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Incidência de HIV expõe vulnerabilidade dos jovens

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

A Gazeta de Limeira

Editoria:

Pág.

Dia / Mês/Ano:

 

 

02/JUNHO/07

 

Incidência de HIV expõe vulnerabilidade dos jovens

 

Data: 02/06/2007

 

“Jovem não é ‘aborrecente’. O jovem faz parte de uma parcela muito vulverável da sociedade que merece respeito”. E esse respeito, dito pela coordenadora da equipe de orientação do Ambulatório DST/Aids, Raquel Cristina Miguel Grassi, é também pelo crescente número de diagnósticos de Aids na faixa etária dos 15 a 19 anos em Limeira.

 

Constatações de incidência e prevalência da doença no município, podem ser pequenas diante do número de habitantes, porém, o porcentual de infectados tem crescido, apesar dos trabalhos preventivos. Os dados indicam a vulnerabilidade cada vez mais crescente e apontam a necessidade de ações conjuntas, não só do governo, mas da própria população, para impedir conseqüências futuras.

Em 2000, três dos 84 casos eram de jovens infectados (3,57%); em 2001, dos 69 diagnósticos, outros três tinham idade entre 15 e 19 anos (4,34%); em 2002, dois casos eram de jovens entre 94 (2,12%); 2003 não teve registro; em 2004, exames identificaram o HIV em um adolescente com idade entre 10 e 14 anos e outro com idade até 19 anos, que estavam entre os 46 casos do ano (2,17%); em 2005, dos 65 diagnósticos, outros três eram de jovens e no ano seguinte, foi registrada a mesma quantidade tendo porcentual de incidência de 4,61%. Percebe-se que o maior porcentual está nos últimos dois anos, apesar do menor número de notificação.

Isto significa que a cada 10 mil jovens, 1,2 sabe que tem Aids, sendo a taxa de prevalência de 0,88. Raquel considera a incidência e prevalência de HIV nesta faixa etária alarmante em Limeira, considerando que a maioria das notificações está na faixa etária dos 20 aos 34 anos. “Sem contar que os números podem ser elevados a partir do fato de que muitos não sabem que já estão contaminados”. Outra hipótese agravante é que a doença pode demorar de cinco a 15 anos para se manifestar. Contudo, a transmissão do vírus HIV dos que receberam o diagnóstico na fase adulta, pode ter ocorrido no início da juventude.

 

ALERTA

 

Os dados reforçam a importância de priorizar as ações direcionadas aos jovens, principalmente na àrea de prevenção. Limeira já possui um trabalho neste sentido, do Ambulatório DST/Aids, que começa a alcançar resultados positivos. Desde 2004, uma equipe percorre escolas falando “a grosso modo” na linguagem dos jovens sobre conseqüências, prevenção, DSTs, gravidez precoce, entre outros.

Apesar da maioria dos jovens já ter ouvido sobre o HIV e suas formas de transmissão, eles não tomam medidas efetivas para sua proteção e não acreditam no risco da relação sexual desprotegida. “Eles não têm medo e acham que o coquetel cura a doença. Aids não tem cura e o tratamento é sofrimento para quem já sabe que tem HIV”.

A vulnerabilidade dos jovens ao HIV é explicada pelos atributos físicos, psicológicos e sociais próprios desta fase da vida, que os tornam particularmente vulneráveis ao HIV e a outras infecções sexualmente transmissíveis. De acordo com Raquel, muitas vezes, a própria sociedade contribui para aumentar esses riscos, quando não facilita aos jovens o acesso às informações sobre o HIV/Aids e a saúde reprodutiva, como é o caso da polêmica da educação sexual nas escolas de Ensino Médio e Fundamental.

Diante dos fatos, Raquel faz um apelo: “Previnam-se enquanto há tempo. Usem preservativo até com a namorada ou namorado de longo tempo. Nunca pensem que não vai acontecer com vocês porque a Aids não está apenas nos grupos de risco, está em quem menos imaginamos”.

Após a entrevista com a coordenadora, a reportagem saiu do Ambulatório e se deparou com uma jovem de aproximadamente 19 anos: cabelos longos e lisos, olhos castanhos claros, bem vestida e com um sorriso estampado no rosto. Ela foi retirar alguns exames, mas ainda não sabia do resultado de um deles: soropositivo confirmado. Ela será mais uma a integrar as estatísticas deste ano. (RR)

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Humildade, na hora da Crise, é nota de quitação
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Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.

O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de

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TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos


Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À

Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”

Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".

Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.

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