Parent Category: Notícias Category: Gripe Suína Written by Republicado Por Claudio Santos de Souza
O vírus A(H1N1), causador da gripe suína, replica-se com mais facilidade nas regiões próximas aos pulmões, podendo infectar o órgão, enquanto o da gripe sazonal costuma permanecer no início do trato respiratório, até a traqueia. Além disso, o novo vírus provoca quadros ligeiramente mais graves do que a influenza sazonal.
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Essas conclusões estão entre os principais resultados de dois estudos, publicados hoje na revista americana Science, que comparam a evolução das gripes suína e sazonal. O trabalho foi desenvolvido com furões - pequenos mamíferos de corpo longo e delgado, que são considerados bons modelos para o estudo de doenças ligadas às vias respiratórias. A influenza costuma afetá-los de modo semelhante aos humanos.
As equipes responsáveis pelos dois estudos - uma dos Estados Unidos e outra da Holanda - infectaram animais com o A(H1N1) e com cepas responsáveis pela gripe sazonal. O grupo americano dissecou os animais para verificar se outros órgãos eram afetados. Descobriram que o A(H1N1) também estava presente no intestino dos mamíferos, o que pode explicar a maior incidência de diarreia e náusea na gripe suína, sintomas presentes em 40% dos infectados no mundo.
Houve, no entanto, divergência entre os pesquisadores quando se comparou a capacidade de transmissão dos microrganismos. Para os cientistas holandeses, o novo vírus é tão eficaz quanto as variantes sazonais ao infectar pelo ar novos indivíduos. Já os americanos consideraram o A(H1N1) menos transmissível do que a versão sazonal. Nos experimentos, furões gripados conviveram, sem contato direto, com outros saudáveis, compartilhando apenas o ar.
Os pesquisadores formularam uma explicação para a menor transmissibilidade. Uma proteína presente na superfície do novo vírus, importante para o sucesso da infecção, liga-se de forma ineficiente às células do sistema respiratório, explica Ram Sasisekharan, coautor do artigo americano e pesquisador do Massachusetts Institute of Technology (MIT).
Segundo o cientista, a limitação justificaria o padrão da pandemia - um grande número de surtos em grupos locais (como famílias ou escolas, por exemplo) em vez de um contágio generalizado. Mas mudanças genéticas, comuns no vírus da gripe, podem alterar a dinâmica da doença e torná-la mais infecciosa. No mês passado, a equipe de Sasisekharan já havia publicado uma pesquisa na revista britânica Nature Biotechnology sobre o A(H1N1).
O trabalho mostrava que o vírus carece de uma mutação em gene capaz de aumentar sua capacidade de transmissão. O estudo indicava que as vacinas disponíveis para a gripe sazonal tinham pouca chance de funcionar com a variante suína por causa da variabilidade genética do novo vírus. "Precisamos prestar atenção à evolução desse vírus", diz Sasisekharan.
O pesquisador Ron Fouchier, do Centro Médico Erasmus, de Roterdã (Holanda), resume os resultados dizendo que a gripe suína "veio para ficar". Ele considera praticamente impossível impedir a transmissão. "Por isso, devemos adotar medidas alternativas como manter certa ?distância social? e lavar as mãos com frequência", exemplifica. "Também devemos preparar novas vacinas e antivirais. Não sabemos se o pior (da gripe suína) já passou."
Fouchier considera oportuna a criação de um modelo de testes com furões. "Serão úteis para monitorar mudanças genéticas no vírus que poderiam alterar a virulência, suscetibilidade aos medicamentos ou capacidade de transmissão", aponta o pesquisador, sublinhando que os animais também vão auxiliar o desenvolvimento de novas drogas. A infectologista Nancy Bellei, da Unifesp, considera importante a realização de testes com animais. Mas sublinha que é preciso tomar cuidado com a generalização de resultados para humanos.
COM AP
TIRE SUAS DÚVIDAS
Quais países foram seriamente afetados pela gripe suína?
Aqueles onde há transmissão sustentada do vírus H1N1:
Estados Unidos, Canadá, México, Chile, Argentina e Austrália
Caso eu decida viajar para um desses países, que cuidados devo tomar?
Faça um seguro para qualquer eventualidade médica. Durante a viagem, evite lugares fechados e de grande aglomeração, como estádios de futebol, shows e mercados públicos
Em quais casos é recomendável evitar viagens?
Nos casos de gestantes, pessoas com mais de 60 anos, com menos de 2 anos, com baixa imunidade (com câncer, em tratamento de AIDS ou em uso regular de corticóide), diabete, doença cardíaca, pulmonar ou renal
Em caso de adiamento ou cancelamento de viagem para evitar contágio pela gripe suína, quais são os meus direitos?
Se o destino for um dos locais seriamente afetados pela gripe, a viagem pode ser adiada sem ônus, pois há motivo de força maior. O dinheiro já pago deve ser devolvido. Desde que previsto em contrato, o único custo que pode recair sobre o turista é o de despesas administrativas (por exemplo, se o bilhete aéreo já foi emitido). Caso a empresa de turismo se recuse a proceder dessa forma, o consumidor deve formalizar reclamação em entidade de defesa do consumidor
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O ESTADO DE S. PAULO |
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VIDA |
03/JULHO/09 |
Last Updated on Monday, 07 May 2012 18:04
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Em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo o diretor do Instituto Emílio Ribas, David Uip afirmou que o Brasil pode chegar ao estágio de transmissão sustentada do vírus da gripe suína. Confira a reportagem a seguir.
O Brasil corre grande risco de chegar ao estágio de transmissão sustentada do vírus da gripe suína, avalia o diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, David Uip. Neste estágio, o vírus A (H1N1) passaria a circular livremente no Brasil e poderiam ocorrer contaminações sem vínculo com viagens ao exterior ou pessoas que adquiriram a doença em outros países.
"É muito provável que isso ocorra", afirmou o médico, em entrevista concedida por telefone. "Não chegamos a esse estágio ainda e estamos fazendo de tudo para evitá-lo, mas pode ser uma questão de tempo" Mesmo que o Brasil venha a atingir o estágio, não há razão para pânico. A letalidade da gripe suína é baixa - atinge 0,45% dos pacientes infectados. "É uma taxa muito similar à da gripe comum", destaca Uip.
Segundo boletim do Ministério da Saúde, divulgado na última sexta-feira, em apenas sete países a transmissão do vírus já é considerada sustentada (Estados Unidos, México, Canadá, Chile, Argentina, Austrália e Reino Unido). "Como estamos no inverno, época em que as pessoas se aglomeram e a possibilidade de transmissão do vírus se amplia, fica mais difícil evitar que a gripe se espalhe", diz Uip.
Na semana passada, a morte de M., de 11 anos, em Osasco (SP), trouxe à tona a possibilidade de o vírus A(H1N1) ter transmissão sustentada. As investigações sobre como a menina teria contraído a doença continuam. Até agora, ao que se sabe, a criança, o irmão e seus pais, que também foram contaminados, mas estão bem, não tiveram contato com ninguém vindo do exterior e também não viajaram para fora do País. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: O Estado de São Paulo
AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS |
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14/Julho/09 |
Last Updated on Friday, 05 February 2010 15:59
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Direto do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro
A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) vai apresentar ao governo do Estado uma proposta de decreto para suspender a volta às aulas também nas instituições de ensino particulares devido á gripe suína.
» Veja que cuidados tomar com a gripe suína
» Veja onde foi adiada a volta às aulas
» Universidade de MG adia aulas por tempo indeterminado
» PR adia volta às aulas em escolas e universidades
As escolas públicas tiveram o retorno adiado para o dia 17 de agosto após decisão conjunta das secretarias estaduais de Saúde e Educação. No caso da rede privada, foi apenas feita uma recomendação. Contudo, alguns colégios iniciaram o segundo semestre letivo para seus estudantes.
O presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Rio de Janeiro, Edgar Flecha Ribeiro, afirmou que é preciso uma postura rígida do governo para que os pais não reclamem junto aos colégios o fato dos filhos estarem sem assistir aula.
Ribeiro enfatizou ainda que os responsáveis pelos alunos alegam ainda que os jovens, quando não estão nas escolas, frequentam outros lugares com grande concentração de pessoas, como cinemas e teatros.
A proposta de decreto deve ser enviada amanhã para análise do governador Sérgio Cabral. Caso o documento dos deputados seja aceito pelo governador, a autoridade sanitária do Estado, o secretário Sergio Cortes, passará a determinar (e não mais orientar) a prorrogação ou não das férias nas escolas particulares.
O presidente da comissão, deputado Comte Bittencourt (PPS), lembra que as escolas particulares fazem parte do sistema de ensino do Estado e, portanto, o governo fluminense também tem responsabilidade sobre elas.
"É inadmissível que a autoridade de saúde do Estado, que determina a suspensão das aulas das escolas do Estado, delegue a diretores de escolas particulares a decisão pelo reinício ou não dessas aulas", disse Bittencourt. "Estamos tratando de uma decisão que tem que levar em consideração a questão da saúde pública. Ela está acima de qualquer preceito da legislação educacional."
O número de mortes confirmadas pelas secretarias estaduais da Saúde no País chegou a 132 nesta quinta-feira, quando foram confirmadas mais três mortes no Rio Grande do Sul, que teve 32 óbitos. As outras mortes confirmadas no Brasil foram registradas em São Paulo (50), Paraná (25), Rio de Janeiro (19), Santa Catarina (3), Bahia (1), Pernambuco (1) e Paraíba (1).
Redação Terra
TERRA NOTÍCIAS |
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07/AGOSTO/09 |
Last Updated on Friday, 07 August 2009 14:47
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Depois de identificadas como parte do grupo de risco, algumas grávidas têm adotado medidas de prevenção para evitar o contágio da gripe A. É o caso da assistente administrativa Andréa Luiz do Nascimento, 37. Ela está no sexto mês de gestação e tem procurado evitar grandes aglomerações.
O governo federal considera que quem tem pelo menos um fator de risco e um caso grave da nova gripe possui 3,46 vezes de perigo de morrer em decorrência da doença do que uma pessoa sem problemas preexistentes. Além das grávidas, fazem parte do grupo que recebe mais cuidados crianças com menos de 2 anos, idosos e pessoas com doenças preexistentes, como diabéticos, obesos, em tratamento de câncer e AIDS, cardiopatas e doenças pulmonares crônicas.
Apreensiva, Andréa, que mora com o marido e dois filhos, diz que os cuidados não terminam dentro de casa. "Eu e meu marido trabalhamos fora. Quando voltamos, a primeira providência é lavar as mãos com água, sabão e álcool." Andréa garante que no local onde trabalha fica isolada em uma sala. "Procuro evitar aglomeração e só saio de casa para trabalhar ou para ir ao médico", disse a assistente administrativa.
Além de evitar aglomeração, Andréa disse que toma precauções básicas, como não usar ônibus para ir ao trabalho, lavar as mãos logo depois de manusear papéis, não levar a mão à boca e ligar para o médico dela assim que nota uma rouquidão ou um princípio de gripe.
Lorena Rocha, 24, está gestante há quase nove meses, mas não fez pré-natal. Também não recebeu nenhuma recomendação médica para se prevenir contra a nova gripe. Lorena, que é do lar, mora com mais dois filhos. A auxiliar de serviços gerais Suréia de Souza Abreu, 43, que é mãe da gestante, sabe que é preciso ter cuidados após frequentar ambiente com grande fluxo de pessoas.
"Depois que saímos de locais com muita aglomeração devemos lavar as mãos. Temos também que ficar mais afastadas de pessoas que estejam gripadas", diz.
Geicielle de Oliveira, 19, moradora de Nerópolis, está no sétimo mês de gravidez e também não recebeu nenhuma explicação preventiva dos médicos sobre a gripe A. Ela, assim como Lorena, não utiliza nenhum método para se precaver da doença. No entanto, Geicielle teve gripe no quarto mês de gravidez. "Fiquei resfriada dois meses, mas foi uma gripe fraca."
A jovem mora com uma irmã, mãe e padrasto. Eles não tomam nenhuma precaução no contato com a gestante. "Mas eu morro de medo de pegar essa nova gripe".
O infectolosgista Boaventura Braz de Queiroz, diretor do Hospital de Doenças Tropicais de Goiânia (HDT), reforça a necessidade de evitar aglomerações e exposição desnecessária. "A gestante que puder transitar menos, melhor.
E recomendável que elas tomem a vacina contra a gripe comum a partir do quarto mês de gestação."
DIÁRIO DA MANHÃ - GO |
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CIDADES |
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06/AGOSTO/09 |
Last Updated on Thursday, 06 August 2009 11:41
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Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
Monto sites, configuro computadores, configuro skype, gtalk, voip etc... Se você faz parte do terceiro setor e tem dificuldades com TI, entre em contato pelo fone 11 95285170.
Falar com Cláudio, associado ABRAWEB.