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#soropositivo #cardiologia Seropositivos morrem mais de doença cardíaca que de Sida

Um Estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro revelou que, no hospital da universidade, as causas não associadas à Sida já ultrapassaram as ligadas à doença e que os portadores de VIH estão a morrer mais de doenças como infarto, diabetes e cancro, divulgou o jornal "Folha de S.Paulo".

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Novos dados mostram um aumento desproporcional de doenças cardiovasculares e diabetes como causa de óbito em pessoas com VIH, em relação à população sem o vírus “Tudo leva a crer que, se esta ainda não for uma realidade em todo o país, em breve será”, afirmou Mauro Schechter, chefe do laboratório de pesquisas em Sida do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e um dos responsáveis por este estudo.
A equipa que ele coordena também publicou um trabalho onde são avaliados os índices de mortalidade em pacientes com e sem o vírus, a partir de dados de todas as certidões de óbito brasileiras ao longo de cinco anos. Segundo a pesquisa, a mortalidade por Sida diminuiu entre 1996 (ano em que o Brasil se tornou o primeiro país em desenvolvimento a fornecer acesso gratuito aos anti-retrovirais) e 1999, mantendo-se, desde então, estável.

Outras causas

No entanto, nos portadores de VIH a mortalidade por outras causas, como doenças cardiovasculares, diabetes, cancro e doenças do fígado ou dos rins, subiu quase oito por cento ao ano. Em contrapartida, entre os não portadores do vírus esse aumento não chegou aos três por cento. No caso específico das doenças de coração, houve um aumento de quase oito por cento ao ano entre os seropositivos, contra apenas 0,8 por cento na população em geral.  Segundo especialistas, a diminuição da mortalidade deve-se ao acesso à terapia dos anti-retrovirais, mas os seropositivos não estão a receber atenção médica para o acompanhamento de outras doenças. Este dado foi corroborado por uma pesquisa inédita, divulgada no último congresso internacional sobre Sida, realizado recentemente na Áustria. “O sistema de saúde não aproveita a oportunidade para tratar estes pacientes como um todo”, critica Schechter. O levantamento divulgado no congresso ouviu mais de dois mil pacientes em 12 países, Brasil incluído, para avaliar como o portador do vírus vê a sua infecção e traçar um perfil da sua relação com os médicos e o sistema de saúde. Um terço dos entrevistados foi enquadrado no perfil considerado de alto risco cardiovascular, mas 65 por cento deles não estavam a tratar os seus factores de risco para problemas cardíacos.
Além disso, 44 por cento dos fumadores nunca discutiram com os seus médicos as implicações do hábito para a saúde. Para piorar o quadro, sabe-se que há uma associação entre algumas drogas usadas por portadores do VIH e as doenças cardiovasculares.  “O que chama mais a atenção é a baixa percentagem de pacientes que discutem com os seus médicos factores como tabagismo, excesso de peso, entre outros”, diz Schechter, coordenador do estudo no Brasil. “É como se os médicos apenas vissem um vírus para ser tratado naquele paciente.”  “Começamos a conhecer os efeitos do vírus e dos remédios a longo prazo. Esses pacientes estão a envelhecer e as exigências da doença mudaram. Agora precisamos de nos adaptar a isso”, completa o especialista em infecções Esper Kallás, da Universidade de São Paulo. Estudos recentes sugerem que a própria infecção pelo VIH, ao conduzir a um processo inflamatório crónico, pode estar relacionada com o aumento do risco cardíaco. Algumas classes de drogas anti-virais também elevam o colesterol. Mas, é claro, os médicos recomendam a manutenção do tratamento apesar disso, porque só com ele é possível controlar a infecção.

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TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos


Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À

Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”

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