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Uma candidata pode ter militado contra a ditadura na esquerda radical na sua juventude e chegar ao Palácio do Planalto.

Futurologia (Artigo)

Para quem mora nos Estados Unidos e fala português com um leve sotaque americano, mas acompanha diariamente as viravoltas no Brasil, esta campanha eleitoral foi fascinante.

Que pena que poucos dos meus conterrâneos saibam (ou se importem) o que é que vai acontecer no Brasil hoje.

Ao contrário dos Estados Unidos, uma mulher inteligente e competente pode ser eleita presidente.

Uma candidata pode ter militado contra a ditadura na esquerda radical na sua juventude e chegar ao Palácio do Planalto.

Uma candidata pode defender propostas social-democratas de redistribuição de renda através de programas de governo sem ser acusada de querer destruir o sistema capitalista e instalar comunismo no país.

Uma candidata pode propor a expansão de medidas governamentais para aliviar a pobreza, e só resta aos seus concorrentes argumentarem que eles podem ser mais eficientes na implementação desses programas.

E as máquinas para votar provavelmente vão funcionar, coisa que não se pode garantir nas eleições para o Congresso, neste novembro, nos Estados Unidos.

Parece que a centro-direita no Brasil vai tirar 25% a 30% dos votos para o seu candidato. E só.

Somando os votos vermelhos e verdes, há uma grande maioria de brasileiros que apoia as propostas históricas da social-democracia. Querem mesmo ver o país seguir mudando.

Para quem mora num país onde um quarto da população pensa que o presidente Obama não nasceu nos Estados Unidos (e por isso não tem direito de ser presidente), eu respeito muito e reivindico a inteligência do povo brasileiro.

Para quem mora num país onde um grupo de multimilionários, empresários e banqueiros está manipulando o desespero dos desempregados e o medo do cidadão comum para apoiar um movimento reacionário, o chamado Tea Party, acompanhar uma campanha eleitoral onde o discurso é a favor dos pobres é uma delícia.

Num momento em que governos europeus estão desmantelando programas sociais, diminuindo o papel do Estado na economia e reduzindo garantias a favor do bem-estar da população, a tendência no Brasil vai no outro sentido.

Parece que acabou a graça da piada de que o Brasil é o país do futuro e sempre será.

No entanto, se me permitirem opinar, os desafios para este novo governo são muitos.

É possível seguir financiando o desenvolvimento econômico com o apoio do Estado no contexto capitalista sem uma rápida destruição do meio ambiente? Será que a política de depender da exportação de recursos minerais e produtos agrícolas como força motriz da economia não está repetindo velhos modelos que no final das contas mantêm o país dependente? É possível aprovar casamento de gays e lésbicas (e não a união civil, por favor!) nos próximos dois anos? Afinal, se Espanha, Portugal e Argentina - três países onde a Igreja Católica tem um peso histórico enorme - podem aprovar tal medida, é uma vergonha que o Brasil fique atrás nessas questões.

Será que as mulheres brasileiras finalmente podem ter o direito a controlar os seus corpos e decidir se querem ter ou não uma criança se ficarem grávidas? Há chance de finalmente punir os agentes do Estado que praticaram tortura nos anos 60 e 70? (A condenação seria um exemplo a seguir em outros países como os Estados Unidos.) Existe a possibilidade de eliminar a corrupção e o tráfico de influência dentro do governo que fazem parte do sistema político brasileiro desde a época de D. Pedro II, se não antes? Terá a nova presidente a força política e o prestígio internacional de seguir implementando a todo vapor a política internacional independente? Será que o Brasil será um país do futuro?

JAMES N. GREEN é professor de História do Brasil na Brown University, Providence, Rhode Island

O GLOBO | O PAÍS

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Hoje é dia vinte e cinco de Maio , Sexta-feira, do ano dois mil e doze!
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Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.

O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de

atividades na comunidade onde se vive.

“Constituição Da República Federativa Do Brasil:

TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos


Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À

Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”

Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".

Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.

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Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos


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