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Uma vida normal e sem limitações

Sandra* (nome fictício) considera a AIDS uma maldição, mas nos nove anos em que convive com a doença, consegue levar uma vida normal. Aprendeu a se amar, amar os outros, cuida-se mais do que deveria. Tem uma vida alegre, participa de um grupo de artesanato e se maquia todas as manhãs. E mantém um laço reforçado com Deus.

 

- Eu fui uma vítima, mas me cuido para que os outros não sejam também - ensina.

 

 

Sandra mora em Criciúma, cidade que aparece no ranking nacional de incidência da doença em 19º lugar. Aposentada e com 61 anos, descobriu a doença aos 52, quando foi hospitalizada em razão de uma depressão. Sabe quem lhe transmitiu o vírus HIV: um parceiro fixo. Por ter se submetido a uma cirurgia para a retirada do útero, imaginou que estivesse imune à "tal maldição".

 

 

- A doença não me atrapalha em nada. No ato sexual peço que o parceiro use PRESERVATIVO. Se não usar, não aceito. E nunca fiquei revoltada ou chorei - assegura.

 

 

De temperamento calmo e gestos suaves, Sandra não costuma lembrar da doença porque ela não lhe impõe limitações. Lembra, apenas, quando está na hora de tomar a medicação cedida pelo governo: uma cápsula pela manhã e outras três à noite. E afirma que nunca sofreu nenhum efeito colateral.

 

 

Assim como Sandra outras 2,5 mil pessoas estão cadastradas no programa DST/AIDS de Criciúma (números de 1986/outubro 2009). Destes, 1.880 são da cidade, e os demais de municípios vizinhos. Conforme a coordenadora do programa, Fabiana Bardini, este ano foram registrados 147 novos casos em Criciúma e 28 em outros municípios da região.

 

 

- O perfil da contaminação: as mulheres são a maioria. E adquirem o vírus pela relação sexual com parceiros fixos. E os diagnósticos são cada vez mais tardios. A doença é descoberta durante o pré-natal ou pelos sintomas da doença avançada - observa Fabiana.

 

 

DIÁRIO DA SAÚDE

Editoria:

Pág.

Dia / Mês/Ano:

28/NOVEMBRO/09

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Hoje é dia vinte e cinco de Maio , Sexta-feira, do ano dois mil e doze!
Olá! Eu me sinto honrado em meu trabalho por você estar aqui, mas... mas são 05:59
Perdoa, Senhor, aqueles que tresmalharam na insânia ou no infortunio em nome de um amor que jamais chegaram a conhecer!
Há vida depois do HIV! Há vida com HIV!
Mas com preconceito.... NÃO!

Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.

O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de

atividades na comunidade onde se vive.

“Constituição Da República Federativa Do Brasil:

TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos


Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À

Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”

Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".

Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.

Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos


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