Category: Notícias 2009 Created on Wednesday, 02 December 2009 12:34 Last Updated on Wednesday, 02 December 2009 12:34 Published on Wednesday, 02 December 2009 12:34 Hits: 913
Vinte por cento dos portadores de AIDS no Brasil perderam o emprego após diagnóstico
As pessoas que têm AIDS no Brasil afirmam que sofrem mais com o preconceito e a dificuldade de integração com a sociedade do que com a ação do vírus no organismo.
Os números que mostram este contraste indicam que 65% avaliam seu estado de saúde como bom ou ótimo. Por outro lado, 20% perderam o emprego após o diagnóstico e 58% não trabalham atualmente (55% entre os homens e 62% entre as mulheres).
Os dados constam de pesquisa da Fiocruz divulgada ontem pelo Ministério da Saúde.
Um militante do grupo Pela Vidda-RJ, Caju Barros, de 37 anos, e há 20 convivendo com a AIDS, tem na sua experiência pessoal o exemplo desta estigmatização: - A empresa em que eu trabalhava me afastou pois meus colegas pediram que eu não voltasse a trabalhar com eles. Mesmo assim, esta empresa, uma multinacional, paga meu salário até hoje, só para eu não ir trabalhar.
O presidente do Pela Vidda-RJ, Márcio Villard, que participou ontem de uma manifestação na Cinelândia, pelo Dia Mundial Contra a AIDS, quer que a sociedade entenda que a doença não é apenas o problema de um grupo, mas de todos.
- Só assim poderemos conter o estigma e a exclusão social, que realmente existem - diz Villard.
Esta questão do trabalho afeta diretamente a qualidade de vida dos portadores. O estudo divulgado ontem indica um nível melhor de educação entre os pacientes de AIDS quando comparados à população brasileira. Porém, apesar da melhor instrução, o nível de renda é igual à média da população brasileira.
- Ter boas condições financeiras significa ter uma sobrevida maior.
Para quem vive na pobreza, apesar da distribuição gratuita dos coquetéis antirretrovirais, a situação é muito difícil. O tratamento, para ser eficaz, requer boa alimentação e boa qualidade de vida - diz Villard.
Segundo a pesquisa, entre os pacientes homens, aposentadoria por doença (31,3%), incapacidade (14,7%) e recebimento de auxílio doença (24,6%) foram os principais motivos alegados para não estarem trabalhando. Entre as mulheres, 28% são donas de casa, 15,4% são aposentadas pela doença, 11% relataram incapacidade para o trabalho e 15,4% recebem auxílio doença.
A pesquisa foi realizada, pela Fundação Oswaldo Cruz, em 2008, com 1.260 pessoas em tratamento antirretroviral, com apoio do Ministério da Saúde. Os resultados representam o perfil dos pacientes em tratamento no Brasil: cerca de 200 mil pessoas.
O alto índice de avaliação positiva do estado de saúde (65% o consideram bom ou ótimo) é um dado significativo da pesquisa. Em relação a outras doenças crônicas, ele é bem alto: somente 27% desses outros pacientes classificam sua própria saúde como boa ou ótima.
Segundo os pesquisadores, em relação à percepção sobre o estado de saúde, o que se depreende é que o impacto do diagnóstico é tão forte, que após o início do tratamento e a melhora das condições imunológicas, as pessoas se sentem saudáveis novamente.
- Quando fazemos a pergunta, elas acabam por comparar a situação atual ao momento do diagnóstico, o que faz com que boa parte dos pacientes respondam que atualmente sua saúde é excelente ou boa - diz o pesquisador da Fiocruz Paulo Borges, que participou do estudo.
Mas esta autoavaliação positiva contrasta com problemas psicológicos.
Entre as mulheres soropositivas, 33% afirmaram ter grau intenso ou muito intenso de tristeza ou depressão e 47% grau intenso ou muito intenso de preocupação e/ou ansiedade. Entre os homens, o índice é um pouco menor 23% e 34%, respectivamente.
- O sentimento de tristeza e depressão pode ser explicado pela falta de apoio social, pelo sentimento de discriminação e pelo sentimento de solidão - afirma a coordenadora da pesquisa, Célia Landmann.
A empresa, uma multinacional, paga meu salário até hoje, só para eu não ir trabalhar Caju Barros portador do vírus há 20 anos "
JORNAL DO BRASIL |
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VIDA |
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02/DEZEMBRO/09 |
Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
Monto sites, configuro computadores, configuro skype, gtalk, voip etc... Se você faz parte do terceiro setor e tem dificuldades com TI, entre em contato pelo fone 11 95285170.
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