Category: Agosto de 2010 Created on Tuesday, 17 August 2010 10:13 Last Updated on Tuesday, 17 August 2010 10:13 Published on Tuesday, 17 August 2010 10:13 Hits: 3358
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UOL |
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, visitou mais países africanos que todos os seus antecessores juntos. Mas não atravessou o Atlântico sozinho. Empresas como a Petrobras, a construtora Odebrecht ou a mineradora Vale aprovaram sua política. Esta semana, Bradesco, Banco do Brasil e o banco português Espírito Santo anunciaram a formação de um consórcio financeiro para apoiar os investimentos na África. Uma notícia que deixou Lula "feliz" - segundo reconheceu o próprio.
"A África representa 6,6% das importações e 5,7% das exportações brasileiras", indica Julimar da Silva, professor de economia na Universidade Autônoma de Madri. Mas "é um mercado importante, sobretudo por seu grande potencial de crescimento". O passado colonial une o Brasil e a África. Mais da metade da população brasileira tem origem africana, em consequência do tráfico de escravos. E Lula, segundo Oladiran Bello, do grupo de pensadores Fride, sabe como aproveitar isso para "conectar-se emocionalmente", coisa que não está "ao alcance da Europa nem da China". Segundo Bello, a aproximação brasileira da África pode se situar a meio caminho entre a política de interesses europeia e o desembarque "sem perguntas" que a China pratica. A política externa de Lula, em todo caso, baseia-se no multilateralismo, e sua aspiração mais visível é que o Brasil acabe sendo membro permanente do Conselho de Segurança da ONU. Mas a aposta em redefinir o papel internacional do Brasil levou Lula a discordar do Ocidente em questões delicadas, às vezes entrando no terreno dos direitos humanos. Lula visitou há um mês a Guiné Equatorial, país que Teodoro Obiang governa há mais de 30 anos, acumulando denúncias de corrupção e violações dos direitos humanos. Ali, Lula fez referência ao apoio de Brasília diante da Comunidade de Países de Língua Portuguesa e ao comércio bilateral, que passou de US$ 7 milhões em 2002 para US$ 411 milhões em 2008. Mas a parte incômoda de seu discurso pecou pela timidez: "O Brasil acredita que a verdadeira democracia deve se basear na riqueza e, sobretudo, na justiça social". Pedro Krupenski, diretor executivo da Anistia Internacional em Portugal, reconhece que é "surpreendente que o governo Lula subordine os direitos humanos a seus interesses econômicos. O vice-ministro brasileiro para a África e Oriente Médio, Piragibe Tarragô diz que não entende por que se critica o Brasil, e não outros países. Os principais parceiros comerciais de Malabo são na verdade EUA, China e Espanha. Lyal White, do Instituto Gordon de Ciência Econômica, indica que a África do Sul enfrenta com frequência os mesmos dilemas e acredita que o Brasil, diferentemente da China, está sendo "muito cuidadoso". Mas é difícil "não seguir as mesmas regras que seus concorrentes", diz. Um dos projetos mais reivindicados por Lula é a produção de biocombustíveis. Em julho, diante de um fórum de empresários sul-africanos, o presidente brasileiro afirmou que "nos próximos 15 anos" a agricultura africana viverá "uma revolução, especialmente na savana, que se parece muito com o cerrado brasileiro, o lugar que produz mais grãos por hectare do mundo". Lula aposta na produção de etanol procedente da cana-de-açúcar - que pode ser misturada com a gasolina - para exportar combustível "como a Arábia Saudita". A Universidade de Redenção, que receberá cinco mil estudantes - a metade deles africanos - para formá-los e depois aplicar o que foi aprendido em seus países de origem, também enche Lula de orgulho, além de um projeto para produzir medicamentos genéricos contra a AIDS em Moçambique. A menos de dois meses das eleições, Lula já escreveu o capítulo africano de seu testamento político. Na cúpula que reuniu o Brasil com a comunidade de países da África Ocidental, em fevereiro, Lula sentenciou que "o próximo presidente do Brasil está política e moralmente obrigado a fazer muito mais". Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves Em Madri (Espanha) |
Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
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