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Agosto de 2010

Estupro de menina de 14 anos: Terror entre paredes

CORREIO BRAZILIENSE - DF | CIDADES


Garota de 14 anos é atraída por colega a uma festa. No local, é drogada e estuprada. Sua virgindade teria sido o ´brinde` de um sorteio. Cinco acusados estão presos.

estupro

» MARIANA MOREIRA

Uma adolescente de 14 anos, moradora de Ceilândia, enfrentou momentos de terror por confiar em uma colega de escola.

Após aceitar o convite para uma festa, ela foi levada a uma casa na QR 603 do Recanto das Emas, de onde só saiu quatro dias depois.

Durante esse período, ela garante que foi constantemente drogada e recorda-se de ter sido estuprada, pelo menos, uma vez.

Pior: a menina, até então virgem, teria sido o "brinde" de uma rifa.

Quem vencesse o sorteio, cuja inscrição teria custado R$ 50, poderia manter relações sexuais com ela. Cinco pessoas, entre elas uma garota de 16 anos, foram presas pelo crime desvendado na sexta-feira última.

O sofrimento da garota começou no último dia 12. Depois do horário de aulas, enquanto seguia para casa, por volta das 19h, ela foi convidada pela colega - a adolescente de 16 anos - para ir a uma comemoração no Recanto das Emas. A menina chegou a ponderar que teria problemas com a mãe, mas foi convencida pela colega, que já está internada no Centro de Atendimento Juvenil Especializado (Caje).

Segundo o chefe da 24ª Delegacia de Polícia (Setor O de Ceilândia), Fernando Fernandes, responsável pelas investigações, a adolescente atraiu a vítima para a festa em troca de dinheiro.

Aparentando ser mais velha, a acusada já foi expulsa de várias escolas e tem passagens por uso de drogas, roubo, lesão corporal, furto e tráfico. Logo após ser detida, na última sexta-feira, confessou ter recebido R$ 200 para levar a menina virgem até a festa.

Durante o depoimento, não confirmou a informação.

Após chegar ao lugar em que seria mantida em cativeiro, a vítima conta, em seu depoimento, que teria encontrado dois homens mais velhos na casa. Um deles teria sido o vencedor do sorteio. Quando o homem veio em sua direção, ela disse que tinha apenas 14 anos e era virgem.

Ao ouvir a idade da garota, ele teria comentado que a menina poderia ser sua filha e desistido de consumar o ato.

Na primeira noite em que esteve na casa, ela não foi drogada ou violentada. Depois que a colega que a aliciou foi embora, ficou sob os cuidados da dona do imóvel, identificada como Gleiciane Pires de Souza, 22 anos. A mulher, que está presa, teria insistido para que a garota ficasse com o "vencedor" do sorteio, já que ele poderia dar dinheiro pra ela. Desesperada, a garota pedia para ir embora.

Mais tarde, depois que os homens mais velhos deixaram o local, outros três chegaram à casa. No dia seguinte, quando a vítima conta ter sido forçada a ingerir álcool com aditivos químicos (método conhecido como Boa Noite, Cinderela), além de maconha e cocaína. Depois de ficar desacordada por alguns momentos, voltou à consciência e viu um homem deitado sobre ela. Exames preliminares confirmam que houve abuso sexual. O laudo indica que a garota teve o hímen rompido recentemente e há sinais de fissuras anais.

Confissão O autor confesso do estupro é Jeferson Silva Assunção, 21 anos.

Ele está preso. Ainda não há provas de que os outros dois rapazes - Evilásio Pires de Souza e Maicon Douglas da Silva, ambos de 18 anos, que também estão na cadeia - teriam violentado a menina, mas em um dos momentos em que esteve consciente, ela acordou seminua ao lado de todos eles, também trajando poucas roupas. Enquanto esteve na casa, ela recorda-se apenas que todos passavam os dias em colchonetes jogados no chão e faziam ameaças para que ela não deixasse a residência.

As torturas e o cativeiro duraram até o último dia 16. Naquela data, ao acordar com manchas roxas e dores por todo o corpo, a menina foi obrigada por Gleiciane, segundo a vítima conta em depoimento, a ingerir a PÍLULA DO DIA SEGUINTE, para evitar uma possível gravidez. No fim da manhã, a colega que a atraiu para a armadilha foi buscá-la e deixou a menina perto de casa. Antes de se separarem, ela teria ouvido a seguinte ameaça: se contasse para alguém o que tinha acontecido, toda a família dela seria assassinada.

Com medo, a vítima guardou segredo por quatro dias, mas, diante do comportamento alterado da filha, a mãe, uma cozinheira de 35 anos, levou a menina à delegacia. Enquanto conversava com agentes treinados para lidar com a violência contra a mulher, a adolescente admitiu o drama que sofreu. Na mesma noite, indicou para a polícia o local em que foi mantida e cinco acusados foram presos.

Os detalhes do crime só foram conhecidos na última sexta-feira.

A mãe da garota, que chegou a registrar queixa de desaparecimento da filha, relata que recebe ameaças por telefone e só pensa em se mudar para um lugar bem distante (veja entrevista ao lado).

Outros alvos

Até o momento, os cinco envolvidos no caso foram presos por formação de quadrilha. Diante das evidências de abuso sexual apontadas pelo laudo preliminar, eles também serão indiciados por estupro, cárcere privado e corrupção de menores. Somadas, as penas podem variar de 6 a 15 anos de reclusão. A adolescente envolvida responderá pelos mesmos atos infracionais e poderá pegar até três anos de internação. Dois homens mais velhos e um amigo ou parente da dona da casa também estiveram no local e a polícia investiga suas identidades.

Vídeos na internet

Memória

Em março de 2008, um crime sexual chocou a cidade de Luziânia (GO). Uma garota de apenas 13 anos teria praticado sexo com seis colegas de escola em menos de duas horas. A festa, regada a vodca e música funk, teria ocorrido na casa do pai de um dos estudantes. Durante a orgia, os participantes teriam filmado o crime e os vídeos circularam por páginas da internet. Graças às imagens, a mãe da menina procurou a Delegacia de Apuração de Atos Infracionais da cidade. A delegada responsável pelo caso, Dilamar Aparecida Souza, apontou cinco autores para o crime. O dono da casa e seu filho mais velho foram indiciados por omissão. Em entrevista ao Correio, a adolescente admitiu ter permitido as relações sexuais, mas por ter menos de 14 anos à época foi considerada vítima de estupro presumido.

Três perguntas para A MÃE DA VÍTIMA: O que a senhora fez ao perceber que sua filha não voltava para casa, após a escola? Quando vi que tinha dado 19h e ela não tinha voltado, bati na porta da escola e o porteiro me avisou que todos já tinham saído. Até depois de oito da noite, ela não tinha voltado. Fui até a delegacia e me disseram que só podia registrar um boletim de ocorrência 24 horas depois do sumiço dela. Na manhã seguinte, sexta-feira, fui ao colégio e uma professora me disse que ela tinha sido vista com a colega que a levou para a festa. Estive na casa da menina e ela negou que estivesse com a minha filha. Tenho pena dela, porque é fraca e não ajudou uma mãe em sofrimento. Cheguei a procurar um canal de televisão, visitei a família toda atrás dela e até preguei cartazes pelas ruas. Como a sua filha foi encontrada? Na segunda-feira, logo depois da liberação da minha filha, a diretora da escola me ligou dizendo que ela tinha sido vista perto de um lava a jato. Como eu estava na casa de um parente à procura dela, pedi pra minha filha mais velha procurá-la pelas ruas. A mais velha a encontrou em frente a um mercado, com muitas dores na barriga, nas pernas, com manchas roxas pelo corpo, drogada, sem dizer nada com nada. Depois de chegar em casa, me disse que passou dois dias sem comer e dormiu durante horas. Como sofreu ameaça, ela ficou guardando a história. Só contou para a equipe da delegacia. Até hoje não sei os detalhes.

Quais são os próximos passos para tentar ajudá-la a superar o trauma? Proibi minha filha de ir à escola, porque o trauma foi muito grande. Hoje, ela só diz que quer justiça, quer que essas pessoas paguem e pede para ir embora daqui. Também quero ir, as nossas coisas até já estão encaixotadas. Mas não posso pegar meus filhos e sair por aí sem nenhum dinheiro. Nos últimos dias, voltei a dormir, mas ainda não consigo comer nada. Vivo à base de remédios, para ficar calma e para tentar dar força e apoio pra minha filha. Não consigo transmitir a dor que sinto e queria que as mães ficassem mais atentas, levassem e buscassem seus filhos à escola. Se eu tivesse mais tempo para ficar com ela, talvez pudesse ter evitado tudo o que aconteceu.

Last Updated on Wednesday, 25 August 2010 07:37

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A culpa dos inocentes –Artigo- Incesto

O GLOBO | OPINIÃO

DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS

28/08/2010

 

GLÁUCIO ARY DILLON SOARES

incesto

A reação de uma jovem negra ao incesto paterno, de ausentismo e fantasias, tão bem descrita no livro "Push", de uma autora negra chamada Sapphire (tema de um filme de impacto, "Preciosa"), se caracteriza por se ausentar, por pensar em outras coisas, para não sentir, para fugir. Sapphire ficou impressionada com a declaração de uma jovem negra que tinha filhos com o pai. Outra reação comum é apertar os dentes e "esperar que acabe". Foi a reação de Tatiana, jovem que entrevistei, vítima de estupro da parte do pai e da mãe também.

Porém, nem todas as vítimas apresentam reações semelhantes. Muitas, em estado de confusão e sem entender o que está acontecendo, "sentem" que algo está sendo feito em seu corpo. Um exemplo é o de Sabrina. Sabrina, quando menina, teve "uma educação católica, amava São Francisco de Assis e adorava cantar na capela".

Era filha de uma relação extraconjugal. A mãe, solteira e empregada doméstica, teve uma relação conturbada com um homem casado.

Sabrina não pôde se beneficiar de uma presença paterna, porém, segundo ela, a ausência paterna era pouco notada. O pai a via pouco, mas a presenteava, estabelecendo um vínculo: "...quando o via era pura alegria. Muito criança para entender..." Mas a relação entre os pais era instável e, mesmo à distância, terminou.

A mãe continuou tentando compatibilizar sua vida de mulher, de fêmea, e as funções de mãe. "Conheci dois namorados dela e os aceitei sem restrições, porque o ciúme ainda não tinha se manifestado em mim. Por volta dos [meus] nove anos, minha mãe conheceu um homem (casado) que veio a ser meu padrasto. Ele largou a família e assumiu compromisso com minha mãe... [e] foi morar na nossa casa. Era um excelente provedor. Minha mãe deixou o trabalho e passou a cuidar do lar. Novamente, aceitei dividir minha mãe com outra pessoa." Algum tempo depois, "começaram os problemas. Meu padrasto começou a me molestar sexualmente. Beijava minha boca e me bolinava. Esfregava seu pênis na minha vagina. Pedia silêncio em troca de agrados e promessas...a situação foi se tornando constante e só parou quando tive minha primeira menstruação, por volta dos doze anos. Não posso negar que a coisa se tornou prazerosa, seria hipócrita se dissesse o contrário. Se pegarem um bebê e bolinarem seu sexo ele ficará ereto". A estória continuou. O efeito dessa relação socialmente (mas não biologicamente) incestuosa foi profundo e não terminou. Sabrina continua sofrendo. A culpa e a vergonha reaparecem sem dar aviso.

Marina Maggessi, extraordinária policial e, agora, deputada federal, escreveu um dos livros mais diretos e corajosos que já li, "Dura na queda".

Descreve o incesto em que foi vítima de um tio. O tio, tipo clássico, abeiro, não trabalhava e bebia.

Um dia propôs, como brincadeira, que ambos tirassem a roupa. Ela tinha sete anos. Agarroua, a sentou sobre ele, e a esfregou em seu pênis. A sensação para ela era estranha, mas, em momentos, boa. Achava tudo suspeito porque ele a ameaçava para "não contar".

Como em muitos casos, a suspeita levou a uma tentativa de parar a "brincadeira", mas usando o poder de tio, ele a impediu. "A brincadeira tinha virado obrigação." Marina não conseguiu contar o que acontecia para a mãe. O tio acabou sendo expulso de casa pelo pai, por outras razões, mas Marina só entendeu o que havia passado após conversar com uma colega. Algumas reações foram horríveis, como a de se sentir suja quando ia à igreja. Criança, não entendia que pecado pela força, contra a vontade, não é pecado mesmo que em algum momento o corpo infantil tivesse gostado do que aconteceu.

Essas histórias reúnem elementos comuns a muitas situações de incesto ou estupro de menores:

Dependência da mãe em relação ao homem e/ou presença de um familiar na casa ou perto; Família ausente na origem ou desestruturada posteriormente; Ameaças e/ou tentativa de suborno da menor; Faixa etária da vítima no início do abuso; Menstruação como determinante frequente do fim do abuso; Alguma sensação de prazer por parte da vítima; Consciência tardia de que o ocorrido era moralmente condenável; Sentimento de culpa e vergonha.

O abuso sexual violento deixa marcas, e pessoas que estão em contato com crianças, como parentes, professoras, pediatras, vizinhos, amigas mais velhas, poderiam identificá-las.

Os sintomas de abuso recente são claros: problemas para andar ou sentar; roupas rasgadas e/ou sujas de sangue; dores ou coceiras genitais; marcas, hematomas ou sangramentos nas áreas genitais ou na boca; gravidez ou doenças sexualmente transmissíveis; infecções urinárias frequentes etc. Terapeutas logo identificam reações de culpa e de vergonha, que são difíceis de tirar.

É preciso conscientizar, em sentido duplo: para os que lidam com crianças e adolescentes, estupro não é algo que só acontece "com os outros". Sobretudo, é importante conscientizar homens (e muitas mulheres também) de que sexo ou é consensual sempre, desde o início, ou é estupro. É preciso desconstruir o mito de que se a criança, a adolescente ou a mulher sente algum tipo de prazer, ainda que seja um orgasmo, essa reação desqualifica o estupro como tal. O estupro é definido pela ação contra a vontade da vítima em qualquer momento do processo, ou pela incapacidade de julgamento por parte da vítima (particularmente crianças, mas também alguns tipos de deficientes) e não pela resposta da mesma. O seu legado, duradouro, para as vítimas é a culpa e a vergonha.

O legado, duradouro, para as vítimas é a culpa e a vergonha

GLÁUCIO ARY DILLON SOARES é sociólogo do Instituto de Estudos Econômicos, Sociais e Políticos (Iesp) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.


Last Updated on Saturday, 28 August 2010 13:39

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Você confia nas ervas medicinais? Veja também video do Zimduck

ÉPOCA | SAUDE E BEM ESTAR

AIDS

 

ervas-medicinais

 

Drauzio Varella, o médico mais popular do Brasil, questiona a eficácia das plantas e dos fitoterápicos e cria uma enorme polêmica

O uso de plantas medicinais é um dos traços da cultura brasileira. Todo mundo já ouviu falar sobre os benefícios de determinado chá ou de medicamentos à base de plantas, os fitoterápicos. E não só no Brasil. Os fitoterápicos movimentam no mundo US$ 14 bilhões por ano. São obtidos de plantas e vendidos em forma de extrato, tintura, óleo etc. Estima-se que no Brasil esse mercado gire em torno de US$ 400 milhões por ano e empregue 100 mil pessoas. De todos os remédios colocados nas prateleiras das farmácias brasileiras, 2,8% são feitos de vegetais. E as vendas crescem em torno de 12% ao ano, segundo a consultoria do setor farmacêutico IMS Health. No setor dos medicamentos sintéticos, chamados de alopáticos, o crescimento é menor, de 5%.

Os consumidores de ervas medicinais e fitoterápicos acreditam que eles são tão seguros e eficazes quanto as drogas convencionais vendidas nas farmácias ou distribuídas nos postos de saúde. Mas talvez não sejam. É o que Drauzio Varella, o médico mais popular do Brasil, promete discutir na série "É bom pra quê?", que estreia neste domingo no Fantástico.

Há duas semanas, Drauzio falou sobre o assunto a ÉPOCA On-line. Criticou a falta de sólidas evidências científicas que poderiam justificar o uso de fitoterápicos. Condenou a política do Ministério da Saúde de distribuição de medicamentos fitoterápicos no SUS e a lista de 66 plantas medicinais preparada pela Anvisa para orientar o uso de chás. A reação foi imediata. Drauzio foi acusado de ser mal-intencionado, de estar a serviço da indústria farmacêutica, de tentar atrapalhar a candidatura de Dilma Rousseff. A polêmica explodiu, envolvendo médicos, consumidores e até o Ministério da Saúde.

Jaldo de Souza Santos, presidente do Conselho Federal de Farmácia, publicou uma carta aberta atacando o médico do Fantástico. "Achamos precipitada a sua opinião ao afirmar que a indicação de plantas e fitoterápicos é um erro", disse ele. Drauzio respondeu: "Condeno a falta de estudos clínicos dignos desse nome. Enquanto admitirmos esse empirismo irresponsável, a fitoterapia jamais será levada a sério no Brasil." No site de ÉPOCA, houve mais de 240 comentários sobre o assunto, a maioria esmagadora atacando Drauzio. No Twitter, foi criado um movimento Cala a Boca, Drauzio.

"Pelo conteúdo das críticas que recebi depois da publicação da entrevista, posso antever o que acontecerá quando a série for ao ar. Paciência", disse o médico. Drauzio pesquisa o potencial farmacológico das plantas há 15 anos. Faz expedições à Amazônia em busca de substâncias que possam demonstrar alguma eficácia contra o câncer. É um trabalho demorado. Até agora, as plantas coletadas deram origem a 2.200 extratos. Desses, 190 apresentaram alguma atividade contra células tumorais e oito serão testados em animais. Daí a desenvolver uma droga útil para seres humanos há um longo caminho. "Se eu tratasse meus pacientes de câncer com os extratos que mostraram atividade contra células malignas em nosso laboratório, seria considerado criminoso", diz. "Por que essa regra não vale para os que receitam produtos que não passaram pelos estudos de toxicidade e pelas avaliações clínicas exigidas dos medicamentos convencionais?" Esse é o cerne da controvérsia. ÉPOCA investigou os fatos e os mitos que animam a discussão do assunto.

Fitoterápicos são remédios iguais aos outros?

Não. Ervas e chás são usados há milhares de anos. À medida que a química foi se desenvolvendo, os pesquisadores começaram a isolar das plantas os princípios ativos responsáveis pela ação medicinal. Essas substâncias foram sintetizadas em laboratório. Ou seja: foram criadas a partir da imitação da estrutura química das plantas. Deram origem a drogas importantíssimas, alopáticas, como a morfina e a aspirina. Diferentemente das ervas, os fitoterápicos são classificados como remédios. São obtidos exclusivamente de vegetais e vendidos em forma de extrato, tintura, óleo, cápsulas etc. Para conseguir registrá-los como medicamentos, os fabricantes devem provar que conseguem manter a qualidade e a concentração do princípio ativo presente na planta. "Não é fácil manter a qualidade de um fitoterápico porque ele contém centenas de substâncias", diz João Ernesto de Carvalho, coordenador da divisão de farmacologia e toxicologia do Centro de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas da Unicamp. Quem toma 100 miligramas de aspirina sabe que está tomando 100 miligramas de ácido acetilsalicílico. Com os fitoterápicos é diferente. "Dependendo da época do ano e do tipo de extrato, é difícil manter a quantidade e a mesma concentração do princípio ativo", diz Carvalho.

Fitoterápicos passam pelos mesmos testes científicos das drogas alopáticas?

Em termos. Existem milhares de estudos feitos com espécies usadas em fitoterapia, entre as quais as oito distribuídas no SUS: alcachofra, aroeira, cáscara-sagrada, garra-do-diabo, guaco, isoflavonas da soja e unha-de-gato. A maioria dos estudos, porém, foi feita em animais ou com pequeno número de pacientes, por curtos períodos. Os poucos estudos feitos com centenas de pacientes não trazem conclusões inequívocas sobre a eficácia das substâncias. Se o fabricante de uma nova droga sintética tentasse aprová-la com base nesse tipo de evidência, não conseguiria. O desenvolvimento de uma nova droga sintética consome cinco etapas, cerca de dez anos de pesquisa e milhões de dólares. Na chamada fase III, a droga em investigação é comparada ao tratamento existente. Para ser aprovada, precisa comprovar que é tão boa ou melhor que o remédio já disponível. Nessa fase, a droga é testada em um grupo de até 1.000 voluntários. "Pesquisamos as evidências científicas relacionadas aos oito fitoterápicos oferecidos no SUS. Não encontramos estudos desse tipo", diz Daniel Deheinzelin, professor da Faculdade de Medicina da USP.Se os benefícios das ervas medicinais não foram comprovados pela ciência ocidental, significa que eles não existem?Não. É possível que existam benefícios não comprovados, a julgar pelo uso tradicional e milenar de ervas no cuidado da saúde. É razoável supor que existam fatos verdadeiros sobre nosso corpo que não possam ser comprovados sequer pelo método adotado nos estudos clínicos mais confiáveis. Isso significa que devemos propagar todas as crendices que aparecem? Não. Uma das histórias mais populares no Brasil é a de que suco de berinjela reduz o colesterol. Depois que uma experiência de laboratório foi mostrada num programa de TV, há mais de dez anos, o "remédio" natural ganhou, para muita gente, status de verdade científica. A dona de casa Maria de Fátima Farias Bosco, de 51 anos, mora em Macaé, Rio de Janeiro, e usa vários ingredientes naturais para cuidar da saúde. Seu colesterol baixou de 258 para 191 depois que ela reduziu os doces e a carne vermelha e começou a tomar suco de berinjela. Quem levou a fama de santo remédio? A berinjela, é claro. "Descobri o suco no Dr. Google. Foi um ótimo remédio, mas minha médica não acreditou", diz. Indivíduos têm o direito de acreditar no que bem entendem. A situação fica perigosa quando a crendice é chancelada pelas autoridades. Foi o que aconteceu na África do Sul, onde 18% da população adulta tem o vírus da AIDS. O ex-presidente Thabo Mbeki pregava o combate à doença com uma dieta à base de beterraba, batata, suco de limão e alho. A doença se espalhou.

A fitoterapia e as ervas medicinais são recursos para os pobres?

Em termos. A diretora da Organização Mundial de Saúde (OMS), Margaret Chan, disse, recentemente, que a medicina tradicional baseada em ervas tem seu valor e reduz o sofrimento de milhões de pessoas nos países em desenvolvimento. "Essa é a realidade, mas não é o ideal", afirmou. "Estimamos que 60% das crianças que vivem em alguns países africanos recebem ervas para tratar a febre provocada pela malária. Mas a malária pode matar em 24 horas e as drogas modernas melhoram enormemente as chances de sobrevivência." Os remédios naturais desempenham importante papel social, mas a adoção deles pelos governos de países como o Brasil pode ser questionada. "Não cabe às autoridades responsáveis pela saúde adotar métodos de tratamento que não têm eficácia demonstrada. Elas não podem criar uma medicina para rico e outra para pobre, baseada em tratamentos baratinhos e sem ação", afirma Drauzio. Ele diz ter visitado em Belém uma "farmácia viva", nome dado aos locais de cultivo e distribuição de plantas medicinais. "Lá existe uma plantinha que chamam de insulina. Chega uma pessoa pobre e ignorante e mandam tomar a planta, em vez do remédio receitado pelo médico", afirma. O Ministério da Saúde diz estar trabalhando num projeto de regulamentação das farmácias vivas para coibir práticas inadequadas. Segundo o ministério, os fitoterápicos e as ervas não substituem o modelo de assistência farmacêutica baseado nos medicamentos convencionais. Seriam apenas mais uma opção de tratamento entre as oferecidas pelo SUS.

Fitoterápicos, ademais, não são usados apenas por pobres. Representam a primeira escolha de milhões de pessoas em países desenvolvidos como a Alemanha e os Estados Unidos. Os adeptos enxergam duas grandes vantagens. Primeira: os remédios costumam ser mais baratos que os alopáticos. Segunda: os profissionais que receitam esse tipo de tratamento têm mais disposição para ouvir angústias. Se muitos alopatas nem sequer olham os doentes nos olhos, a atenção que os especialistas em fitoterapia oferecem faz toda a diferença.

O que é natural não faz mal?

Errado. A natureza tem venenos poderosos. É importante que o médico saiba quando o paciente está em tratamento alopático e, ao mesmo tempo, toma ervas ou fitoterápicos. O farmacêutico Roberto Adati, de 41 anos, acredita no valor dessas substâncias. Tem mestrado e doutorado no tema. Ainda assim foi surpreendido por uma manifestação inesperada. Há cinco anos, estava meio abatido e pediu ao médico uma alternativa natural. Começou a tomar cápsulas de erva-de-são-joão, usada para combater sinais de depressão leve. Depois de 20 dias, surgiram sintomas de alergia: pele vermelha e irritada e edemas. Em outra ocasião, usou unha-de-gato para aliviar dores musculares. Também sofreu alergia. "Vegetais têm princípios ativos e químicos que estimulam o sistema biológico, e podem levar a efeitos adversos como qualquer medicamento."

Doenças graves podem ser curadas com fitoterápicos e plantas medicinais?

Não. Nenhum chá, erva, alimento ou fitoterápico é capaz de curar a AIDS, o diabetes, o câncer. O uso desses produtos pode aliviar sintomas. O problema é que também pode atrasar o diagnóstico de problemas graves. No caso do câncer, há outro complicador. Muitos pacientes abandonam os alopáticos ou usam produtos alternativos junto com o tratamento convencional. Em geral, a doença avança. "O potencial das plantas é grande, mas ainda é preciso avançar uma série de degraus na pesquisa científica para ter certeza de que são eficazes", diz José Augusto Rinck Júnior, oncologista do Hospital do Câncer A.C. Camargo, em São Paulo.

Falta investimento na pesquisa de fitoterápicos?

Sim. O Brasil tem atualmente 119 laboratórios produzindo medicamentos fitoterápicos. Há 512 remédios feitos de vegetais aprovados pela Anvisa, derivados de 162 espécies. É pouco, diante da biodiversidade do país. Das 250 mil plantas catalogadas no mundo, 55 mil estão aqui. A Europa toda tem só 11 mil ervas registradas. "Não é só um patrimônio genético. É também um patrimônio cultural", diz Roberto Boorhem, presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia (Abfit). Segundo ele, as grandes multinacionais não se interessam pelos fitoterápicos porque eles não geram patente. Já os pequenos produtores de fitoterápicos não têm condições de investir no estudo de ervas desconhecidas. "Não temos fôlego financeiro para aplicar em produtos novos", diz a empresária Poliana Emília Botelho Silva, da Associação Brasileira das Indústrias de Química Fina, Biotecnologia e suas Especialidades (Abifina). Se testados com rigor científico e usados com critério, os fitoterápicos e as plantas medicinais podem contribuir para melhorar as condições de saúde da população. E também para o crescimento econômico do Brasil. Nesse ponto, não há controvérsia.

 

Last Updated on Saturday, 28 August 2010 13:48

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Preconceito institucionalizado: POLÊMICA SOBRE RESTRIÇÕES AO INGRESSO NAS FORÇAS ARMADAS CONTINUA


Restrições não têm base na medicina
O infectologista do Hospital Nereu Ramos, em Florianópolis, Fábio Gaudenzi de Faria, explica que do ponto de vista médico a medida não tem embasamento. Ele destaca que o portador de HIV pode praticar atividades físicas e ter uma vida normal, se tiver acompanhamento. “Se fosse assim, profissionais de saúde como dentistas com hepatite, por exemplo, também não poderiam trabalhar “, compara.
Para Faria, é mais fácil alguém se contaminar durante trabalhos em campo com a população do que com os colegas. O motivo é que existe um procedimento, chamado protocolo de acidente com material biológico, para quando uma pessoa não infectada entra em contato com o sangue de uma pessoa portadora de HIV ou hepatite B. Isso, segundo o infectologista, inibe o vírus.
O mesmo não se aplica quando o caso é de hepatite tipo C, pois não há tratamento para ser feito no momento da contaminação. Mas existe um acompanhamento de seis meses que, se feito cedo, proporciona a cura em 90% dos casos.
“O que deveria ser feito são campanhas de conscientização para sugerir uma triagem médica. Esses exames serviriam para que a pessoa buscasse tratamento, mas isso nunca deve ser feito para proibir o acesso”, destaca.
preconceito

Candidatos defendem as exigências
O sargento Henrique Pirata coordena o Projeto Aprovar, implantado em Florianópolis em 2009. Com turmas semestrais, o curso tem professores voluntários e as aulas são de segunda a quinta-feira na Base Aérea e no Batalhão Fernando Machado.
Entre os alunos entrevistados no seu curso, a posição sobre as restrições é unânime: todos concordam. Victor Santos, 20 anos, estuda para seguir carreira militar no Exército e fará a prova pela segunda vez em novembro.
Com pai bombeiro e tio policial civil, o jovem vislumbra estabilidade financeira e realização profissional. “É preciso estar apto fisicamente para seguir na profissão”, defende.
Ações do Ministério Público Federal (MPF) também contestam o veto a candidatas grávidas e pessoas hermafroditas – alteração no desenvolvimento dos genitais. Outras exigências consideradas estéticas pelo MPF são altura mínima (1m60 para homens e 1m55 para mulheres); ter pelo menos 20 dentes naturais; não possuir dentes cariados ou lesões que comprometam a estética ou a mastigação; e não ter tatuagens.

Postado por Ricardo Montedo às 10:25

 

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Last Updated on Monday, 30 August 2010 04:53

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  35. NIH begins human clinical testing for dengue virus vaccine
  36. #soropositivo #cardiologia Seropositivos morrem mais de doença cardíaca que de Sida
  37. Filme 'Estou com Aids' foi um tabu e trouxe prejuízo financeiro, diz diretor Davi Cardoso
  38. Cantora infecta homem com sida e fica livre de prisão
  39. Apoio contra o preconceito a soropositivos
  40. Vices defendem união gay e regra atual para aborto
  41. Remédios contra impotência aumentam o risco de DSTs
  42. Seropositivos abandonam tratamento contra Sida e aderem à IURD
  43. #soropositivoorg Secretaria de Saúde e Pastoral DST/Aids assinam acordo de parceria em Alagoas
  44. Profissionais são capacitados para Atendimento de Grupos Vulneráveis
  45. "Reprodução assistida vai realizar meu sonho de ser pai novamente", diz micro empresário vivendo com HIV
  46. Cientistas atacam cura com célula-tronco
  47. #soropositivoorg Hemofílicos sem remédio
  48. Deficiência em debate
  49. #soropositivoorg : Militares (...) Preconceito vetado
  50. Brilho de nano estrelas abre um céu de possibilidades tecnológicas
  51. El riesgo de sufrir problemas renales justifica el uso ‘estratégico’ de tenofovir en los pacientes con más riesgo
  52. ¿Se encontrará algún día una cura?
  53. #soropositivoorg: ELEIÇÕES NA TELINHA III: FINAL ESPERADO, SERRA FOI MESMO AMENIZADO NO JN
  54. Zaire: Notificados mais de 200 novos casos de HIV/SIDA em seis meses
  55. #soropositivoorg: Xinavane: Fraca consciencialização fragiliza combate à SIDA
  56. #soropositivoorg : Santa Catarina é sexto estado que mais vacinou na segunda etapa da campanha contra a pólio
  57. INICIATIVA: evento utiliza cultura e lazer no combate à violência
  58. #soropositivoorg : Justiça contra as forças armadas
  59. Ibope: Dilma mantém a liderança
  60. #soropositivoorg Vacinarão um milhão de nicaraguenses contra pneumococo
  61. Entidades pedem novo ministro do STF ligado aos direitos humanos
  62. Aumenta o número de casos de HIV/AIDS entre jovens em Dourados
  63. Clínicas da Família começam pela Zona Oeste
  64. #soropositivoorg #Angola : Maternidade reforça acções de combate ao HIV/Sida
  65. DST/aids é o terceiro tema mais abordado no serviço de telefone do Ministério da Saúde
  66. Brasil: Um país anêmico
  67. Movimento contra aborto lança campanha - A vida depende do seu voto
  68. Antiaborto e a favor da União gay
  69. El daño neurocognitivo se asocia a unos bajos recuentos nadir de CD4, incluso con el uso actual de una TARV eficaz
  70. Especial Viena 2010: Derechos aquí y ahora
  71. El borrador de ley sobre el VIH en Uganda menoscaba los derechos humanos
  72. Especialistas e autoridades destacam avanços no Dia Nacional da Saúde
  73. Los análisis de citología anal resultan útiles para detectar cambios celulares precancerosos en pacientes con VIH
  74. #soropositivoorg : Inovação em medicamentos
  75. Lubango: IURDE Convence Seropositivos a Abandonar Tratamento
  76. #soropositivoorg : Esta é a hora de deter a dengue
  77. Tabu do beijo Gay no PSOL
  78. #soropositivoorg : Cuiabá lança 2ª fase da vacinação
  79. Cantora alemã é julgada por omitir que tinha HIV
  80. Los hombres gays siguen estando en el foco de la epidemia de VIH en Europa
  81. POR QUE O SERRA CHORA TANTO? PORQUE O LULA IMPLODIU O PSDB
  82. Na França, medida diminuiu contaminação por HIV
  83. Saúde beneficia bairro Nova Fronteira neste sábado
  84. La reciente condena por transmisión del VIH en Escocia sienta un precedente legal preocupante
  85. #soropositivoorg : Cirurgias eletivas aumentam e prevenção é fortalecida
  86. #soropositivoorg : ALERTA DA ONU PARA A CONTENÇÃO DO HIV NAS GRANDES CIDADES
  87. Ministério reage a declarações de Serra
  88. Sábado é dia da gotinha contra a poliomielite
  89. Seis famílias recorrem ao MP em um dia
  90. Associação de Seropositivos necessita mais de USD 200 mil para projecto social
  91. Em Angola Igreja Metodista realiza actividades culturais para saudar o dia da juventude
  92. Los donantes internacionales no deben abandonar su compromiso de escalar el tratamiento del VIH, advierte MSF
  93. Aumenta el uso de los sistemas sanitarios por enfermedades asociadas al envejecimiento en pacientes con VIH
  94. La integración de los servicios sanitarios aplicando un enfoque holístico mejora los indicadores de salud
  95. #soropositivoorg : Em Angola: Mobilização da sociedade trava o aumento da Sida
  96. NDM-1: Ameaça invisível
  97. #soropositivoorg : Un metanálisis revela que los hombres gays de EE UU emplean el serosorting y el “posicionamiento estratégico” para reducir el riesgo de transmisión del VIH
  98. Os direitos dos dentes
  99. AIDS: Jornal de Angola Online Jornal de Angola Online Quarta, 04 de Agosto 2010 10:46 Director: José Ribeiro Director Adjunto: Filomeno Manaças Pesquisa Avançada Início Política Economia Sociedade Províncias Cultura Desporto Mundo Opinião Foto do Dia
  100. Há menos liberdade intelectual na ciência atual, diz médico

Soropositivo.Org agosto de 1º de Agosto de 2000 a 2012. Este site é mantido por uma só pessoa, que gastava, em média, US$ 400,00 por mês para manter este site on line, até que a HOSTDIME BRASIL, dando um exemplo de responsabilidade social me garantiu um servidor dedicado ao soropositivo.org pro três meses. Não sei o que acontecerá depois. Mas confio que eles não me faltarão. Mas eu trabalho 12 horas por dia na frente deste micro para manter este site operante e e minhas fontes e renda são pequenas consultorias em TI para pequenos organismos não governamentais... Peço, que você considere a possibilidade de uma doação de qualquer valor, tendo em conta a utilidade que este site pode ter para você e dezenas de outras pessoas. Todo o material deste site pode ser republicado desde que a fonte original seja declarada

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Hoje é dia vinte e cinco de Maio , Sexta-feira, do ano dois mil e doze!
Olá! Eu me sinto honrado em meu trabalho por você estar aqui, mas... mas são 04:55
Você não pode fazer um novo começo, mas pode criar um novo fim!
Há vida depois do HIV! Há vida com HIV!
Mas com preconceito.... NÃO!

Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.

O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de

atividades na comunidade onde se vive.

“Constituição Da República Federativa Do Brasil:

TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos


Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À

Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”

Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".

Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.

Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos


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