e corriqueira. Fui contaminada pelo meu ex-marido há oito anos. Sou assintomática e só descobri o vírus em 1999. A separação aconteceu em 1992. Desde então, nunca mais o vi, mesmo porque não tivemos filhos. Soube que ele andou me rodeando nos idos de 1994, mas creio eu, não teve coragem de se aproximar. Acredito que foi quando descobriu sua soropositividade. Mais tarde, recebi um recadinho indireto, através de uma amiga que o encontrou casualmente na rua, para que eu fizesse um exame anti-HIV. Gostaria que ele tivesse me contado antes, porque assim, eu poderia estar me tratando há mais tempo. Trabalho na área de educação e, há uns três anos, resolvi escrever um livro sobre prevenção da Aids, dirigido a crianças em fase pré-escolar; linguagem lúdica, simples e infantil. Pesquisei, li, estudei muito sobre o assunto e escrevi a história sempre me colocando na posição de portadora do HIV. Eu já era e não sabia... Tomei os maiores e todos os cuidados quanto à redação para não deixar nenhum tipo de "má-interpretação", idéia de preconceito ou discriminação, sempre valorizando a solidariedade e a cidadania. O livro foi pedagogicamente revisto e aprovado, e por essa época, fiz uma cirurgia simples. Foi quando descobriram a minha sorologia, por ironia do destino. Parece que aquele meu trabalho havia aparecido na minha vida para me preparar à minha própria realidade. Depois da minha separação, minhas relações sexuais foram sempre seguras. Mas - puxa! - como é difícil! Conheci, há pouco tempo, um cara negativo... e boooom! Paixão imediata, uma loucura, uma vontade louca de se ver, de estar junto, de se tocar, de se ouvir, aquelas coisas todas. A relação foi esquentando até que chegou a "tal" hora de contar. Meu mundo desabou novamente como quando descobri o vírus. Foi a minha primeira paixão pós-HIV. Na hora, ele aceitou, disse que não havia problema nenhum, e aquela balela toda, mas com o correr dos dias, a distância entre nós foi se tornando maior, até que nem nos falávamos mais. Droga de sentimento de rejeição. E estou aqui, viva, graças a Deus, um ano depois da descoberta, vivendo o melhor possível. Assintomática, mantenho rigorosamente meu tratamento e trabalho muito p/ pôr em prática projetos que tenho iniciados, alguns pedagógicos, outros de minha vida pessoal. Amaryllis Nota do editor: Amarilis nos deixou no ano de 2003, vítima de complicações de uma doença oportunista. Deixou, entre nós, um espaço impreenchível... Share This Post
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| Última atualização em Sex, 18 de Dezembro de 2009 04:53 |
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É A PRIMEIRA VEZ QUE ESCREVO A RESPEITO SOU SOROPOSITIVO A 7 ANOS,COMECEI A TOMAR COQUETEL ESTE ANO,PEGUEI HIV DE MEU ESPOSO MAIS AINDA NÃO SABEMOS COMO,MEU MARIDO FICOU MUITO DOENTE FOIAO MÉDITO VEIO O RESULTADO,FIZ O EXAME JÁ SABENDO DO RESULTADO,TENTO ESQUECER,TRABALHO MUITO AS VZ ESQUEÇO,MAIS FICO APAVORADA QUANDO LEMBRO,NÃO CONTEI A NINGUÉM,TENHO MEDO DO PRECONCEITO,TENHO UM CARGO IMPORTANTE EM UMA EMPRESA,NA MINHA FAMILIA SEMPRE FUI A CERTINHA,A CORRETA ONDE TODOS PEDEM CONSELHOS PEDEM AJUDA,JÁ ESTIVE PIOR COM VONTADE DE SEPARAR SUMIR NO MUNDO,MAS NÃO SEPAREI TENTO LEVAR UMA VIDA NORMAL MAS SÓ EU SEI O QUE SE PASSA,SINTO RAIVA DO MEU MARIDO,MAS LOGO PENSO QUE TAMBÉM É UMA VITIMA,TEMOS UMA FILHA DE 12 ANOS QUE ACREDITO NÃO TER A DOENÇA POIS TEM UMA SAUDE DE FERRO E NUNCA QUIZ FAZER O EXAME.
AS VEZES PENSO EM REVELAR PELO MENOS PARA MINHA FAMILIA,MORO EM UMA CIDADE PEQUENA SOU CONHECIDA TENHO MUITO MEDO,TENHO MEDO DO FUTURO.QUERIA APENAS DESABAFAR OBRIGADA.