Sábado Set 11


Fevereiro de 2010

 

25-Fev-2010

Florianópolis - “Escreva uma carta para alguém para dizer-lhe porque é importante falar da AIDS e se proteger dela”. Este é o tema do 39o Concurso Internacional de Cartas na edição de 2010, promovido pela União Postal Universal (UPU) e Correios, com o apoio, em Santa Catarina, da Secretaria de Estado da Educação. As inscrições estão abertas até o dia 12 de março nas unidades escolares. A coordenadora do projeto no Estado, Ester Maria Martins Rosa, salienta que a pretensão das instituições promotoras e apoiadoras é “envolver o maior número de estudantes entre 9 e 15 anos das redes pública e privada catarinenses”.

 

Os resultados da fase estadual serão divulgados a partir de 29 de março e os nacionais a partir de 22 de abril no site www.correios.com.br e os da fase estadual a partir de 29 de março.

 

Envolvendo mais de 190 países, o concurso tem como objetivo desenvolver a habilidade de composição dos jovens, contribuir para o estreitamento das relações internacionais e aprimorar a comunicação por meio da escrita. No Brasil, o evento ocorrerá em duas fases: estadual e nacional. Na estadual serão premiadas as três melhores redações de cada regional. O primeiro colocado será contemplado com certificado e um notebook, participando da etapa nacional em Brasília. O segundo e terceiros classificados ganharão um aparelho de CD, MP3 e rádio AM/FM.

 

O vencedor da fase nacional ganhará um notebook com wireless, troféu e certificado e vai representar o Brasil na etapa internacional em Berna, na Suíça.Caberá aos professores conversar com seus alunos sobre o tema da redação, promover uma seleção interna na escola escolher os três melhores trabalhos.

 

A redação deverá ser escrita manualmente, no formato de uma carta, com o mínimo de 500 palavras e no máximo 800 palavras. O texto deverá iniciar com uma saudação, com endereço do remetente e finalizar com cortesia e assinada pelo candidato. As cartas serão selecionadas de acordo com os seguintes critérios: coerência com o tema proposto, originalidade, criatividade, idéias expressas, vocabulário, compatibilidade entre idade, grau de maturidade e série cursada pelo estudante.

 

A iniciativa faz parte da campanha mundial de prevenção ao vírus HIV, lançada na empresas de Correios pela UPU, pelo Programa comum das Nações Unidas para o HIV/AIDS, pela Organização Internacional do Trabalho e UNI Global Union. “Trata-se de um excelente projeto que estimula a criatividade dos nossos jovens e uma chance para que os estudantes brasileiros divulguem seu trabalho em sua escola, no País e no mundo”, destaca o secretário Paulo Bauer.

 

Para saber mais sobre as regras do concurso, basta acessar o site http://www.correios.com.br  ou entrar em contato com a coordenadora do projeto em Santa Catarina, Éster Maria Martins Rosa, telefone (48) 3954-4307.

 

AI/Redação 24 Horas

 

SANTA CATARINA 24 HORAS

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26/FEVEREIRO/2010

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Tecnologia diagnostica HIV, tuberculose, malária e outras doenças

 

Do R7

 

George Whitesides, químico da Universidade de Harvard, criou o protótipo de um chip feito de papel que poderá ajudar a diagnosticar Aids, malária, tuberculose e outras doenças por apenas R$ 0,01, revelou nesta quinta-feira (25) a rede de TV CNN.

 

Uma gota de sangue pingada em um lado do chip resulta em uma imagem colorida na forma de uma árvore que revela aos médicos se a pessoa tem alguma doença.

 

Uma tinta à prova d’água usada em gibis ajuda a direcionar o sangue para que forme o padrão em árvore – para isso, várias camadas de papel tratado reagem com o sangue, criando cores reveladoras.

 

Whitesides disse que as cores também identificam a gravidade de uma doença. E que o chip pode se tornar em uma ferramenta barata de diagnósticos para países em desenvolvimento, que costumam ter falta de médicos e de clínicas.

 

Pacientes na África e na Ásia poderão tirar fotos do resultado de seus diagnósticos com o celular – aparelho que já se tornou popular até nas regiões mais pobres do mundo.

 

Depois, é só enviá-las para centros médicos para diagnósticos mais precisos.

 

R7

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26/FEVEREIRO/2010

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NINA LEMOS

COLUNISTA DA FOLHA

 

Cenas de sexo? Bundas de mulheres gostosas? Quem se importa. O "BBB" de 2010 coroa a correção política e a orientação sexual dos participantes como o fator mais importante da trama. Nunca uma edição do programa teve tanta repercussão. Na internet e nas ruas, uma briga de torcedores fanáticos está armada. No centro do ringue, uma batalha entre heterossexuais e gays. Homofóbicos e simpatizantes.

 

A estrela é o lutador Marcelo Dourado, amado e odiado por dizer "tudo o que pensa". Entre outras coisas, que heterossexuais têm menos chances de pegar AIDS. Suas declarações ganharam o mundo depois do paredão de terça. Dourado corria o risco de sair. Mas o público quis que ele ficasse. Como assim? Alguém diz isso e não sai?

 

O fato causou revolta e ganhou o mundo. A revista americana "Advocate" denunciou o ocorrido e até o cantor Boy George entrou na briga, pedindo no Twitter que os brasileiros tirassem o sujeito do programa.

 

Dourado chegou lá. Ficou famoso internacionalmente. Ele é o primeiro participante do "BBB" a alcançar (má) fama fora do país. Mas ele não conseguiu tal feito sozinho. O que está em jogo não são apenas declarações inconsequentes, mas uma luta de classes entre estereótipos: os héteros sexistas (representados por homens fortes e mulheres gostosas) e os gays (representados como fofoqueiros ou fúteis).

 

O principal oponente de Dourado é Dicesar, conhecido em São Paulo como a drag queen Dimmy Kieer. Os dois jamais se encontrariam na vida real. Dentro da casa, eles podem não se bicar, mas estão com tudo. O embate entre o macho jiu-jítsu e a drag foi capaz de desviar os olhares dos telespectadores da presença na casa da LÉSBICA Angélica, a Morango (que disputou o paredão com os dois e foi mandada embora pela audiência depois de bater de frente com Dourado). O público não fez questão de ver uma menina bonita e divertida flertar com uma gata (existe fetiche maior?).

 

Provavelmente não, pois a audiência deixou a tara de lado e preferiu assistir a uma briga entre dois homens cheios de força. Dourado é forte (literalmente) devido aos treinos em uma academia. Mas também tem suas idiossincrasias. Nasceu no exílio. E sua mãe, ex-militante contra a ditadura militar, disse que seu filho aprendeu luta porque antes dançava balé e era perseguido na escola.

 

Seu oponente também deve ter sido perseguido no colégio. Mas, hoje, tem com ele a força do movimento gay. E também o simples fato de gostar de namorar homens. Sim, porque no "BBB" da correção política, qualquer olhar enviesado vira acusação. "Se você não gosta de mim, é porque eu sou gay." Assim, o programa acaba reforçando o preconceito. É como se a orientação sexual trouxesse imunidade, não só para se livrar do paredão mas também de discussões.

 

O "BBB" da diversidade aposta pesado nesses e em outros estereótipos. A TV Globo é diversa até certo ponto. Afinal, as bundas (duras) continuam a reinar no programa. Mulher gorda? Feia? Velha? Não existe. Mas quem se importa com isso quando uma briga entre um macho e uma drag pode explodir? Pelo jeito, ninguém.

FOLHA DE S.PAULO

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26/FEVEREIRO/2010

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