Category: Notícias 2009 Created on Tuesday, 01 December 2009 11:37 Last Updated on Tuesday, 01 December 2009 11:37 Published on Tuesday, 01 December 2009 11:37 Hits: 839
Quando o homem de 45 anos descobriu que tinha o vírus da Aids, em 1993, pouco se sabia sobre a doença. Na época, os homossexuais ainda eram as principais vítimas, acumulando preconceitos e estereótipos.
Hoje, a taxa de contaminação já é maior entre os heteros. Décadas após o surgimento da doença, a arma que a combate tem efeito comprovado. O coquetel de medicamentos aumenta a sobrevida e, inclusive, possibilita que mães com HIV gerem filhos saudáveis. Já a arma contra o preconceito continua sendo a mesma: a informação.
Neste ano, a campanha encabeçada pelo Ministério da Saúde no Dia Mundial do Combate à Aids, celebrado hoje, tem a missão de reduzir a discriminação contra os portadores da doença. Não é uma tarefa fácil, já que o medo de rejeição é apontado por especialistas como um dos grandes obstáculos à reintegração do portador do HIV. “Temos de combater o estigma e a discriminação. Quem tem preconceito não se informa de verdade”, destaca a coordenadora da Unidade Sanitária da Vigilância em Saúde, Cristina Kortmann.
Ela acredita que o preconceito diminuiu ao longo tempo, mas que ainda é necessário um grande avanço. “Percebo uma evolução. Hoje, eles conseguem ter uma vida social, exercer o seu papel de cidadão. O que continua acontecendo muito é a desinformação. As pessoas não se informam e isso gera discriminação e preconceito. Por isso, nossas campanhas são sempre informativas, claras e objetivas”, explica.
A rejeição da própria família é outro fator preocupante. Segundo Mara Beatriz de Souza, secretária do Grupo de Apoio à Vida (Gavi), o primeiro medo do portador do HIV é o de conversar com os parentes mais próximos e com o parceiro sobre o problema. “Houve uma época em que Aids era uma doença de um grupo restrito. Hoje não tem mais isso: é uma doença familiar, que pode surgir entre marido e mulher. Temos que tomar cuidado porque, muitas vezes, eles mesmos se excluem da sociedade”, comenta.
No ambiente de trabalho, também há uma forte carga de preconceito contra as pessoas com Aids. De acordo com Mara, não são raros casos de demissões repentinas quando um diagnóstico é confirmado. “Eles não demitem por causa da doença em si, mas às vezes arrumam um argumento qualquer e no fundo a gente sente que é por causa do preconceito.”
A Notícia - SC |
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01/DEZEMBRO/09 |
Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
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