Category: 1º de Janeiro de 2011 Created on Sunday, 02 January 2011 11:15 Last Updated on Sunday, 02 January 2011 11:35 Published on Sunday, 02 January 2011 11:15 Hits: 2350
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AIDS | DOENÇAS SEXUALMENTE TRANSMISSIVEIS
Em pesquisa feita pelo governo, área foi a mais citada em todas as faixas de renda, bem à frente de desemprego e corrupção Ligia Formenti e Marta Salomon - O Estado de S.Paulo A seis meses do fim do mandato do presidente Lula, o governo quis saber qual era o principal problema do País. Pesquisa de opinião encomendada pela Secretaria de Comunicação da Presidência - feita em 4.500 domicílios de 240 municípios do País - apontou a saúde como o principal problema. Essa era a percepção de 36% dos entrevistados, porcentual bem maior do que o medido em 2009, quando a saúde era apontada como o principal problema por 22,7% da amostra da população. A saúde apareceu como maior problema brasileiro em todas as faixas de renda, à frente de temas como desemprego, habitação e corrupção. Mas foram os pobres os que mais se queixaram, aqueles que dependem dos serviços públicos, segundo a pesquisa encomendada. Ao longo dos últimos oito anos, estatísticas oficiais apontaram avanços em várias frentes: caiu a mortalidade infantil e aumentou a expectativa de vida dos brasileiros, por exemplo. A melhora dos índices, no entanto, está longe de deixar o País em uma situação confortável na área de saúde. Um exemplo é a mortalidade materna, em consequência do parto. Com queda expressiva, a estatística brasileira mais recente é de 78 óbitos a cada 100 mil nascidos vivos. Um desempenho bem aquém do considerado aceitável pela Organização Mundial de Saúde (OMS), de 20 mortes a cada 100 mil nascidos vivos. As mortes provocadas pela TUBERCULOSE também diminuíram, de 4.823, em 2007, para 4.735, em 2008. Ainda assim, o Brasil permanece na lista de 22 países que concentram 80% dos casos de TUBERCULOSE do mundo. O combate à AIDS manteve o papel de cartão postal da saúde do Brasil, sobretudo depois do licenciamento voluntário do antirretroviral EFAVIRENZ, uma decisão com repercussão internacional. Mas o governo também colecionou derrotas políticas, como o fim da CPMF (o imposto sobre transações financeiras), cuja prorrogação foi derrubada pelo Congresso em 2007. Recuo. Por conta das pressões, o governo recuou das restrições à propaganda de bebidas alcoólicas e avançou pouco na regulamentação de restrições ao tabaco. Tampouco avançou o projeto de Fundação Estatal de Direito Privado, tido como fundamental pelo governo para melhorar a qualidade de gestão e atendimento em hospitais e serviços de saúde. Ao apresentar um balanço da gestão, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, atribuiu à falta de verbas as dificuldades, agravadas, segundo ele, com o fim da cobrança da CPMF. A insatisfação dos brasileiros com o a área da saúde não surpreende a professora da Universidade Federal do Rio Lígia Bahia. "O assunto foi levado em banho-maria durante o governo Lula", avalia a coordenadora do Laboratório de Economia Política da Saúde. Investimentos na área de saneamento, com repercussão direta nos indicadores de saúde, também tiveram resultados pouco expressivos. A rede de coleta de esgoto avançou de 47,8% para 53,3% dos domicílios, sob Lula. Educação. A educação também aparece na pesquisa encomendada pelo próprio Planalto entre os cinco principais problemas do País. Mas, diferentemente da saúde, a preocupação diminuiu um pouco em um ano. Pouco mais de 10% da amostra da população apontou a educação como o principal problema em junho. No balanço dos oito anos de mandato de Lula, o governo comemorou o aumento do volume de verbas públicas investidas em educação, assim como o aumento do número de matrículas, tanto nos cursos de alfabetização de adultos, como na universidade, puxadas sobretudo pelas bolsas de estudo do ProUni, financiadas com incentivos fiscais a instituições privadas de ensino. Mas os resultados nos índices de desempenho da educação não acompanharam o ritmo do aumento de verbas ou de vagas. Sob Lula, o número de jovens e adultos analfabetos caiu apenas um ponto porcentual. O país ainda tem mais de 14 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais de idade. Apesar de o programa Brasil Alfabetizado ter matriculado 12 milhões de pessoas desde 2003, a maioria dos analfabetos ficou fora das turmas.
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Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
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