Category: Notícias da Ultima Versão do Site Created on Sunday, 24 June 2007 01:28 Last Updated on Sunday, 24 June 2007 01:28 Published on Friday, 19 June 2009 19:45 Hits: 682
Diário do Nordeste – CE Editoria: Pág. Dia / Mês/Ano:
Opinião 18/JUNHO/07
Vem sendo motivo de preocupação dos dirigentes da Organização Mundial de Saúde (OMS) a crescente ocorrência, no Brasil, de novos surtos de moléstias que já deveriam estar controladas, ou erradicadas, há décadas. Entre elas, a dengue, a malária e a leishmaniose visceral, que tem seu maior foco de incidência no Ceará.
Os surtos atacam, sobretudo, as populações mais pobres, residentes nas periferias das cidades, onde praticamente inexistem condições higiênicas e saneamento adequado. Os insetos transmissores da maioria dessas enfermidades vivem em matagais e nas áreas degradadas pelo acúmulo de lixo.
É impressionante constatar que, segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2006, realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), 25% da população brasileira, os quais ocupam em torno de 5l,8% das residências existentes, não têm acesso a esgoto ou à fossa séptica.
Apenas 36% das casas podem se dar ao pretenso luxo de usufruir de um serviço imprescindível como a coleta de lixo, carência essa responsável pela transformação de grandes áreas urbanas em imensos depósitos de sujeira e insalubridade, a cada dia mais identificados com perigosos guetos nos quais imperam várias facetas do desequilíbrio social.
Nos quatro primeiros meses deste ano, o País apresentou, oficialmente, 247 mil novos casos de dengue, apontando crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior. Para agravar o quadro, é o líder mundial em hanseníase e um dos cinco países com maior quantidade de portadores de leishmaniose.
As mais recentes estimativas da OMS apresentam a existência de 18 milhões de pacientes com o Mal de Chagas na América Latina, dos quais seis milhões se encontram em território brasileiro. A quantidade local de mortos pela enfermidade atinge a cerca de cinco mil por ano,