Category: Notícias 2009 Created on Tuesday, 01 December 2009 11:35 Last Updated on Tuesday, 01 December 2009 11:35 Published on Tuesday, 01 December 2009 11:35 Hits: 896
Portadores do HIV em Joinville falam sobre como lidam com a doença e com a rejeição, mal que campanha quer combater
Ele sorri com os olhos e com os lábios, sem vergonha de mostrar todos os dentes, em gargalhadas que rompem as paredes. É assim diariamente: feliz e falante, com quem quer que seja. Venceu o preconceito contra si e não teme olhares indiscretos ou receosos. O homem de 45 anos é homossexual e há 16 anos convive com o HIV.
Ele sabe que o preconceito existe e conviveu com ele dentro da própria casa, quando contou à família que era portador do vírus. No início, não compartilhava copos, pratos e talheres. O irmão rejeitava o cigarro que antes passava de uma boca a outra sem restrições. Em vez de se abater, ele decidiu combater. Desde então, não esconde de ninguém que pode vir a desenvolver uma das doenças mais temidas. “Preconceito é o que mais tem, mas não posso ter vergonha de nada. Não tenho medo porque sei que temos um homem acima de todos nós.”
Como não manifestou os sintomas da Aids, leva uma vida normal, sem necessitar do coquetel de medicamentos indicado para o tratamento. A cada três meses, faz exames para controlar o comportamento do HIV. “Não penso nisso quando acordo nem quando durmo. Vivo como se não tivesse nada, porque é de dentro da gente que o preconceito nasce.”
A forma tranquila e serena de levar a vida faz dele um frequentador assíduo das atividades promovidas pela equipe multidisciplinar da Secretaria da Saúde de Joinville. O homem participa dos encontros com a psicóloga, das aulas de arteterapia e das reuniões com grupos maiores. Também não falta a uma consulta médica, desde o início do acompanhamento, em 1993.
Apesar de saber que a desinformação sobre a Aids se manifesta diariamente, ele decidiu não ter vergonha. Quando lhe questionam, fala abertamente, sem medo e sem valorizar os tabus. Tudo isso tem dado certo: poucos desconhecem sua condição e a casa continua cheia de amigos. “Só no primeiro dia fiquei desesperado e chorei. Depois, esqueci e continuo aqui, bem e pronto para o que vier.”
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AMANDA MIRANDA JOINVILLE
A Notícia - SC |
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01/DEZEMBRO/09 |
Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
Monto sites, configuro computadores, configuro skype, gtalk, voip etc... Se você faz parte do terceiro setor e tem dificuldades com TI, entre em contato pelo fone 11 95285170.
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