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Aids em presídios será tema de discussão em países da América 

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19/MAIO/08

18/05/2008 15:50

Por: Redação UHN 
 

 

 
Os participantes da 1ª Consulta Regional da América Latina e Caribe sobre HIV e Aids no Sistema Penitenciário recomendaram que cada um dos 20 países participantes do encontro promova discussões nacionais, criando uma agenda da Aids no sistema penitenciário.

As recomendações estão relacionadas a temas como ampliação do acesso ao preservativo nos presídios, tratamento de pessoas com HIV/Aids, redução de danos, transmissão vertical, sexualidade, respeito aos direitos humanos, combate ao estigma e discriminação.

As atividades deverão ser desenvolvidas por meio de parcerias entre representantes das áreas de Saúde e Justiça, organizações da sociedade civil e agências internacionais.

As recomendações foram propostas na última quarta-feira (7/5), no encerramento da Consulta, em São Paulo.

Uma das propostas é que as recomendações façam parte das discussões da Conferência Ibero-Americana de Ministros de Justiça das Américas, que será realizada em outubro, na Costa Rica.

“Queremos uma agenda política com ações concretas para que haja a inclusão das DST/Aids nas ações de saúde nos presídios”, afirmou a diretora do Programa Nacional de DST e Aids do Brasil, Mariângela Simão.

A versão preliminar do documento final diz que o evento “mostrou a importância de estabelecer mecanismos de cooperação entre os países da América Latina, criando um marco de cooperação horizontal e multisetorial, com a presença de atores do governo e da sociedade civil, assim como dos organismos internacionais”.

O texto também menciona a parceria como forma de estabelecer “estratégias conjuntas que ajudem a superar os desafios e vazios institucionais que existem nas respostas ao controle da epidemia de Aids em pessoas privadas de liberdade”.

Participaram da Consulta representantes de organismos de governo e da sociedade civil da Argentina, Belize, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, El Salvador, Equador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela, além de organizações internacionais relacionadas ao tema.

HIV nas prisões – De acordo com estudo "Marco Referencial de HIV no Sistema Penitenciário", do Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crime (UNODC), a prevalência da Aids entre pessoas privadas de liberdade é mais alta que entre a população em geral, que não cumpre pena. Nos países onde a maior freqüência de transmissão do HIV é por via sexual, o índice de infecção pelo vírus nas cadeias chega a ser duas vezes maior do que na população em liberdade.

As condições de confinamento, de assistência inadequada e a falta de perspectivas são fatores que aumentam a vulnerabilidade dessas pessoas ao HIV/Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis.

Nas prisões, são fatores adicionais de risco o compartilhamento de material usado em tatuagens, piercings e lâminas de barbear, além da esterilização inadequada ou reutilização de instrumentos médicos ou odontológicos. Em todo o mundo, estima-se que mais de 10 milhões de pessoas cumprem pena em prisões.

De acordo com o Departamento Penitenciário Nacional (DEPEN), do Ministério da Justiça, o Brasil tem 420 mil pessoas presas, mas não há dados gerais sobre o número de detentos infectados pelo HIV.

Porém, considerando todos os fatores de vulnerabilidade à saúde da população carcerária, os ministérios da Justiça e da Saúde instituíram, em 2003, o Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário, com o objetivo de organizar o acesso dessa população ao Sistema Único de Saúde (SUS).

A realização da Consulta foi uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Justiça, o UNODC, a Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores, o Grupo de Cooperação Técnica Horizontal sobre HIV e Aids para América Latina e Caribe (GCTH), o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV e Aids (UNAIDS), o Instituto Latino-Americano das Nações Unidas para Prevenção do Delito e Tratamento do Delinqüente (ILANUD), o Centro Internacional de Cooperação Técnica em HIV e Aids (CICT), a Agência de Cooperação Alemã (GTZ) e o Departamento Britânico para o Desenvolvimento Internacional (DFID).

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“Constituição Da República Federativa Do Brasil:

TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos


Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À

Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”

Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".

Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.

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