Category: Notícias da Ultima Versão do Site Created on Monday, 26 November 2007 02:57 Last Updated on Monday, 26 November 2007 02:57 Published on Friday, 19 June 2009 19:50 Hits: 2170
, Folha de S. Paulo | Editoria: | Pág. | Dia / Mês/Ano: |
| Folhateen |
| 26/NOVEMBRO/07 |
NO PRÓXIMO sábado será comemorado o Dia Internacional de Luta contra a Aids. Na última semana, a Coordenação Nacional de DST/Aids divulgou o mais recente boletim sobre a epidemia no país.
Há uma pequena tendência de queda de casos novos, mas, mesmo assim, em 2006, mais de 32 mil pessoas tiveram um diagnóstico de Aids (0,6% da população tem a doença no país). Na média da população, a relação de homens contaminados para mulheres contaminadas (que já foi de 20 para 1), hoje é de apenas 1,5 para 1.
Mas justamente na faixa dos mais jovens, de 13 a 19, o número de novos casos entre garotas superou o de garotos. Em 2006, 223 garotos e 368 garotas tiveram diagnóstico de Aids. Na faixa de 20 a 24, foram 1.213 homens e 1.076 mulheres.
Houve também uma tendência de crescimento de casos novos em jovens que têm comportamento homo ou bissexual, um dos grupos da população que, tradicionalmente, foi mais trabalhado para a questão da prevenção e da importância do uso de CAMISINHA. Como explicar tantos casos em jovens (faixa de idade mais informada sobre Aids) e o maior número de casos em garotas?
Algumas pistas aparecem em uma pesquisa que acabamos de concluir, feita com 7.520 jovens de 13 a 16, de 20 escolas de São Paulo. Além de começar sua vida sexual cedo, os jovens têm mais parcerias ao longo da sua adolescência. 15% deles já tinham tido experiência com mais de cinco parceiros ao longo da vida e o número de parcerias foi maior no sexo masculino.
Apesar de 77% acharem importante usar CAMISINHA sempre, apenas 56% utilizam, de fato, a CAMISINHA regularmente (62% dos garotos e 45% das garotas, ou seja, homens usam mais que mulheres). As principais causas para não usar sempre são: "CAMISINHA atrapalha", "não ter sempre à disposição" e "ter um namoro mais estável". Entre as garotas, o fator "namoro" aparece como muito significativo para não usar CAMISINHA sempre.
Alguns cruzamentos de dados sugerem índice mais baixo de proteção nos seguintes grupos: muito tímidos e envergonhados, muito ansiosos em relação a sexo, convivência péssima com pais em casa, não falar sobre sexo em casa, consumo freqüente de bebidas alcoólicas, fumantes e experiência com drogas.
Conclusão: apesar da informação e do uso elevado de CAMISINHA no início da vida sexual, o jovem passa a enxergar menos perigo (a menina mais ainda) e deixa de se proteger cedo. Vamos pensar melhor sobre isso, pessoal?
Informação vale vidas humanas já se dizia em 2000.
O significado da expressão - vida social - abrange a possibilidade de plena autonomia sobre sua própria vida, integra a capacidade de trabalhar, de constituir família, de manutenção de
atividades na comunidade onde se vive.
“Constituição Da República Federativa Do Brasil:
TÍTULO II - DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS
CAPÍTULO I - Dos Direitos E Deveres Individuais E Coletivos
Art. 5º - Todos São Iguais Perante A Lei, Sem Distinção De Qualquer Natureza, Garantindo-Se Aos Brasileiros E Aos Estrangeiros Residentes No País A Inviolabilidade Do Direito À Vida, À
Liberdade, À Igualdade, À Segurança E À Propriedade ( ... ).”
Artigo que alinha princípios e direitos em seus incisos, os quais notoriamente dizem respeito ao convívio e à comunicação social. Dos incisos, destaca-se, textualmente:
VIII - "ninguém será privado de direitos";
XIV - "é assegurado a todos o acesso à informação".
Art. 6o – “São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados”.
Há Vida com o HIV!
Viver com AIDS é Possível! Saude sim e preconceito não.
Cristiane Rozick. Jurista Brilhante e ativista pelas causas em que se luta pela vida em igualdade de condições para todos
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