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Aids: luta e acolhimento

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O Estado do Maranhão – MA

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Dia / Mês/Ano:

Opinião

 

01/DEZEMBRO/07

 

 
Osvaldo Luiz

O grande desafio das campanhas é continuar despertando a atenção das pessoas ao longo do tempo. É natural que, depois de anos, se passe a achar o assunto conhecido, entendido. O Dia Mundial de Luta contra a Aids, comemorado em 1º de dezembro, é um exemplo bem-sucedido de campanha. Em 20 anos, penso não haver quem não reconheça seu símbolo: o laço vermelho. Este ano, inclusive, ele estará numa das maravilhas do mundo: o Cristo Redentor.

Ano após ano, grandes eventos marcam a data. Peças publicitárias reforçam a luta por meio de TV, rádio, internet, jornais e revistas. Apesar disso, pesquisa realizada recentemente pela Mac Aids Fund em nove países, inclusive o Brasil, apontou que nada menos que 40% dos entrevistados acreditavam que a Aids não é uma doença fatal.

Vale lembrar alguns números: até a meia-noite de hoje, mais 6.800 pessoas terão contraído o vírus HIV em todo mundo e 5.700 não resistirão à doença. Se é verdade que as estatísticas mostram uma estabilização nos números de infectados e de mortes, eles ainda são assustadores! Apesar de, cada vez mais, ser possível sobreviver com a distribuição do coquetel anti-Aids, o Brasil não é bem o melhor lugar para se tratar da doença. Se não falta o coquetel, falta distribuição de medicamentos contra as "doenças oportunistas", as que de fato levam o soropositivo ao óbito. Faltam, também, leitos para os doentes e até médicos especialistas (infectologistas). Isso sem falar do resistente preconceito em escolas e locais de serviço.

Segundo a pesquisa Mac, a maioria das pessoas ainda não se sente à vontade para interagir com portadores. Este ano, os alvos da campanha serão os jovens entre 14 e 24 anos. Hoje são eles que mais preocupam as autoridades. Dados apontam que mulheres nessa idade ainda se mostram bastante vulneráveis. Já a preocupação com o sexo masculino é maior entre os que têm relação homossexual. Assim, as propagandas na TV serão mais direcionadas a esses públicos.

Como de costume, a CAMISINHA assume papel principal na campanha. Lembra daquela idéia de máquina de preservativos nas escolas? Foi feito um concurso entre alunos e o governo está divulgando o projeto vencedor. A Igreja Católica é vista por militantes contra a Aids como um obstáculo. As divergências se situam na utilização do preservativo.

Cristãos divergem da maneira como as propagandas são desenvolvidas, que estimulariam a promiscuidade. Nesse debate não haverá uma luz no fim do túnel em curto prazo. A Igreja não irá mudar seus conceitos quanto à sexualidade e planejamento familiar e as autoridades no assunto continuarão apostando todas suas fichas na CAMISINHA. No entanto, uma queixa pode e precisa ser superada. A de que os católicos fazem pouco. Apesar da existência de importantes ONGs ligadas à Igreja atuando na assistência de doentes e órfãos, pode-se fazer mais.

Paróquias, pastorais, grupos de oração precisam assumir uma atitude de prontidão para acolher, defender, servir e prevenir. Omissão é grave. Sem abrir mão de nossos conceitos e identidade, precisamos traduzir para tantos a misericórdia. Expressar solidariedade. Os debates continuarão, mas não podem ser maiores que nossos braços abertos. Como o Cristo Redentor, abertos a todos.

Jornalista da TV Canção Nova e apresentador do programa "Tarde Especial" da Rádio Canção Nova (http://blog.cancaonova.com/osvaldoluiz/) (www.cancaonova.com)

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O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de

atividades na comunidade onde se vive.

“Constituição Da República Federativa Do Brasil:

TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos


Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À

Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”

Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".

Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.

Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos


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