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AIDS: Em Angola e no Mundo "preconceito social é o mais assustador"

Domingos dos Santos|

Hospital Esperança é o único de referência para o tratamento de seropositivos

Fotografia: JA

Desde que, em 1985, foram diagnosticados os primeiros quatro casos de VIH/SIDA em Angola, passaram 19 anos até a jovem Maria Antónia (nome fictício) começar a apresentar os primeiros sintomas da chamada "doença do século".
Antónia conta que, por ter conhecimento dos sintomas, estranhou quando começou a apresentar indícios semelhantes aos de uma gripe, como febre, suores, dor de cabeça, de estômago, nos músculos e nas articulações, fadiga, dificuldades em engolir, gânglios linfáticos inchados e um leve prurido.
Num clima de incerteza, medo e até preconceito, Maria Antónia, então com 26 anos, decidiu fazer o teste. Apesar dos sintomas, tinha esperança que tudo não passasse de um falso alarme. Infelizmente, quando abriu o envelope, os seus piores pesadelos confirmaram-se: era seropositiva.
“Naquele momento o meu mundo desabou. Para mim, era o fim da picada”, disse, mergulhada em lágrimas, quando recorda o dia em que o rumo da sua vida mudou: 14 de Maio de 2004. Ainda sob o impacto da notícia que acabara de receber, procurou explicações sobre como tinha sido infectada, depois de todas as medidas de prevenção que tinha tomado para não contrair a doença. “Estava transtornada com a notícia. Como é que me deixei contaminar? Quem foi que me contaminou?”, estas e outras perguntas pairavam na cabeça de Antónia, que não tardou a encontrar as respostas.
“Tive um namorado, durante um ano, que morreu de sida, um ano depois do fim da relação. Foi através dele que fiquei contaminada pela doença”, disse.
Cercada de estigma e preconceitos, conta que preferiu não revelar a sua condição aos familiares, amigos e colegas de trabalho. Por isso, afastou-se de todos que lhe eram próximos, com medo de ser desprezada.
Apesar da sua nova condição, Maria Antónia aparentava boa saúde, embora a doença estivesse sempre à espreita. Passados seis anos, revelou a sua doença a alguns familiares mais próximos e da sua maior confiança.
“O preconceito é assustador. A nossa sociedade ainda não está preparada para lidar com pessoas portadoras de VIH/SIDA, porque foi muito triste o que aconteceu com a Suraya, a primeira pessoa infectada pelo vírus da sida a dar o rosto em Angola, que, quando precisou de ajuda, ninguém lha deu, acabando por morrer”, recorda.
Com a morte à espreita, Maria Antónia leva a sua vida a trabalhar por conta própria, enquanto o tratamento à base de retrovirais, adquiridos pela irmã no estrangeiro, lhe dá a esperança de que um dia surja a cura para o VIH/SIDA.

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Hoje é dia vinte e cinco de Maio , Sexta-feira, do ano dois mil e doze!
Galo cantô, seis horas da manhã... Bem vinda(o) São06:06
Medita na indústria endinheirada do lenocínio: Há quem as promova..
Há vida depois do HIV! Há vida com HIV!
Mas com preconceito.... NÃO!

Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.

O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de

atividades na comunidade onde se vive.

“Constituição Da República Federativa Do Brasil:

TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos


Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À

Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”

Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".

Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.

Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos


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