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Last Updated on Wednesday, 16 July 2008 05:08
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Last Updated on Sunday, 10 August 2008 08:27
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| Avanço da Aids entre mulheres está ligado a violência machista, avalia ONG | Mar 26, "08 12:18 AM for everyone |
O Dia – RJ | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
| Ciência & Saúde |
| 25/MARÇO/08 |
Brasília - O avanço mais rápido da Aids entre as mulheres do que entre os homens está ligado ao machismo. A opinião é da diretora da Rede Feminista de Saúde, Maria Luisa de Oliveira, para quem as desigualdades são responsáveis pelo fenômeno conhecido como feminização da Aids.
"A contaminação se dá em função das formas das relações sociais, que hierarquizam homens e mulheres", avalia Maria Luisa. "Com a impossibilidade de negociar praticas sexuais seguras, pelo poder que não têm nas relações sexuais, as mulheres ficam impedidas de exigir a camisinha."
No Brasil da década de 80 havia 25 casos de Aids em homens para uma mulher infectada. Na última estatística, de 2006, a proporção passou a ser de 1,6 homens para uma mulher, sendo que entre adolescentes, são 13 meninas com Aids para cada 10 meninos.
A diretora do Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), Ana Falú, também destaca o machismo como a causa "prioritária" da aceleração da doença entre as mulheres. "O parceiro entende que tem direito sobre o corpo da mulher e a violenta para ter sexo. Quando isso acontece com um homem contaminado implica o contágio da parceira."
Durante seminário para discutir formas de barrar a expansão da Aids nos paises de língua portuguesa, Falú também disse que a epidemia de HIV já tem uma cara por ser maior entre "mulheres negras e pobres". Segundo a diretora do Unifem, essas mulheres são mais vulneráveis porque sofrem com a violência por condição social, econômica e racial.
"Para diminuir esse flagelo na vida das mulheres, precisamos trabalhar a cidadania com acesso à educação, ao trabalho e ao direito de decidir sobre o seu corpo", defende.
Dados do Ministério da Saúde mostram que 52% das mulheres infectadas não têm nenhuma escolaridade, ao indicar que a medida é a que mais se aproxima dos indicadores de pobreza.
Last Updated on Tuesday, 25 March 2008 22:28
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GAZETA DE RIBEIRÃO-SP | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
CIDADE |
| 05/ABRIL/2009 |
AIDS em Ribeirão Em 2007, pela 1ª vez, Ribeirão teve aumento de casos de HIV positivo
Ribeirão Preto vive um estado de alerta quando o assunto é AIDS. Em 2007, a cidade registrou, pela primeira vez desde 2002, aumento no número de diagnósticos de portadores do vírus HIV. Foram 168 novos casos, contra 139 em 2006, um aumento de 18%. E, ao que tudo indica, a tendência pode ter sido mantida em 2008, quando, só no primeiro semestre -últimos dados disponíveis- foram 44 novos casos, um aumento de 12,8% em relação ao mesmo período de 2007. Os dados são da Secretaria Municipal da Saúde.
A Gazeta apresenta, a partir de hoje, a série AIDS em Ribeirão, dividida em três matérias, que serão publicadas nos próximos domingos e irão abordar a situação da AIDS na cidade. Pelos dados, será possível notar que os casos recentes da doença apresentam um perfil significativamente diferente do observado no início da epidemia, no fim da década de 1980. Antes, o perfil básico apontava para a contaminação de homens, usuário de drogas e homossexuais. A maioria tinha baixa escolaridade e idade inferior a 30 anos.
Hoje, os homens ainda são maioria, mas o crescimento entre as mulheres é realidade. A contaminação por drogas caiu drasticamente e o perfil, hoje, também aponta para heterossexuais como a maioria dos infectados e, embora pessoas com até cinco anos de estudo ainda sejam maioria, os casos crescem entre pessoas com formação superior.
Larissa* é um exemplo dessa nova tendência. Com formação universitária -é contabilista, ela convive com o HIV há dois anos. Foi diagnosticada em 2007 e acredita ter se contaminado em um relacionamento com um ex-namorado. Nunca usou drogas e, até saber que era portadora, acreditava estar imune. "Sempre soube dos perigos de uma relação sem CAMISINHA, mas não imaginei que um namorado que parecia saudável poderia ter AIDS", disse.
Ela é mais uma nas estatísticas. E é justamente pelo número de novos casos registrados na cidade que começaremos nossa série.
Embora o diagnóstico de novos casos esteja longe dos patamares do fim da década de 1990, quando a epidemia atingiu seu auge na cidade -em 1997, foram 392 casos, o recorde histórico, uma média que beirou os 90 casos novos para cada cem mil habitantes- a situação preocupa. Em 2007, último dado disponível, foram mais de 30 novos casos para cada grupo de cem mil moradores. Não é pouco, especialmente se levarmos em conta a estimativa oficial de que, para cada caso diagnosticado, há pelo menos um ainda não descoberto.
"Por isso se torna tão importante o diagnóstico precoce. Além de o tratamento ser feito e oferecer mais sobrevida ao paciente, interrompemos a cadeia e impedimos a disseminação do vírus", afirma Fátima Regina de Almeida Lima Neves, coordenadora do Programa Municipal de DST/AIDS.
CONTEXTO. A situação, evidentemente, é passível de muitas análises. Para a Secretaria de Saúde, indica que mais casos estão sendo notificados porque mais exames são feitos na cidade. Só no ano passado, foram pelo menos 15 mil testes, realizados em quatro diferentes pontos de atendimento na cidade. "Somos referência no diagnóstico e tratamento da AIDS. Não me preocupo em termos muitos casos notificados. Quem procura, acha. E nós procuramos. Não temos intenção nenhuma intenção de esconder a sujeira debaixo do tapete", disse Fátima.
*A pedido dos pacientes, os nomes de portadores de HIV utilizados na matéria são fictícios para preservar a identidade dos soropositivos.
Aguinaldo não esconde nome
Aguinaldo José Gomes, voluntário e membro da ONG GHIV, faz questão de não esconder o nome. SOROPOSITIVO desde 1890, ele afirma que ainda mantém uma postura positiva em relação à vida. "Isso é natural de mim. Não é a AIDS que modificaria isso". Aos 48 anos, ele convive com o vírus HIV desde os 38 anos, quando recebeu o resultado do teste, solicitado por ele mesmo após o aparecimento de sinais da SÍFILIS nas plantas de seus pés. "Percebi que era uma doença oportunista e pedi o teste, que deu positivo. Fui contaminado devido a meu comportamento de risco", revela. Militante engajado na GHIV, ele afirma que, desde que foi confirmado seu diagnóstico, a situação mudou muito. "O momento era outro, a informação não chegava com a mesma constância. Os anos se passaram e acho que uma das condições positivas foi o desenvolvimento de remédios. Mas avançamos pouco na questão da prevenção", disse. Ele acredita, também, que a sociedade deve ficar menos dependente do Poder Público. "Precisamos fazer nossa parte, especialmente na prevenção. Sem isso, a situação não irá melhorar", disse. (ES)
Trabalho justifica alta
O aumento no número de casos nos últimos anos pode ser explicado, de acordo com entidades que trabalham no atendimento a soropositivos e em campanhas de prevenção, pelo foco dado ao programa de DST/AIDS aplicado na cidade. Rodrigo de Souza Pinheiro, diretor Grupo Humanitário de Incentivo a Vida (GHIV) e presidente do Fórum de ONG AIDS do Estado de São Paulo, acredita que o foco deveria ser na detecção precoce da AIDS e na prevenção. "A Prefeitura diz que na cidade são confirmados mais casos porque se diagnostica mais, mas é preciso fazer um debate sobre isso. A cidade detecta tardiamente seus doentes, quando eles apresentam doenças oportunistas e já estão debilitados. O foco deveria ser a prevenção para impedir a transmissão e, caso a estratégia falhe, o diagnóstico precoce. Não é o que está acontecendo", avalia. Já a presidente do Grupo de Apoio e Prevenção AIDS (Gapa), Leila Ursolino, ressalta que o trabalho de prevenção é o essencial para reverter a tendência de expansão de novos casos. "AIDS não tem cor e não tem cara. Fazer a detecção é importante, mas mais ainda é evitar que os comportamentos de risco se repitam", diz. (ES)
Número de vítimas da AIDS é maior que o de sobreviventes
1986 É o ano no qual o primeiro caso de AIDS foi registrado em Ribeirão Preto
4.921 Pessoas foram diagnosticadas portadoras do HIV em Ribeirão Preto
2,6 mil Já morreram por causa da doença na cidade nos últimos 23 anos, segundo a SMS
2,1 mil Contaminados permanecem vivos e integram programas de prevenção
Last Updated on Sunday, 05 April 2009 09:57
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Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
Monto sites, configuro computadores, configuro skype, gtalk, voip etc... Se você faz parte do terceiro setor e tem dificuldades com TI, entre em contato pelo fone 11 95285170.
Falar com Cláudio, associado ABRAWEB.